terça-feira, 16 de janeiro de 2018

16 de Janeiro de 1547: Ivan, O Terrível, é coroado Czar de todas as Rússias.

Nasceu em 25 de Agosto de 1530, em Kolomenskoye, perto de Moscovo [Rússia], morreu em 18 de Março de 1584, em Moscovo.
Grande príncipe de Moscovo (1533-84) foi o primeiro monarca a ser proclamado czar da Rússia, em 1547. O seu reinado viu a criação de um Estado russo centralizado e o início de um império.
Filho do grão-duque Vassili III de Moscovo e da sua segunda mulher, Yelena Glinskaya,  foi o penúltimo representante da dinastia Rurik. Em 4 de Dezembro de 1533, imediatamente após a morte de seu pai, tendo três anos de idade, Ivan foi proclamado grão-príncipe de Moscovo. A mãe regeu a Rússia em nome do filho até à sua morte em 1538, possivelmente por envenenamento. A morte dos pais serviu para reavivar as lutas das várias facções de nobres pelo controlo da pessoa do príncipe e do poder. Os anos 1538-47 foram, por isso, um período de conflitos sanguinários entre os vários clãs da casta guerreira dos boiardos. As lutas permanentes para o controlo do governo em detrimento do reino causou uma profunda impressão no grão-duque, craindo-lhe uma aversão aos boiardos que se manteve ao longo de toda a vida.
Em 16 de Janeiro de 1547, Ivan foi coroado czar e grão-príncipe de toda a Rússia. O título czar foi obtido a partir do título latim caesar (César) e foi traduzido pelos contemporâneos de Ivan como "imperador". Em Fevereiro de 1547 Ivan casou-se com Anastasiya Romanovna, tia-avó do futuro primeiro czar da dinastia Romanov.

Ivan foi grandemente influenciado, pelo menos desde 1542, pelas ideias do bispo metropolita de Moscovo, Makari, que incentivou o jovem czar a estabelecer, como desejava, um estado cristão baseado nos princípios da justiça. O governo de Ivan iniciou um vasto programa de reformas e de reorganização da administração central e local. Os concílios da Igreja convocados em 1547 e 1549 reforçaram e sistematizaram a organização da Igreja, reforçando a ortodoxia e canonizando um grande número de santos russos. Em 1549 a primeira zemski sobor reuniu-se para exercer a sua capacidade consultiva – esta assembleia nacional era composta de boiardos, clérigos e alguns representantes eleitos da nova nobreza de serviço. Em 1550 um novo e mais detalhado código jurídico foi elaborado substituindo um datado de 1497. A administração central da Rússia também foi reorganizada em departamentos, cada um responsável por uma função específica do Estado. As condições de serviço militar foram melhoradas, as forças armadas foram reorganizados e o sistema de comando alterado de modo que os comandantes passassem a ser nomeados com base no mérito e não simplesmente em virtude de sua origem nobre. O governo também permitiu que os administradores distritais fossem eleitos pela aristocracia local, criando assim uma ampla zona de auto-governo.
Um dos objectivos das reformas era o de limitar os poderes da aristocracia hereditária de príncipes e boiardos (que continuaram a manter as suas propriedades hereditárias) e promover os interesses da aristocracia de serviço, que recebeu as suas terras como compensação pelo serviço governamental e que passou a estar, assim, dependente do czar. Todas as reformas ocorreram sob a égide do chamado "Conselho Escolhido", um órgão consultivo informal em que as principais figuras eram os favoritos do czar Aleksey Adashev e o padre Silvestre. A influência do conselho foi diminuindo até que desapareceu completamente no início de 1560, após a morte da primeira mulher de Ivan e de Makari, altura em que as ideias de Ivan assim como o núcleo dos seus principais seguidores tinham mudado. A primeira mulher de Ivan, Anastasiya, morreu em 1560, e apenas dois herdeiros do sexo masculino, Ivan (n. 1554) e Fyodor (n. 1557), sobreviveram aos enormes rigores da infância naquela época.

A Rússia esteve em guerra durante a maior parte do reinado de Ivan. Os governantes moscovitas temiam desde sempre as incursões dos tártaros e, entre 1547 e 1550 foram realizadas várias campanhas sem sucesso contra o hostil Canato de Kazan, no rio Volga. Em 1552, depois de preparativos prolongados, o czar avançou contra Kazan, tendo o exército russo conseguido finalmente tomar a cidade de assalto. Em 1556 o Canato de Astracã, localizado na foz do rio Volga, foi anexado sem luta. A partir daquele momento, o Volga tornou-se um rio russo, e a rota comercial para o mar Cáspio passou a ser segura.

Com ambas as margens do rio Volga garantidas, Ivan preparou-se para uma campanha que desse à Rússia uma saída para o mar, a tradicional preocupação da Rússia litoral. Ivan percebeu que o comércio com a Europa estava totalmente dependente do livre acesso ao mar Báltico e decidiu voltar sua atenção para  oeste. Em 1558 decidiu-se pela guerra, numa tentativa de estabelecer o domínio russo sobre a Livónia (hoje em dia a Letónia e a Estónia). No início, a Rússia teve algum sucesso e conseguiu destruir o poder dos  cavaleiros da Livónia, mas a Lituânia, aliada dos cavaleiros, tornou-se em 1569 parte integrante da Polónia. A guerra arrastou-se e, enquanto os suecos apoiavam a Polónia contra a Rússia, os tártaros da Crimeia atacaram Astracã fazendo, em 1571, uma incursão profunda pelo interior da Rússia; queimaram Moscovo, deixando de pé unicamente o Kremlin. Quando Estêvão Bathory da Transilvânia se tornou rei da Polónia, em 1575, reorganizou os exércitos polacos sob a sua direcção, tornando-os capazes de levar a guerra até ao território russo, enquanto os suecos reocupavam partes da Livónia. Ivan acabou por pedir ao papa Gregório XIII para intervir, e através da mediação do núncio papal, Antonio Possevino, foi assinado um armistício com a Polónia em 15 de Janeiro de 1582. Nos termos do acordo Rússia perdia todos as suas conquistas na Livónia, e um armistício com a Suécia, em 1583, obrigou a Rússia a abandonar as cidades no golfo da Finlândia. A Guerra da Livónia, que durara 24 anos, fora infrutífera para a Rússia e tinha-a esgotado devido à sua prolongada duração.
As primeiras execuções de Ivan surgiram, aparentemente, devido à sua decepção com o curso da Guerra da Livónia e a suspeita da traição de vários boiardos. A deserção de um dos seus melhores comandantes, o príncipe Andrey Kurbsky para a Polónia, em 1564, parece ter perturbado o czar, que anunciou mais tarde a sua intenção de abdicar, devido à traição dos boiardos. Os moscovitas, no entanto, liderados pelo clero, imploraram-lhe que continuasse a governar e, em 1565, aceitou o pedido com a condição de que puderia lidar com os traidores como desejava. Seria autorizado a formar umaOprichnina, isto é, a organizar um território que seria administrado separadamente do restante território do principado e colocado sob seu governo directo, como terra da coroa. Um corpo de guarda-costas de 1.000 a 6.000 homens, conhecido como oprichniki, foi recrutado, e cidades e distritos específicos em toda a Rússia foram incluídos no Oprichnina, sendo as receitas provenientes destes territórios atribuídas à manutenção da nova corte do czar e dos que o serviam; corte formada por um número cuidadosamente seleccionado de boiardos e de nobres de serviço. Ivan vivia exclusivamente no interior desta nova corte deixando a administração diária da Rússia (agora chamada zemschina, ou terra), que colocou nas mãos dos principais dirigentes boiardos e de administradores. Ivan deixou praticamente de comunicar com eles, enquanto o oprichniki atacava impunemente todos os que não faziam parte do círculo imediato do czar.

A maioria dos historiadores tende a considerar esta época do reinado de Ivan, o Terrível, como uma luta foi entre o czar e da antiga nobreza hereditária, que, com ciúmes de entregar o seu poder e privilégios, resistiu aos seus projectos de reformas interna e militar. O Oprichnina pode ter sido, assim, a tentativa de Ivan criar um Estado altamente centralizado e destruir os poderes económico e  político dos príncipes e da alta nobreza. Os boiardos, de facto, estavam cada vez mais ressentidos com a política de Ivan e conspiraram contra ele várias vezes, mas o reinado de terror que Ivan iniciou por meio do Oprichnina mostrou-se muito mais perigoso para a estabilidade do país do que o perigo que tinha intenção de suprimir. Em 1570, por exemplo, o czar conduziu pessoalmente as suas tropasoprichniki contra Novgorod, destruindo a cidade e executando vários milhares de habitantes. Muitos boiardos e outros membros da aristocracia morreram neste período, alguns executados publicamente com crueldade calculada. Mais tarde Ivan enviou para vários mosteiros memoriais (sinodiki) de mais de 3.000 das suas vítimas, a maioria dos quais foram executados no decurso do Oprichnina.

Oprichnina durou apenas sete anos, de 1565-1572, data em que foi abolido como resultado do fracasso dos regimentos Oprichnina em defender Moscovo do ataque dos tártaros da Crimeia. O exército Oprichnina foi integrado no  zemschina, e algumas das propriedades confiscadas por apoiantes de Ivan foram devolvidos aos seus proprietários. Mas o episódio do Oprichnina deixou uma marca sangrenta no reinado de Ivan, causando dúvidas sobre sua estabilidade mental e dando a ideia de Ivan, O Terrível, ter sido um governante  desconfiado e vingativo.

No fim do seu reinado o czar manifestou interesse em estabelecer relações diplomáticas e comerciais com a Inglaterra, chegando mesmo a mostrar disponibilidade para se casar com uma mulher nobre inglesa. Em 1575, parece ter abdicado durante cerca de um ano em favor de um príncipe tártaro, Simeão Bekbulatovich. Durante a década de 1570 casou-se cinco vezes, em rápida sucessão. Finalmente, num acesso de raiva, matou o seu único herdeiro viável, Ivan, em 1581. Este assassinato despoletou a crise política que começou com a extinção da dinastia Rurik após a morte do seu segundo filho o doente Fyodor, em 1598.
As conquistas do czar Ivan foram muitas. Na política externa, todas as suas acções dirigiram-se a forçar a ligação da Rússia à Europa, uma linha que Pedro I, o Grande, continuou. Internamente, o reinado de terror de Ivan acabou por resultar no enfraquecimento de todos os estratos aristocráticos, mesmo da nobreza de serviço que ele tinha patrocinado. A longa e mal sucedida Guerra da Livónia ultrapassou os recursos do Estado e quase levou a Rússia à bancarrota. Estes factores, juntamente com as incursões dos tártaros, tiveram como resultado o despovoamento de várias províncias russas à data da morte de Ivan, em 1584. No entanto, deixou o país muito mais centralizado, tanto administrativa como culturalmente.
Fontes:Encylopaedia Britannica
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Retrato de Ivan IV por Viktor Vasnetsov 
O Czar Ivan IV admira sua sexta esposa, Vasilisa Melentyeva. Pintura de 1875, por Grigory Semyonovich Sedov


16 de Janeiro de 1920: Entra em vigor nos Estados Unidos a Lei Seca

A chamada Lei Seca entra em vigor no dia 16 de Janeiro de 1920 por força da Emenda nº 18, ela estabelecia a proibição da produção, venda, transporte, importação e exportação de bebidas alcoólicas. Pouco depois inclusive a venda em bares e restaurantes foi banida. 

Vigente durante treze anos, a emenda tornou-se um enorme fracasso legislativo. Em vez de acabar com os problemas sociais atribuídos à bebida, a Lei Seca só os estimulou. A medida desmoralizou as autoridades e tornou-se um incentivo à corrupção. Cidades como Chicago e Nova Iorque viram a criminalidade explodir, enquanto a máfia enriquecia com o contrabando de álcool. 

Em todo o país, movimentos contra o consumo de bebidas estavam a surgir desde o século XIX. A campanha ganhou escala nacional resultando na aprovação da 18ª Emenda.  Meses depois  aprovou-se o Acto de Proibição Nacional, também designado Acto de Volstead, uma homenagem a Andrew Volstead, deputado que liderou a iniciativa. Era considerada "intoxicante" qualquer bebida que tivesse mais de 0,5% de álcool (as cervejas mais fracas têm cerca de 2%). 

Qual a razão para esta poderosa nação ter dado tanta importância aos malefícios da bebida? A resposta parece residir no protestantismo,  predominante nos EUA, e que fez emergir a ideia do "Destino Manifesto": os americanos seriam o povo eleito por Deus para guiar o mundo. 

Para manter a nação no caminho certo, a sobriedade deveria ser estabelecida por decreto. A eclosão da Primeira Guerra Mundial colocou, no entanto, o argumento decisivo na boca dos inimigos do álcool. Segundo eles, cereais, malte e açúcar, alimentos básicos, não poderiam ser desperdiçados no fabrico de bebidas alcóolicas em tempos de guerra. Cerveja e vinho seriam, além disso, produtos típicos da  inimiga Alemanha , o seu consumo, portanto, um acto pouco patriótico. 

Apesar de ter o apoio de muitos sectores da sociedade, a Lei Seca foi ignorada por milhões de norte-americanos. Muitos iam para o Canadá e voltavam com camiões cheios de bebida. Outros faziam no quintal o próprio uísque. Havia ainda quem se passasse por padre ou médico para obter litros de vinho sacramental ou de destilados medicinais. 

Rapidamente esta procura de álcool começou a ser atendida de forma organizada. Eram os gangsters da máfia italiana ou da máfia irlandesa. Antes da Lei Seca, estes mafiosos viviam do jogo e da prostituição. Passaram então a dominar também os milionários negócios com bebidas, corrompendo polícias, elegendo políticos e matando os seus concorrentes. 

Em Nova Iorque, o principal mafioso era o siciliano Joseph Bonanno, apontado como o inspirador de O Padrinho, baseado no livro de Mario Puzo e que se tornou um clássico do cinema. Já Dean O'Banion inundava o norte de Chicago com cerveja e uísque vindos do Canadá, enquanto Johnny Torrio contratava polícias para proteger os seus interesses no sul da cidade. 

Mas nenhum 
 gangster  foi tão lendário quanto Alphonse Capone. Filho de napolitanos, nasceu em 1899, em Nova Iorque. Conheceu Johnny Torrio aos 14 anos e, com a Lei Seca, passou a auxiliá-lo no contrabando de bebidas em Chicago. 

Quando o rival O'Banion resolveu enfrentá-los, foi morto por Al Capone. Em 1925, Torrio  aposentou-se, deixando Chicago inteira para "Al" Capone, que expandiu o seu ‘império’ para cidades como Saint Louis e Detroit. 

Em 1931, graças às investigações conduzidas pelo agente fiscal Eliot Ness, líder dos "Intocáveis", grupo de agentes que combatia a máfia, Capone passou cinco anos na prisão de Alcatraz, na Califórnia.



Opera Mundi 
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Ficheiro:Prohibition agents destroying barrels of alcohol (United States, prohibition era) 2.jpg
Agentes do governo no acto de confiscar  bebidas clandestinas (Chicago, 1921)
Ficheiro:The Drunkard's Progress - Color.jpg
The Drunkard's Progress: Uma litografia de Nathaniel Currier apoiando o Movimento de Temperança. 
Janeiro de 1846
 
Prescrição para uso medicinal de bebida alcoólica

16 de Janeiro de1831: Morre, em Richmond, EUA, Pedro Francisco, herói português da guerra da Independência dos EUA.

Pedro Francisco Machado, conhecido como Peter Francisco nos Estados Unidos da América, foi um português, nascido na freguesia do Porto Judeu, Concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, destacou-se como herói na Guerra da Independência dos Estados Unidos da América.
Conhecido como "O Gigante da Virgínia", o "Gigante da Revolução" e, ocasionalmente, como o "Hércules da Virgínia", é homenageado pela comunidade portuguesa em New Bedford (Virginia). Lutou ao lado de George Washington e do marquês de Lafayette, tendo sofrido numerosos ferimentos em combate, em defesa da independência da sua pátria de adopção.
A sua biografia está cercada de uma aura de lenda, sendo-lhe atribuídos feitos extraordinários. As suas origens são relativamente obscuras. Foi encontrado muito novo (presumivelmente cinco anos), numa tarde em 23 de Junho de 1765, a chorar, nas docas de City Point, na Virgínia. Quando se acalmou o suficiente para falar, percebeu-se que não falava o inglês e sim uma língua parecida com o castelhano. Embora nada possuísse que o identificasse, as suas roupas eram de boa qualidade e, na fivela do cinto, liam-se as iniciais "P.F.".
Eventualmente foi capaz de contar a sua história: afirmou que "estava num local lindo com palmeiras, a brincar com a sua irmã, quando dois homens grandes os apanharam. A irmã conseguiu libertar-se dos captores mas o menino não, e foi levado para um navio grande que acabou por conduzí-lo a City Point.
Sobre as suas origens, o investigador John E. Manahan identificou que, nos registos de nascimentos da ilha Terceira, nos Açores, existe um Pedro Francisco nascido em Porto Judeu, a 9 de Julho de 1760.
A criança foi acolhida pelo juiz Anthony Winston, de Buckingham County na Virgínia, um tio de Patrick Henry. Quando atingiu idade suficiente para trabalhar, foi instruído como ferreiro, devido ao seu enorme tamanho e força (ultrapassou os 1,98 metros e pesava cerca de 120 kg).
Com os rumores de secessão, Francisco alistou-se aos 16 anos no 10º Regimento da Virgínia. Estava presente, junto à igreja de St. John em Richmond, quando Patrick Henry fez o seu famoso discurso "Liberdade ou Morte". Em Setembro de 1777, serviu sob o comando do general George Washington em Brandywine Creek na Pensilvânia, onde as forças dos colonos tentaram deter o avanço de 12.500 soldados britânicos que avançavam em direcção a Filadélfia. Não está claro se foi nesse momento que o jovem Francisco salvou a vida a Washington, apesar de se reconhecer que o jovem foi aqui alvejado. Alguns relatos afirmam que ele se tornou guarda-costas pessoal do general, enquanto outros dão conta de que ele era apenas um soldado agressivo e vigoroso, que lutou a seu lado.
Foi Washington quem determinou que uma espada especial, adequada ao seu tamanho, fosse feita para Francisco. Foi esta espada que aterrorizou os britânicos. Após servir nesta comissão durante três anos, Francisco realistou-se e combateu numa das maiores derrotas sofridas pelas forças dos colonos no conflito. Na batalha de Camden (16 de Agosto de 1780), terá realizado um dos seus mais famosos feitos, quando, após os colonos se terem retirado diante dos britânicos, deixando no terreno uma imensa peça de artilharia, afirma-se que Francisco a colocou às costas e a terá transportado para que não caísse nas mãos do inimigo. Em homenagem a esse feito, os correios dos Estados Unidos emitiram em 1974 um selo comemorativo.
Francisco sofreu mais seis ferimentos enquanto ao serviço do seu país, tendo morto um número incerto de britânicos e sido condecorado no final do conflito por generais norte americanos que se certificaram de que ele estava presente na rendição do general Charles Cornwallis e dos britânicos em Yorktown, a 19 de Outubro de 1781.
De acordo com a tradição, após o conflito, devido às lendas criadas em torno de si, muitos aventureiros foram ao seu encontro para testarem a sua força. Neste período foi apelidado de "o homem mais forte da América".
Eventualmente tornou-se um homem abastado mantendo-se uma figura lendária até à sua morte a 16 de Janeiro de 1831. Foi sepultado com honras militares no Cemitério Shockoe Hill em Richmond, na Virgínia.

wikipedia
Pedro Francisco, a pé, a atacar um cavaleiro britânico.
Retrato miniatura a óleo
Selo em homenagem a Pedro Francisco

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

15 de Janeiro de 1929: Nasce Martin Luther King

Líder da população negra norte-americana, nasceu a 15 de Janeiro de 1929, em Atlanta, e morreu assassinado a 4 de Abril de 1968, em Memphis. O seu protagonismo foi decisivo para a declaração de inconstitucionalidade da segregação racial dos negros. Eloquente ministro baptista, liderou o movimento a favor dos direitos civis da América Negra nos anos 50 até ao seu assassinato em 1968. Em 1955 uma mulher negra, Rosa Parks, tinha-se recusado a ceder o seu lugar sentado no autocarro a um passageiro branco, pelo que fora presa por violar a lei da segregação racial. Os activistas negros formaram em Montgomery uma associação com o objectivo de boicotar o trânsito e escolheram Luther King para seu líder. O boicote durou 381 dias e em 1956, o Supremo Tribunal declarou inconstitucional a lei de segregação nos meios de transporte. Entre 1960 e 1965, a influência de King atingiu o auge. Em 1960 foi preso e o caso assumiu proporções nacionais. A estratégia de liderar um movimento activo mas não violento levou à adesão de muitos negros e de brancos liberais em todas as partes do país, tendo estas acções contado com o apoio da administração Kennedy. Em 1963, mostrou ao mundo a importância de resolver os problemas raciais através de uma marcha pacífica em Washington pelos direitos humanos, em que participaram mais de 200 000 pessoas. Nesse dia proferiu a célebre frase "I have a dream" num discurso em que fez uso de frases bíblicas, no qual proferiu o seu sonho de um dia ver brancos e negros juntos. Em 1964 foi aprovada a lei que acabaria com a segregação racial. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1964. A 4 de Abril de 1968 foi morto por um atirador quando estava na varanda de um hotel com alguns acompanhantes. Em 1969 a acusação recairia sobre o branco James Earl Ray, que foi condenado a 99 anos de prisão. O Congresso americano votou a favor de um feriado nacional em sua honra, que começou a ser celebrado a partir de 1986 na terceira segunda-feira de Janeiro.
Martin Luther King. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
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Martin Luther King Jr. profere o seu famoso discurso "Eu tenho um sonho" em agosto de 1963 frente ao Memorial Lincoln em Washington, durante a chamada "marcha pelo emprego e pela liberdade


15 de Janeiro de 1919: Rosa Luxemburgo, filósofa marxista e revolucionária polaca é assassinada

Rosa Luxemburgo, a líder de uma facção revolucionária do Partido Social-Democrata Alemão durante a Primeira Guerra Mundial, nasceu no dia 5 de Março de 1871, em  Zamośc, Polónia, região que à época estava sob controlo russo. 
A mais nova de cinco filhos de uma família judaica de classe média baixa,  Rosa Luxemburgo interessou-se por política desde muito jovem. Em 1889, deixou a Polónia e o regime repressivo czarista de Alexander III, o predecessor do czar Nicolau II e foi para Zurique, Suíça, onde estudou ciências naturais e economia política. 
Em 1898, Luxemburgo casou-se com um trabalhador alemão, Gustavo Lubeck, adquirindo então a cidadania alemã. Estabeleceu residência em Berlim, onde se filiou ao Partido Social-Democrata alemão, conhecido como SPD, na ocasião a mais importante organização do socialismo internacional de todo o planeta. 
Nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial, Luxemburgo adoptou posições firmes e decididas a nível ideológico, defendendo uma greve geral como catalisadora que radicalizaria a acção dos trabalhadores e daria lugar a uma revolução socialista internacional. 
Ela e os seus companheiros da ala mais à esquerda do SPD opuseram-se duramente à participação da Alemanha na Guerra, vendo-a como um conflito imperialista que de modo algum iria beneficiar a população. Esta postura afastou-a da liderança do partido, que defendia o esforço de guerra na esperança de que a vitória germânica levasse a um conjunto de reformas. 
Em Dezembro de 1914, Luxemburgo e o socialista alemão Karl Liebknecht formaram a facção revolucionária do SPD designada  Liga Espartaquista, em homenagem a Espartaco, escravo que, em 73 a.C., lidera uma rebelião de 78 escravos que escaparam da escola de gladiadores em Cápua contra a classe dirigente da República Romana e que lutou durante dois anos ao comando de 90 mil homens. 
 Rosa Luxemburgo publicou um livro em 1916, “A crise na Social-Democracia alemã” em que acusa a social-democracia de ter traído a classe operária alemã por endossar um esforço de guerra de cunho essencialmente capitalista e imperialista. A única solução para a crise, acreditava Luxemburgo, era uma revolução internacional de classe. 
Após uma manifestação espartaquista em Maio de 1916 contra a guerra, Luxemburgo foi  presa, tendo permanecido na cadeia até ao fim da guerra. Após a sua libertação, em Novembro de 1918, determinada pela decisão do chanceler germânico, Max von Baden, de libertar todos os prisioneiros políticos, Luxemburgo começou a transformar a Liga Espartaquista no Partido Comunista da Alemanha (KPD). 
No mês de Janeiro seguinte, os Espartaquistas, reuniram-se em Berlim para desencadear uma rebelião contra o governo de coligação de Von Baden e Friedrich Ebert, o líder do SPD, Luxemburgo juntou-se a eles relutantemente, instando os seus seguidores a não tentar iniciar a insurreição antes de conseguir formar um suficiente apoio popular. Não teve condições de impedi-los e os rebeldes espartaquistas lançaram-se ao ataque em 10 de Janeiro. 
Ebert imediatamente ordenou que o exército alemão subjugasse a rebelião. No conflito que se seguiu, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram capturados e assassinados.  No dia  15 de Janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Wilhelm Pieck, líderes do Partido Comunista da Alemanha, foram presos e levados para interrogatório no Hotel Eden em Berlim. Os detalhes das mortes de Luxemburgo e Liebknecht são desconhecidos, a versão mais aceite é  que foram retirados do hotel por paramilitares do grupo de direita Freikorps, que mais tarde iriam apoiar os Nazis. Enquanto Luxemburgo e Liebknecht eram escoltados para fora do prédio, Pieck conseguiu fugir. Rosa e Liebknecht  foram levados, cada um, em jipes militares distintos. No primeiro jipe ia Rosa Luxemburgo. Ela foi baleada e atirada para as águas do canal Landwer. O seu companheiro de luta, Karl Liebknecht , seguiu noutro jipe. Foi baleado pelas costas e o seu corpo entregue como indigente num posto policial. O corpo de Rosa Luxemburgo só foi encontrado no final de Junho.  Somente em 1999, uma investigação do governo alemão concluiu que as tropas de assalto haviam recebido ordens e dinheiro dos governantes social-democratas para matar Luxemburgo e Liebknecht.O corpo dela, atirado  a um canal de Berlim, só foi recuperado cinco meses mais tarde. 
Com a sua morte, Luxemburgo tornou-se mártir da causa da revolução socialista internacional. São de Rosa Luxemburgo as famosas frases: “Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?”; “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.”; e “Socialismo ou barbárie”.O corpo dela, atirado  a um canal de Berlim, só foi recuperado cinco meses mais tarde. 
Fontes: Rosa Luxemburgo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Arquivo: Rosa Luxemburg.jpg


Arquivo: Bundesarchiv Bild 183-14077-006, Rosa Luxemburg.jpg
Rosa Luxemburgo em 1915
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Rosa Luxemburgo ( à direita) na companhia de Clara Zetkin em 1910
Arquivo: LuxemburgSpeech.jpg
Rosa Luxemburgo durante um discurso em 1907

15 de Janeiro de 1759: O Museu Britânico, em Londres, é aberto ao público na Montagu House, Bloomsbury.

O Museu Britânico é o repositório nacional para as relíquias da ciência e da arte. Localizado no distrito de Bloomsbury de Londres dispõe de secções de antiguidades, pinturas e desenhos, moedas e medalhas, etnografia. O local foi criado por um acto do Parlamento em 1753, quando a colecção de sir Hans Sloane, iniciada no século anterior e designada Gabinete das Curiosidades, foi comprada pelo governo, juntando-se à colecção Cotton e à biblioteca Harleian. 
O museu foi inaugurado em 15 de Janeiro de 1759 na Mansão Montagu, porém a aquisição da biblioteca de George III em 1823 obrigou-o a  expandir-se. A primeira ala do novo edifício foi concluída em 1829, o quadrângulo em 1852 e o grande e abobadado Salão de Leitura em 1857, onde Karl Marx e Friedrich Engels passavam boa parte de seu tempo. Por decisão do Parlamento em 1973, a Biblioteca Britânica foi estabelecida como entidade separada do Museu, mudando-se para novas e completas instalações em 1997. 
Aquele foi o primeiro museu público do mundo. Dentre os grandes museus ingleses, é o único fundado simultaneamente com uma biblioteca, projecto semelhante ao magnífico museu de Alexandria, criado por Ptolomeu I, que era associado à mais valiosa biblioteca da antiguidade. Data da época em que a humanidade começava a reconhecer todas as potencialidades de um museu como instituição de educação geral e centro de pesquisas, muito mais que um repositório de raridades. 
A iniciativa de criar foi de Sir Sloane, famoso médico nascido na Irlanda e presidente da Sociedade Real entre 1727 e 1740. No  seu testamento enumerou todos os itens do seu acervo pessoal e manifestou o desejo de oferecê-los à Coroa pelo valor simbólico de 20 mil libras esterlinas. Sem questionar, o Parlamento uniu-se à Igreja para reunir os recursos financeiros necessários para adquirir a colecção e um local para abrigá-la, tanto esta como a biblioteca cottoniana - que já havia sido adquirida em 1700. A sede encontrada foi a mansão de tijolos vermelhos, a Montagu House. 
A colecção Sloane reunia mais de 69 mil itens, entre livros, manuscritos, medalhas, moedas, mapas, globos, desenhos, produtos naturais, artificiais e antiguidades. A partir do início do século XIX todo o acervo começou a ser reorganizado. A iniciativa fez com que diversas outras colecções fossem chegando, através de doações e aquisições. Paralelamente, o prédio também era ampliado e modificado. Com a reforma feita por Robert Smike entre 1823 e 1852, o prédio ganhava a forma de museu. Outra modificação importante foi feita entre 1878 e 1886 quando as pinturas a óleo foram transferidas para outras galerias nacionais, assim como as colecções de história natural, que foram reunidas no novo Museu de História Natural, em Kensington, perto do Hyde Park. 
Não havia pagamento de entrada ou cobrança por qualquer serviço prestado pelo Museu Britânico. Sempre foi muito forte, também, a relação museu-biblioteca, visando facilitar o trabalho de pesquisadores, estudiosos e curiosos pois, segundo a filosofia do museu, todas as artes e ciências apresentam conexão entre si. 
Além de recursos do Parlamento, o Museu Britânico sobrevivia graças a verbas provenientes do Fundo Nacional para Colecções de Arte, que recebia e administrava doações das associações de amigos de museus e galerias. Outras doações foram importantes para a sobrevivência desta instituição. Uma delas de Willian White, vizinho do museu, que deixou em testamento a sua propriedade contígua para que fosse construída uma nova ala para a biblioteca do Museu Britânico. A biblioteca teria em 1963 um novo prédio. Em consequência, o museu também se expande, passando a ocupar o antigo espaço dos livros. 
A colecção de pinturas e desenhos do museu é uma das mais famosas do mundo. A colecção de história natural foi transferida para edifícios do Museu de História Natural. Um dos mais célebres objectos em exposição na secção do Antigo Egipto é o bloco conhecido como Pedra de Roseta, fragmento de uma estela de granodiorito, cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios decifrados pelo arqueólogo francês Jean-François Champolion em 1822. Há também uma vasta colecção de múmias egípcias bem como relíquias gregas que incluem os Mármores de Elgin e uma cariátide do Erechtheum, templo da Antiga Grécia construído na face norte da Acrópole de Atenas. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

O Museu c. 1715

Pedra de Roseta em exposição, 1874 
Museu Britânico

15 de Janeiro de 1432: Nasce D. Afonso V, "O Africano"

Monarca português, filho de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão, nasceu a 15 de Janeiro de 1432 em Sintra, onde também faleceu em 1481. Décimo segundo rei de Portugal (1438-1481), é conhecido pelo cognome de "o Africano".No reinado de D. Afonso V podemos demarcar bem três períodos. O primeiro vai desde a morte de seu pai (1438), D. Duarte, até à Batalha de Alfarrobeira (1449). Quando seu pai morreu, D. Afonso V tinha apenas 6 anos. Por testamento, ficou na regência a rainha D. Leonor, sua mãe, mas, como era estrangeira, tal facto não foi bem aceite pela burguesia e pelo povo, que preferia como regente o Infante D. Pedro, irmão de D. Duarte. A oposição entre as duas partes gera um período conturbado. D. Leonor é regente até às Cortes de 1439, em que o infante D. Pedro é eleito regente e D. Leonor é obrigada a exilar-se para Castela. Ao mesmo tempo, a educação de D. Afonso fica a cargo de seu tio, que era homem de grande cultura, conhecido como o "Infante das Sete Partidas" pelas inúmeras viagens que fez. D. Afonso terá assim uma esmerada educação humanística.Quando, em 1446, atinge a maioridade, realizam-se as Cortes de Lisboa e D. Afonso assume o governo do Reino, ainda que auxiliado pelo tio. Mas as intrigas de alguns nobres e elementos do clero vão turvar as relações entre D. Afonso e o tio, pelo que o rei dispensa os serviços deste em 1448. Mais tarde, em 1449, marcha contra o tio, enfrentando-o na Batalha de Alfarrobeira, que o Infante D. Henrique tentou evitar e onde D. Pedro é morto.Entretanto, em 1447, D. Afonso V casara com sua prima D. Isabel, filha do Infante D. Pedro, de quem tem três filhos, entre eles a Infanta D. Joana e o futuro rei D. João III. A rainha vem a morrer em 1455.Após a morte do infante D. Pedro, a alta nobreza e o alto clero fazem sentir cada vez mais a sua influência, havendo um recuo na ação centralizadora.
O segundo período do reinado caracteriza-se pelas campanhas no Norte de África, das quais advirá o cognome do monarca.
Em 1453 dá-se a queda de Constantinopla e o papa Calisto III, em 1456, apela a uma cruzada, a que D. Afonso V responde preparando um grande exército. Frustrada esta missão, D. Afonso retoma a campanha de África, parada desde a tragédia de Tânger, e, em 1458, toma Alcácer Ceguer, acabando finalmente por conquistar Tânger e Arzila, após vários fracassos, em 1471, e Larache. O seu título passa a ser "rei de Portugal e dos Algarves, de aquém e de além-mar em África".A acção vitoriosa em África sofre então uma interrupção, pois D. Afonso V um outro rumo à sua acção política. Entramos assim no último período, que é orientado para a política peninsular. D. Afonso entra na luta pelo trono de Castela, vago pela morte de Henrique IV, que estava casado com D. Joana de Portugal, sua irmã, e que vai redundar num grande fracasso. Estava em causa o direito à sucessão de sua sobrinha D. Joana, a Beltraneja, contra a reivindicação dos futuros Reis Católicos, Fernando e Isabel. Como D. Afonso V era viúvo, planeava casar com a sobrinha e assim unir os reinos de Portugal e Castela. Entre várias escaramuças dá-se a Batalha de Toro, em 1476, que lhe é desfavorável. Não podendo impor-se pelas armas, D. Afonso V desiste e, em 1479, celebra o Tratado de Alcáçovas, em que renuncia a quaisquer direitos à coroa de Castela e reconhece como reis de Castela os seus adversários.Outros factos importantes aconteceram durante o seu reinado. Assim, em 1446 são publicadas as Ordenações Afonsinas, que são a primeira compilação das leis do Reino e cujo trabalho começara no reinado de D. Duarte.A ação dos Descobrimentos continuou igualmente no reinado de D. Afonso V, primeiro ainda sob a acção do infante D. Henrique, até 1460, ano da sua morte. Logo em 1439, o infante D. Henrique mandou povoar as ilhas dos Açores. Assim, Nuno Tristão atinge, em 1441, o Cabo Branco, em 1443, a baía de Arguim e, em 1444, a foz do Rio Senegal. Em 1456, são descobertas as ilhas do arquipélago de Cabo Verde e, em 1460, ano da morte do infante D. Henrique, atinge-se a Serra Leoa e as terras da Guiné.Em 1469, D. Afonso V concede o comércio da Guiné a Fernão Gomes, com a condição de descobrir todos os anos 100 léguas de costa, o que o levaria até à costa da Mina. Em 1471, descobre-se S. Tomé, Príncipe, Ano Bom. Em 1472, Álvaro Esteves passa o equador. Em 1474, João Vaz Corte Real chega à Terra Nova.Em 1476, ainda no período das lutas pela coroa de Castela, o soberano entregou o governo do reino ao príncipe D. João e futuro rei, que assim conseguiu pôr cobro à liberalidade de D. Afonso V.
D. Afonso V morreu em 1481 e jaz no Mosteiro da Batalha.
D. Afonso V. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)


                      Retrato de D. Afonso V com cerca de 25 anos, por Georg von Ehingen (1428-1508). George von Ehingen foi um cavaleiro da Suábia que esteve no exército de D. Afonso V em Ceuta, em 1458-59

         
Retrato de D. Afonso V