terça-feira, 30 de agosto de 2016

30 de Agosto de 1797: Nasce a escritora britânica Mary Shelley, autora de "Frankenstein".

Mary Wollstonecraft Godwin nasceu a 30 de Agosto de 1797 em Londres e faleceu a 1 de Fevereiro de 1851. É geralmente lembrada por uma única obra de grande sucesso, intitulada "Frankenstein". Mary Shelley foi autora de contos, dramaturga, ensaísta, biógrafa e escritora de literatura de viagens. Ela também editou e promoveu os trabalhos do seu marido, o poeta romântico e filósofo Percy Bysshe Shelley.

Mary Shelley era filha de Mary Wollstonecraft, considerada uma das primeiras feministas e que, faleceu dez dias após o nascimento da filha. Ela ficou conhecida pela publicação das obras “A Reivindicação dos Direitos da Mulher (1792)” e “Os Erros da Mulher”. O pai de Mary Shelley, William Godwin, era jornalista, escritor e teórico anarquista. Publicou a obra “Uma Investigação Concernente à Justiça Política” (1793).

Mary publicou o seu primeiro poema aos dez anos de idade e aos dezasseis fugiu de casa para viver com Percy Bysshe Shelley, apenas cinco anos mais velho, mas já bastante famoso .Poeta romântico, Percy tinha casado em primeiras núpcias com Harriet Westbrook com quem tivera dois filhos. Após o suicídio de Harriet, Mary e Percy  casaram-se, em 1816 e Mary adoptou o sobrenome do seu marido passando a chamar-se Mary Wollstonecraft Shelley.
A fuga de ambos  levou-os a  encontrarem-se com Lord Byron em Genebra, com quem manteriam bastante contacto e que teria sido o responsável por instigar Mary a escrever a sua obra mais famosa. Mary e Percy Shelley, Claire Clairmont e Lord Byron estavam juntos na Suiça quando Byron propôs a Mary que escrevesse a mais terrível história que pudesse. Encorajada por Percy, um ano depois Mary publicaria a sua obra intitulada “Frankenstein, ou  O Moderno Prometeu”.
Mas, ao contrário do que muitos pensam, e do que se tornaram os filmes que, mais tarde, tentariam reproduzir a belíssima história de Mary Shelley, Frankenstein não é uma história de terror. Frankenstein fala da história de um cientista (Victor Frankenstein) que obcecado por tentar recriar a vida, fica horrorizado ao ver que cometera um erro. A dada altura da narrativa o cientista reflecte sobre a sua responsabilidade em relação ao que fizera e à criatura a quem dera  vida.
Os Shelleys deixam a Grã-Bretanha em 1818 e foram para a Itália, onde o segundo e o terceiro filhos do casal morreram antes do nascimento do seu último e único filho sobrevivente. Em 1822, Percy Shelley  afogou-se na baía de  Spezia, próximo de LivornoMary retornou a Inglaterra e dedicou-se a publicar as obras do seu marido, sem contudo deixar de escrever.
Algumas obras de Mary Shelley foram “Faulkner” (1937), “Mathilde” (publicada em 1959), “Lodore” (1835), “Valperga” (1823) e “O Último Homem” (1826), considerada pela crítica como sua melhor obra e que teve grande influência sobre a ficção científica. 
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Retrato de Mary Shelley - Richard Rothwell
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 Percy Bysshe Shelley
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Manuscrito de  Frankenstein

30 de Agosto de 1821: Nasce Anita Garibaldi

Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, também conhecida como Anita Garibaldi, foi  esposa do herói italiano Giuseppe Garibaldi. Nasceu no município de Laguna, em Santa Catarina. Os seus pais eram descendentes de imigrantes dos Açores. Depois de falecer o pai, casou-se, aos 15 anos, por insistência da mãe, com Manuel Duarte Aguiar. Esse casamento sem filhos foi um fracasso e durou pouco tempo.

Em 1837, durante a Guerra dos Farrapos, Giuseppe Garibaldi, a serviço da República Rio-Grandense, tomou a cidade portuária de Laguna, transformando-a na primeira capital da República Juliana. Ali, conheceu Anita - e desde então permaneceram juntos. Entusiasmada com os ideais democráticos e liberais de Garibaldi, ela aprende a lutar com espadas e usar armas de fogo, convertendo-se na guerreira que o acompanharia em todos os combates. 
Durante a batalha de Curitibanos, o casal separa-se, inadvertidamente, e Anita é capturada pelo exército imperial. Presa, os oficiais informam-na que Garibaldi morreu. Anita, que estava grávida, pede então que a deixem procurar o corpo de seu companheiro entre os mortos. Sem encontrá-lo, e suspeitando que estivesse vivo, ela aproveita-se de um descuido dos soldados, salta sobre um cavalo e foge dos seus perseguidores. Poucos quilómetros depois, depara-se com o rio Canoas e, sem hesitar, lança-se nas águas. A perseguição cessa, pois os soldados acreditaram que ela estivesse morta. Mas Anita passa para a outra margem e reencontra os rebeldes e, na cidade de Vacaria, une-se novamente a Garibaldi. Poucos meses depois nasceria o primeiro filho dos quatro que tiveram. 

Anita e Garibaldi casaram-se em 26 de Março de 1842. Em 1847, Garibaldi enviou Anita a Itália, como sua embaixadora, a fim de preparar o terreno para o retorno aquele país acompanhado por um exército de mil homens. Garibaldi pretendia desembarcar em Itália para lutar na primeira guerra da independência italiana, contra a Áustria. Depois da chegada de Garibaldi, seguem para Roma, onde se proclama a República Romana. A cidade, contudo, é atacada por tropas franco-austríacas, e Anita, grávida do quinto filho, luta ao lado de Garibaldi na batalha de Gianicolo. Obrigados a bater em retirada, o casal foge acompanhado de um exército de quase quatro mil soldados. São perseguidos, contudo, por forças francesas, napolitanas e espanholas. Durante a fuga, quando chegam a San Marino, que também  se havia  libertado dos austríacos, Garibaldi e Anita não aceitam o salvo-conduto oferecido pelo embaixador norte-americano e decidem prosseguir na fuga. Anita, entretanto, contrai febre tifoide e não resiste. Falece perto de Ravenna, a 4 de Agosto de 1849.
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Retrato de Anita Garibaldi - Gaetano Gallino

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Garibaldi e Anita buscam refúgio em San Marino

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Garibaldi e Anita, ferida, fogem de San Marino, 1849 (quadro de anónimo, século XIX)

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A Família Garibaldi em 1878

30 de Agosto de 1773: Morre Nicolau Nasoni

O pintor e arquiteto de origem italiana, Nicolau Nasoni nasceu a 2 de junho de 1691, na Toscana, e faleceu a 30 de agosto de 1773, no Porto, recebendo sepultura na sua Igreja dos Clérigos - obra-prima do Barroco nortenho.Discípulo do pintor Giuseppe Nasini, Nasoni inicia a sua carreira artísica na cidade de Siena. A sua formação como pintor é realizada através de encomendas de arte efémera, nomeadamente na construção e decoração de arcos de triunfo, carros alegóricos, etc. Na vertente da arquitetura, Nasoni aprendeu no atelier de Franchini e de Vicenzo Ferrati.
Após a sua estada em Siena, Nasoni dirige-se para Roma. A póxima etapa foi a Ilha de Malta. Em 1723 encontrava-se ao serviço do grão-mestre Frei António Manuel de Vilhena, incumbido de pintar algumas dependências do Palácio dos Grãos-Mestres em La Valetta. Aqui estabelece ligações com o portuense Frei Roque de Távora e Noronha, irmão do deão da do Porto, conseguindo ser contratado para uma empreitada nas obras de renovação da Catedral portuense. Deste modo, em 1725, o artista estabelece-se definitivamente na cidade do Porto.No panorama da pintura portuguesa setecentista, Nasoni destaca-se como pintor ilusionista, dominando a técnica do trompe l'oeil e da perspetiva, conferindo profundidade cenográfica a superfícies planas. Após a do Porto, onde pinta a têmpera, Nasoni encarrega-se da pintura das abóbadas da Catedral de Lamego, decorria o ano de 1737. Outros contratos são celebrados para efetivar pinturas na Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, na Igreja de S. Pedro de Tarouca e ainda os tetos do Palácio do Freixo, no Porto.Como arquiteto, Nasoni marcaria o Barroco setecentista na cidade do Porto e seu termo. A sua primeira e emblemática obra foi a Igreja, enfermaria e Torre dos Clérigos, cujo projeto foi apresentado em 1731 e a sua construção iniciada em 1732, é considerada a obra-prima do Barroco portuense.No período compreendido entre os anos de 1743 e 1749, Nasoni encontra-se à frente das obras de remodelação da fachada da Igreja do Senhor Bom Jesus matosinhense, reedificando em 1745 a Igreja de Santa Marinha, em Vila Nova de Gaia, e estando ainda ativo em 1749 na reconstrução da Igreja da Misericórdia do Porto.O labor deste artista italiano estendeu-se à arquitetura civil. O historiador Robert Smith atribui-lhe a autoria do risco da Quinta do Ramalde, da Quinta do Viso, da Quinta da Prelada, de Santa Cruz do Bispo e ainda do Palácio do Freixo. Provavelmente, embora a documentação seja omissa a esse respeito, Nasoni terá sido o autor do Solar de Mateus, palácio nos arredores de Vila Real.O estilo arquitetónico de Nicolau Nasoni inscreve-se no universo de um Barroco de aparato e cenográfico, influenciado pela arquitetura italiana da Toscânia e de Roma. De volumetrias sólidas, linhas túrgidas e movimentadas, o seu Barroco decorativista estabeleceu escola no Norte de Portugal, influenciando decisivamente os artistas portugueses coetâneos.Além da sua vertente de pintor-arquiteto, Nasoni idealizou diversos desenhos para peças de ourivesaria, modelos de escultura e ainda ornatos e retábulos em talha dourada, influenciando também assim os artistas do Barroco português.
Nicolau Nasoni. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
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Nicolau Nasoni

Torre dos Clérigos - Porto


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Palácio de Mateus - Vila Real

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

29 de Agosto de 1915: Nasce a actriz sueca Ingrid Bergman

Actriz sueca, nasceu em 29 de agosto de 1915, em Estocolmo, e faleceu em Londres a 29 de agosto de 1982, vitimada por um linfoma. Foi uma das actrizes mais conceituadas do Mundo, especialmente durante os anos 40, quando estava no auge da sua beleza natural. Órfã de mãe com apenas dois anos, foi graças à herança deixada pela sua progenitora que se inscreveu no curso de Interpretação da Academia Real Dramática de Estocolmo. Depois dum início de carreira no teatro, interpretou o seu primeiro papel cinematográfico com uma figuração em Landskamp (1932). Gradualmente, passou a ser uma das actrizes mais conceituadas da Escandinávia, especialmente depois do sucesso da primeira versão de Intermezzo (1936), de Gustav Molander, onde interpretou uma jovem pianista que se apaixona por um homem casado. O filme despertou a atenção de David O. Selznick, que a convenceu a fazer um remake em Hollywood da mesma película, ao lado de Leslie Howard. O sucesso foi imediato e a rápida adaptação de Ingrid à língua inglesa impeliu-a a voos mais altos. Numa altura em que Greta Garbo se retirava da vida artística activa, Hollywood parecia ter encontrado outra rainha nórdica. Depois dum breve regresso à Suécia, voltou aos Estados Unidos para interpretar uma série de títulos que a tipificaram brevemente num registo de mulher atormentada em Rage in Heaven (Tempestade, 1941) e Adam Had Four Sons (Os Quatro Filhos de Adão, 1941). No ano seguinte, arrancou um dos desempenhos mais memoráveis da sua carreira, quando personificou Ilsa Lund no mítico Casablanca (1942). O par romântico que fez com Humphrey Bogart baseado numa noção de amor impossível comoveu plateias e provou que Ingrid era uma actriz plena de versatilidade. No seu título seguinte, protagonizou momentos inesquecíveis ao lado de Gary Cooper, desempenhando Maria, uma camponesa espanhola em For Whom the Bell Tolls (Por Quem os Sinos Dobram, 1943), tendo cortado o cabelo especialmente curto para ser fiel à personagem criada por Hemingway. A Academia brindou-a com uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz, tendo-o perdido para Jennifer Jones. Mas os cinéfilos sabiam que era uma questão de tempo até a Academia a premiar e não tiveram que esperar muito. Pela sua personagem Paula Alquist, que é quase levada à insanidade pelo seu marido (Charles Boyer) em Gaslight (Meia-Luz, 1944), de George Cukor, venceu o Óscar para Melhor Actriz. Até ao final da década, ainda receberia mais duas nomeações na mesma categoria: por The Bells of Saint Mary's (Os Sinos de Santa Maria, 1945), onde desempenhou com brilhantia uma Madre Superiora, e por Joan of Arc (Joana D'Arc, 1948), onde voltou a rapar o cabelo para interpretar a heroína nacional francesa. Em 1950, foi vítima dum escândalo que quase lhe arruinaria a carreira. Durante as rodagens de Stromboli (1950), apaixonou-se pelo realizador Roberto Rossellini, tendo engravidado, apesar de estar ainda casada com o primeiro marido, um médico. Stromboli foi proibido em muitos países e Bergman deixou Hollywood para ir morar em Itália com Rossellini. Da paixão, nasceu Isabella Rossellini, que, após uma carreira de modelo, viria a seguir as pisadas da mãe. Ingrid ainda foi dirigida pelo marido em Europa 51 (1952), Viaggio in Italia (Viagem à Itália, 1953) e o magnífico La Paura (Medo, 1954). Em 1956, separou-se de Rossellini e passou brevemente por França, onde filmou, sob a orientação de Jean Renoir, Elena et les Hommes (Helena e os Homens, 1956). De regresso a Hollywood, aceitou protagonizar Anastasia (Anastásia, 1956), a história verídica duma mulher amnésica que acreditava ser a princesa-herdeira do trono russo. Em boa hora o fez, pois recebeu o segundo Óscar para Melhor Actriz da sua carreira. A década seguinte foi pautada por um interregno, tendo a atriz trabalhado apenas esporadicamente. Ressurgiu em força, inserida no elenco de luxo de Murder on the Orient Express (Crime no Expresso do Oriente, 1974), no papel de missionária. Num registo incrivelmente dramático, voltou a provar as suas qualidades interpretativas, ganhando o terceiro Óscar da sua carreira, desta vez na categoria de Melhor Actriz Secundária. Ainda seria nomeada por uma última vez, na única ocasião em que trabalhou sob a orientação de Ingmar Bergman: Höstsonaten (Sonata de outono, 1978). Os seus últimos anos foram bastante penosos devido a um cancro da mama que lhe foi diagnosticado em 1978. Ainda teve forças para encarnar a primeiro-ministro israelita Golda Meir, na série televisiva A Woman Called Golda (1982).

Ingrid Bergman. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
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Ingrid Bergman com 14 anos


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Com Cary Grant em Notorious