sábado, 10 de dezembro de 2016

10 de Dezembro de 1936: O Rei Eduardo VIII anuncia a sua abdicação do trono britânico para casar com a americana Wallis Simpson

No dia 10 de Dezembro de 1936, o rei Eduardo VIII de Inglaterra decide abdicar do trono por amor a Wallis Simpson, uma plebeia americana divorciada duas vezes. O escândalo na corte foi enorme. Os costumes da família real tornavam difícil e até mesmo impossível a ascensão de uma divorciada ao estatuto de consorte e o governo aproveita o affair para livrar o trono de um monarca que não escondia simpatias pela Alemanha nazi.
Eduardo assinou o "Instrumento de Abdicação"  em Fort Belvedere, na presença dos seus irmãos mais novos: príncipe Alberto, Duque de York, o príncipe Henrique, Duque de Gloucester e o príncipe Jorge, Duque de Kent. No dia seguinte, o seu último acto como rei foi dar o consentimento real à Lei da Declaração de Abdicação de Sua Majestade de 1936. Conforme exigido pelo Estatuto de Westminster, todos os Domínios consentiram com a abdicação.
Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo, agora novamente príncipe, fez um discurso à nação e ao império, explicando a sua decisão de abdicar. Após reinar menos de um ano, Eduardo VIII torna-se o primeiro monarca inglês a abdicar voluntariamente do trono. Preferiu abdicar após o governo britânico, a opinião pública e a Igreja Anglicana terem condenado a sua decisão de casar-se com Wallis. “Considerei impossível carregar tão grave responsabilidade e desempenhar os deveres de rei, como gostaria, sem a ajuda e o apoio da mulher que amo”, explica naquela noite, numa declaração pela rádio.
Eduardo, nascido em 1896, era o filho mais velho do rei Jorge V, que havia subido ao trono britânico em 1910. Ainda solteiro perto dos 40 anos, Eduardo costumava frequentar a alta sociedade londrina. Por volta de 1934, apaixona-se profundamente pela norte americana Wallis Simpson, então casada com Ernest Simpson, um empresário anglo-americano que vivia perto de Londres.
Wallis, nascida na Pensilvânia, já se havia divorciado de um piloto da marinha dos Estados Unidos. A família real desaprova a relação. No entanto, em 1936, o príncipe manifesta a intenção de se casar com ela. Porém, antes de discutir o assunto com o pai, Jorge V morre e Eduardo é aclamado rei.
O novo rei era popular entre os seus súbditos. A coroação é marcada para Maio de 1937. Devido a um acordo de cavalheiros entre a imprensa britânica e o governo, após o impacto que a notícia provoca, o caso é abafado e retirado das páginas dos jornais. Em 27 de Outubro de 1936, Simpson consegue uma certidão preliminar de divórcio, provavelmente com a intenção de se casar com o rei, o que precipita o maior dos escândalos. Winston Churchill, então um deputado do Partido Conservador, é o único político notável a apoiar Eduardo.
Apesar da frente aparentemente unida contra ele, Eduardo não é dissuadido. Propõe um casamento  em que Wallis não receberia direitos de distinção ou propriedade. A 2 de Dezembro, o primeiro-ministro Stanley Baldwin rejeita a proposta como impraticável. No dia seguinte, o escândalo explode nas primeiras páginas dos jornais e é discutido abertamente no Parlamento. Sem qualquer solução à vista, o rei abdica. No dia seguinte, o Parlamento aprova o acto.
Como novo rei, Jorge VI concede ao irmão mais velho o título de Duque de Windsor. No dia 3 de Junho de 1937, Eduardo casa-se com Wallis no Castelo de Cande, no Vale do Loire, em França.
Nos dois anos seguintes, o casal visita vários países, entre eles a Alemanha, sendo homenageado por funcionários nazis e tendo um encontro particular com Hitler. Depois da eclosão da Segunda Guerra, o duque aceita um posto como elo de ligação com a França. Em Junho de 1940, a França é ocupada pelos nazis e o casal  mud-se  para  Espanha. Durante esse período, os alemães arquitectam um plano para sequestrar Eduardo com a intenção de fazê-lo voltar ao trono da Inglaterra como um rei fantoche. Jorge VI, a exemplo do seu novo primeiro-ministro, Churchill,  opõe-se a qualquer acordo de paz com a Alemanha. Sem saber do complot mas consciente das simpatias pró-nazis de Eduardo, Churchill oferece-lhe o governo das Bahamas. O duque e a duquesa embarcam em Lisboa no dia 1 de Agosto de 1940, escapando por pouco a um esquadrão nazi pronto para raptá-los.
Em 1945, o casal retorna a Paris. Eduardo faz poucas visitas à Inglaterra, como para assistir aos funerais do seu irmão, em 1952, e o da sua mãe, a rainha Maria, em 1953. Eduardo morre em Paris em 1972 e é enterrado no Castelo de Windsor. Em 1986, morre Wallis, e o seu corpo é enterrado ao lado do marido.
 Fontes:Opera Mundi
 wikipedia (imagens)

O Príncipe de Gales em 1932

Eduardo VIII e Wallis Simpson em 1936

File:Edward abdication.png

 A abdicação de Eduardo VIII






10 de Dezembro de 1948: A ONU adopta a Declaração Universal dos Direitos do Homem

A ONU (Organização das Nações Unidas) adoptou em 10 de Dezembro de 1948 a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Inspirado pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão da Revolução Francesa em 1789, o texto foi essencialmente redigido por John Peters Humphrey e René Cassin. Ele enuncia os direitos fundamentais de todos os indivíduos, notadamente aquele da igualdade ao nascerem. A Declaração Universal foi adoptada com 48 votos a favor, nenhum contra e 8 abstenções. 

A Declaração não tem força legal, porém, serve de base para dois tipos de tratamento dos direitos humanos da ONU, esses obrigatórios: o Tratado Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Tratado Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais. É bastante citada e utilizada em meios académicos e jurídicos. Especialistas em direito internacional discutem com frequência quais dos seus artigos representam o direito consuetudinário internacional. O documento determina que todos têm direito à vida, à liberdade, à educação, à saúde, à habitação, à propriedade, à participação política, ao lazer. 

Abalados pela barbárie da Segunda Guerra Mundial e desejosos de construir um mundo sob novos alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como potências, lideradas pela União Soviética e EUA estabeleceram na Conferência de Ialta, em 1945, as bases de uma futura paz, definindo áreas de influência das potências e acertado a criação de uma organização multilateral que promovesse negociações sobre conflitos internacionais, objectivando evitar guerras, promover a paz e a democracia e fortalecer os direitos humanos. 

Durante a Primeira Guerra Mundial, os aliados adoptaram as Quatro Liberdades: liberdade de livre expressão, de religião, liberdade por necessidades e de viver livre do medo. A Carta das Nações Unidas "reafirmou a fé nos direitos humanos, na dignidade, e nos valores humanos das pessoas" e convocou a todos seus estados-membros a promover "respeito universal, e observância do direitos humanos e liberdades fundamentais para todos sem distinção de raça, sexo, língua, ou religião" 

Quando as atrocidades cometidas pela Alemanha nazi se tornaram públicas, o consenso entre a comunidade mundial era que a Carta das Nações Unidas não tinha definido suficientemente os direitos a que se referia. Uma declaração universal que especificasse os direitos individuais era necessária para dar efeito aos direitos humanos. Em 1950, a ONU estabeleceu que anualmente, nesta data, seria celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)



Eleanor Roosevelt exibe cartaz contendo a Declaração Universal dos Direitos  do Homem 








Declaração Universal dos Direitos do Homem


Artigo 1.º 
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
Artigo 2.º
Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.
Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
Artigo 3.º
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4.º
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
Artigo 5.º
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Artigo 6.º
Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento em todos os lugares da sua personalidade jurídica.
Artigo 7.º
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8.º
Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.
Artigo 9.º
Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10.º
Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.
Artigo 11.º
1. Toda a pessoa acusada de um acto delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
2. Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido.
Artigo 12.º
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.
Artigo 13.º
1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.
Artigo 14.º
1. Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.
2. Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.
Artigo 15.º
1. Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.
Artigo 16.º
1. A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
2. O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
3. A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à protecção desta e do Estado.
Artigo 17.º
1. Toda a pessoa, individual ou colectivamente, tem direito à propriedade.
2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.
Artigo 18.º
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
Artigo 19.º
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
Artigo 20.º
1. Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
Artigo 21.º
1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direcção dos negócios públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicos do seu país.
3. A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos; e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.
Artigo 22.º
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
Artigo 23.º
1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.
2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
4. Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para a defesa dos seus interesses.
Artigo 24.º
Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres e, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias periódicas pagas.
Artigo 25.º
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma protecção social.
Artigo 26.º
1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
2. A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
3. Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos.
Artigo 27.º
1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
2. Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.
Artigo 28.º
Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efectivos os direitos e as liberdades enunciados na presente Declaração.
Artigo 29.º
1. O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
2. No exercício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
3. Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios das Nações Unidas.
Artigo 30.º
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.
 
 


10 de Dezembro de 1920: Nasce a escritora brasileira Clarice Lispector

Escritora brasileira, nasceu na Ucrânia a 10 de dezembro de 1920 e morreu no Rio de Janeiro a 9 de dezembro de 1977. Tinha dois meses quando chegou ao Brasil com os pais, imigrantes russos.Foi redatora jornalística enquanto estudava Direito, curso de que fez o bacharelato em 1944. Em 1943, escreveu o seu primeiro romance - Perto do Coração Selvagem, logo sendo filiada, por alguns críticos, na linha de James Joyce e Virginia Woolf. Contudo, é a partir de A Maçã no Escuro (1961) que a melhor crítica brasileira a situa, ao lado de Guimarães Rosa, no centro da ficção de vanguarda nacional.Na sua escrita romanesca, o enredo é subalternizado pela invasão da intimidade das personagens. O estilo de Clarice Lispector é conciso, muitas vezes cru. As personagens revelam-se através de descrições minuciosas de atos e pela seleção milimétrica das palavras, que inevitavelmente vão indiciando verdades mais fundas, mesmo que nunca plenamente atingidas.
Na sua obra, de que são expoentes máximos A Paixão segundo G. H. (1964) e Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, o uso da metáfora insólita, o recurso ao fluxo de consciência e a rutura do enredo factual desaguam na hipertrofia do momento interior e na crise da própria subjetividade: crise da personagem que intenta superar as fronteiras do seu próprio ego em busca de uma dimensão supra-individual; crise da linguagem e das suas relações convencionais, afetadas por construções sintáticas anómalas, nomeadamente através de inversões e antecipações de complementos; crise da narrativa, contaminada por um estilo quase ensaístico.
Entre os seus romances e livros de contos destacam-se, além dos acima citados: O Lustre (1946), A Cidade Sitiada (1949), Alguns Contos (1952), Laços de Família (1960) e A Legião Estrangeira (1964).Clarice Lispector. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
Ficheiro:Clarice Lispector.jpg

 
Capa da edição original de Paixão Segundo G.H.

10 de Dezembro de 1913:O quadro "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci, é recuperado, dois anos depois de ter sido roubado do Museu do Louvre

Segunda-feira, 21 de Agosto de 1911. Como quase todos os museus fecham às segundas-feiras, também o Louvre estava fechado nesse dia. Somente uns poucos funcionários faziam trabalhos de manutenção nos salões do importante acervo artístico em Paris. Entre eles, o pintor de paredes Vicenzo Peruggia.
Sem testemunhas, o italiano aproxima-se da obra-prima de Leonardo da Vinci. Naquela época, o quadro Mona Lisa, era conhecido apenas por alguns entendidos em arte, tanto que ocupava um lugar discreto no Louvre. Peruggia retira a tela da moldura e deixa o museu sem chamar a atenção. O roubo só se tornaria público no dia seguinte. Os 257 funcionários que estavam de serviço foram interrogados e tiveram as suas impressões analisadas. Ninguém foi acusado.
Dia 26 de Agosto de 1911 a notícia torna-se matéria de primeira página.  O jornal Le Petit Parisien  relata o roubo em duas páginas; Le Matin oferece 5 000 francos aos videntes, numerólogos, cartomantes ou qualquer outra ciência oculta para se encontrar a obra. A Sociedade dos Amigos do Louvre oferece 25 000 francos para quem a encontrasse. Um milionário anónimo oferece o dobro. A revista L’Illustration oferece 50.000 francos para aquele que levar o quadro até à editora.
Semanas depois o museu reabre ao público e uma multidão  corre para ver o espaço vazio do quadro. Alguns deixam  flores como símbolo da perda de um ente querido.
A busca decorre até ao mês de Setembro quando um juiz manda prender o escritor Guillaume Apollinaire, que havia declarado que gostaria de ”queimar o Louvre”. Gery-Pieret, amigo e antigo secretário particular de Appolinaire, ladrão confesso de três estatuetas ibéricas e máscaras fenícias do museu,  declara ao Paris-Journal que foi ele quem furtou a Mona Lisa e que somente a devolveria em troca de 150 000 francos. E para provar que não estava a mentir enviou uma das três estatuetas roubadas para o jornal.
Pablo Picasso também foi interrogado e acusado de cumplicidade pois havia comprado para estudos uma estatueta e uma máscara fenícia a Gery-Pieret. O roubo também foi reivindicado pelo poeta, escritor e dramaturgo italiano Gabriele D’Annunzio, autor de uma peça de teatro intulada La Giocconda. Finalmente, todos são declarados inocentes.
Dois anos depois, no dia 10 de Dezembro de 1913,  a informação de um comerciante de antiguidades levou a Polícia de Florença à província de Como, no norte da Itália. Lá, o decorador Peruggia é encontrado e ao ser detido, confessou o crime e  justificou-o com um motivo incomum: patriotismo.
O pintor queria apenas levar de volta ao seu país um dos maiores tesouros da arte italiana e, assim, vingar-se de Napoleão, que no século anterior teria confiscado a obra. Um engano de Peruggia, condenado a um ano e 15 dias de prisão. Na verdade, o próprio Da Vinci vendera o retrato Mona Lisa ao rei francês Francisco I, em 1516. Reencontrada a pintura, especialistas do Louvre levaram-na à Galleria degli Uffizi, em Florença, para verificar a sua autenticidade. Eles identificaram o retrato como original. Desde então, a Mona Lisa passou a estar bem vigiada. Com o seu "sequestro", que quase provocou uma crise cultural na Europa,a  Mona Lisa tornou-se famosa em todo o mundo. Numerosos entendidos passaram a discutir cada detalhe da pintura. Seria ela Isabella Gualanda, uma cortesã do Vaticano, ou realmente a esposa do mercador florentino Francesco del Giocondo, motivo pelo qual o quadro também é conhecido como La Gioconda?
Outros afirmaram tratar-se, na verdade, de um auto retrato de Da Vinci,em 1914 um estudioso francês defendeu a opinião de que Mona Lisa não deveria ser vista como uma florentina histórica, mas como uma representação artística idealizada, sem necessidade de identificação da pessoa.
Fontes:www.dw
wikipedia (Imagens)
Ficheiro:Mona Lisa, by Leonardo da Vinci, from C2RMF retouched.jpg
Ficheiro:Mona Lisa stolen-1911.jpg
Foto da parede do Louvre onde se encontrava o quadro em 1911, pouco após ter sido roubado
Ficheiro:Vincenzo peruggia.jpg
Vicenzo Peruggia, o autor do roubo

201.º aniversário do nascimento de Ada Lovelace

Ada Augusta Byron King, Condessa de Lovelace (10 de Dezembro de 1815 - 27 de Novembro de 1852) é principalmente conhecida por ter escrito um programa que poderia utilizar a Máquina Analítica de Charles Babbage.
Lady Lovelace, única filha legítima do poeta britânico Lord Byron e da sua esposa, Annabella, é reconhecida como a primeira programadora de toda a história.
Ada Lovelace entrou para a história depois de concluir em 1843 uma série de algoritmos que eram compatíveis com a Máquina Analítica.  Tal máquina, nunca construída, era um aprimoramento de duas outras máquinas mais simples que Babbage começou a construir e nunca terminou, as Máquinas Diferenciais.
As três máquinas serviam para fazer longas sequências de cálculos matemáticos simples, normalmente apenas soma e subtracção. Naquela altura, os cientistas e estatísticos criavam tabelas com os resultados pontuais das suas experiências e pesquisas, e depois empregavam pessoas com parcos conhecimento de matemática (apenas somar e subtrair) para “fazer continhas” com os valores dessas tabelas para chegar a um resultado final. O processo, do qual participava muita gente, era obviamente sujeito a muitos erros.
A Máquina Analítica de Babbage era programável, e não estática como as suas máquinas diferenciais. Os programas, obviamente simples, eram ajustados na máquina por meio da troca de engrenagens e depois inseridos por meio de cartões perfurados, usando uma técnica inventada pelos franceses Bouchon, Falcon e Jacquard.
Quando Ada tinha 17 anos, já tinha conhecimento sobre o trabalho de Charles Babbage através de uma conferência realizada em Junho de 1833. Pioneiro e referenciado como o inventor do primeiro computador, a sua criação exigia técnicas bastante avançadas e caras, e por isso nunca foi construída enquanto Babbage era vivo, sendo apenas “um conjunto de partes mecânicas” .
A jovem estudante foi apresentada a Bubbage pela sua tutora Mary Somerville e a partir do primeiro encontro, os dois voltaram a  reunir-se inúmeras vezes. “O pai dos computadores” ficou impressionado com as habilidades matemáticas e a forma como ela entendia a sua criação como ninguém. Logo, Bubbage tornou-se o seu tutor e mais tarde colega de trabalho.
Durante nove meses entre 1842-43, a pedido do seu mais novo tutor, Ada traduziu um artigo do matemático italiano Luigi Menabrea (futuro primeiro ministro da Itália), no qual ela mesma acrescentou algumas anotações. Essas notas, que foram categorizadas alfabeticamente, tinham extensão maior que o próprio texto.
Na secção da letra G das suas notas, Ada detalhou um método para calcular uma sequência de números de Bernoulli compatíveis com a máquina analítica de Babbage, que teria funcionado correctamente caso a máquina tivesse sido construida durante a vida da Condessa. Foi a partir desse documento que Ada Lovelace foi considerada por muitos a primeira programadora do mundo.
Lovelace foi também a primeira pessoa a prever – nessas mesmas notas – que os computadores poderiam ir além de cálculos e números, enquanto outros, incluindo o próprio Babbage, concentraram-se apenas no cálculo de tabelas. Para Ada, os computadores tinham potencial para serem inteligentes.
Em 1953, as notas de Lovelace sobre a Máquina Analítica foram novamente publicadas e foi somente nessa época que os computadores de uso geral surgiram, baseados nas pesquisas de Turing e de forma independente no trabalho da Condessa e de Babbage.
Em 1980, o Departamento de Defesa dos EUA registou a linguagem de programação Ada, em sua homenagem.
Fontes: Wikipedia (imagens)
             www.geek.com.br
 
 


 

Ada Lovelace
Uma réplica da Máquina Diferencial criada por Charles Babbage
 
 
 
 
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

09 de Dezembro de 1905: A Ópera de Strauss, "Salomé" ,escandaliza o público na sua estreia em Dresden

No dia 9 de Dezembro de 1905 estreava em Dresden, na Alemanha, a ópera "Salomé", de Richard Strauss. Baseada num drama de Oscar Wilde, a peça desencadeou protestos por causa do erotismo da encenação.
Apesar do frio de Inverno que fazia nas ruas de Dresden em Dezembro de 1905, o público que compareceu à ópera da cidade deve ter sentido até calor, com tudo o que viu e ouviu assim que as cortinas se abriram para a encenação da nova peça de Richard Strauss.
O cenário mostrava um palácio real oriental dos tempos de Jesus Cristo. João Baptista, um dos personagens, era prisioneiro do rei Herodes num lúgubre cárcere subterrâneo. Salomé, filha adoptiva de Herodes, apaixona-se por João, mas sendo por ele bruscamente repelida.
No meio da peça de um acto único de 90 minutos, o público assiste à cena decisiva: Herodes força a sua filha adoptiva – pela qual ele sente uma enorme atracção – a dançar para ele, prometendo, em troca, satisfazer todas as suas vontades. Salomé dança então a "dança dos sete véus" e, ao deixar cair o último dos véus, provoca em Herodes um entusiasmo sem precedentes. O poderoso rei pergunta então a ela qual das suas vontades deve ser satisfeita: "O que queres, Salomé?" – "Quero a cabeça de João Baptista", responde ela.
Até Herodes se sentiu chocado com o desejo de Salomé. Ele temia mandar matar um homem santo e insistiu para que a filha adoptiva mencionasse outro desejo. Salomé, no entanto, não desistiu: "Eu exijo a cabeça de João Baptista".
No final, o rei acabou por ceder e o público de Dresden presenciou uma das cenas mais horrendas já representadas numa ópera até então: Salomé trava com a cabeça decepada do seu amado um longo, louco e desesperado "diálogo". Ela troça de João Baptista morto. Ao mesmo tempo, implora pelo seu olhar, a sua atenção e termina beijando os lábios ensanguentados daquele que veio preparar a vinda de Cristo. Repugnado, Herodes ordena que matem também Salomé.

O público, entusiasmado, aplaudiu freneticamente o espectáculo, fazendo com que os cantores e actores voltassem 36 vezes ao palco. Escândalo, decadência e perversão eram exactamente os temas cultuados naquele fin de siècle, capaz de agradar a uma plateia que dá valor a encenações de vanguarda.
Freud acabara de publicar em Viena as  suas teorias sobre a sexualidade como impulso propulsor do comportamento humano. Ao mesmo tempo, escritores como Arthur Schnitzler e Oscar Wilde – cuja peçaSalomé inspirou Strauss ao compor a sua ópera – tornaram-se famosos ou mal-afamados em parte devido à conotação livre ou até libertina dos seus textos.
Os críticos conservadores ficaram horrorizados com o espectáculo e até mesmo alguns artistas da Ópera de Dresden recusaram inicialmente a Salomé de Strauss. A soprano Marie Wittich recusou o papel, alegando ser uma "mulher honrada". Não apenas a abordagem franca da sexualidade chocava o público da época. Em termos musicais, Strauss tinha-se afastado bastante do convencional.
Para ressaltar as emoções e os acontecimentos, o compositor desrespeitou as regras da harmonia, fazendo com que a ópera fosse cantada em diversas tonalidades ao mesmo tempo. Isso entusiasmou Gustav Mahler, que na época trabalhava na Ópera da Corte de Viena: "Uma obra forte e genial, que definitivamente está entre as mais significativas que a nossa época criou".
Mahler tentou conseguir os direitos para que Salomé estreasse em Viena, mas teve que desistir, diante do veto da censura. O Imperador Guilherme II só a permitiu na Prússia depois de assegurar-se de que, no final sombrio da peça, despontaria no horizonte do cenário a estrela de Belém, como sinal de que a babel dos pecados não ficaria com a última palavra.
Fontes: DW
wikipedia (imagens)
Plakat, Entwurf: Max Tilke (1910)
Cartaz da ópera de 1910 de Max Tilke
Salomé ,  cartaz de 1910 de  Ludwig Hohlwein

09 de Dezembro de 1854: Morre o escritor e político português Almeida Garrett, defensor do Liberalismo, promotor da reforma do ensino artístico, fundador do futuro Teatro Nacional D.Maria II.

Iniciador do Romantismo, refundador do teatro português, criador do lirismo moderno, criador da prosa moderna, jornalista, político, legislador, Garrett é um exemplo de aliança inseparável entre o homem político e o escritor, o cidadão e o poeta. É considerado, por muitos autores, como o escritor português mais completo de todo o século XIX, porquanto nos deixou obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, inovando a escrita e a composição em cada um destes géneros literários.
João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu a 4 de Fevereiro de 1799 no Porto, no seio de uma família burguesa, que se refugia em 1809 na ilha Terceira, a fim de escapar à segunda invasão francesa. Nos Açores, recebe uma educação clássica e iluminista (Voltaire e Rousseau, que lhe ensinam o valor da Liberdade), orientada pelo tio, Frei Alexandre da Conceição, Bispo de Angra, ele próprio escritor. Em 1817, vai estudar Leis para Coimbra, foco de fermentação das ideias liberais. Em 1820, finalista em Coimbra, recebe com entusiasmo e otpimismo a notícia da revolução liberal. Em 1821, representa o Catão e publica em Coimbra O Retrato de Vénus, obras marcadas ainda por um estilo arcádico. Arcádicos são igualmente os poemas que escreve durante este período e que serão insertos, em 1829, na Lírica de João Mínimo. Em 1822, é nomeado funcionário do Ministério do Reino, casa com Luísa Midosi e funda o jornal para senhoras O Toucador. Em 1823, com a reacção miguelista da Vila-Francada, é obrigado a exilar-se em Inglaterra, onde inicia o estudo do Romantismo (inglês), e depois em França, onde se torna correspondente de uma filial da casa Lafitte. Contacta então com a literatura romântica (Byron, Lamartine, Vítor Hugo, Schlegel, Walter Scott, Mme de Staël), redescobre Shakespeare e, influenciado pelas recolhas de cancioneiros populares, começa a preparar o Romanceiro. Em 1825 e 1826, publica em Paris os poemas Camões e Dona Branca, primeiras obras portuguesas de cunho romântico, fruto da metamorfose estética em si operada pelas novas leituras. Em 1826, publica também o Bosquejo da História da Poesia e Língua Portuguesa, como introdução à antologia de poesia portuguesa Parnaso Lusitano. Em 1826, durante um período de tréguas, regressa a Portugal e mostra-se confiante na Carta Constitucional acordada entre D. Pedro e D. Miguel, mais moderada que o programa vintista. Dedica-se ao jornalismo político nos jornais O Português e O Cronista. Em 1828, depois da retoma do poder absoluto por parte de D. Miguel, exila-se novamente em Inglaterra. Em 1829, publica em Londres a Lírica de João Mínimo e o tratado Da Educação. Em 1830, publica o tratado político Portugal na Balança da Europa, onde analisa a história da crise portuguesa e exorta à unidade e à moderação. Em 1832, parte para a ilha Terceira, incorpora-se no exército liberal, e participa no desembarque em Mindelo. Escreve, durante o cerco do Porto, o romance histórico O Arco de Santana e colabora com Mouzinho da Silveira nas reformas administrativas. Em 1834, é nomeado cônsul-geral em Bruxelas, numa espécie de terceiro exílio motivado pelo cada vez maior desencanto em relação à política portuguesa (a divisão dos liberais, a corrida aos cargos públicos), onde contacta com a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller e Goethe). Também exerceu funções diplomáticas em Londres e em Paris. Em 1836, regressa a Lisboa, separa-se de Luísa Midosi e funda o jornal O Português Constitucional. No mesmo ano, após a Revolução de Setembro, é incumbido pelo governo setembrista de Passos Manuel da organização do Teatro Nacional. Nesse âmbito, desenvolverá uma acção notável, dirigindo a Inspecção Geral dos Teatros e o Conservatório de Arte Dramática, intervindo no projecto do futuro Teatro Nacional de D. Maria II e escrevendo ao longo dos anos seguintes todo um repertório dramático nacional: Um Auto de Gil Vicente (1838), Dona Filipa de Vilhena (1840), O Alfageme de Santarém (1842), Frei Luís de Sousa (1843). É por esta altura que inicia um romance com Adelaide Deville, que morrerá em 1841, deixando-lhe uma filha (episódio que inspirará o Frei Luís de Sousa). Em 1838, torna-se deputado da Assembleia Constituinte e membro da comissão de reforma do Código Administrativo. No ano de 1843 publica o 1.º volume do Romanceiro, uma recolha de poesias de tradição popular. Em 1845, lança o livro de poesias líricas Flores sem Fruto e o 1.º volume do romance histórico O Arco de Sant'Ana. Em 1846, sai em volume o "inclassificável" livro das Viagens na Minha Terra, publicado um ano antes em folhetim na Revista Universal Lisbonense. Com este livro, a crítica considera iniciada a prosa moderna em Portugal. Em 1851, depois de um período de distanciamento face à vida política, regressa com a Regeneração, movimento que prometia conciliação e progresso. Nesse ano, funda o jornal A Regeneração, aceita o título de visconde e reassume o seu papel de deputado, colaborando na proposta de revisão da Carta. Em 1852, torna-se, por pouco tempo, ministro dos Negócios Estrangeiros. Em 1853, publica o livro de poesias líricas Folhas Caídas, recebido com algum escândalo: o poeta era, na época, uma figura pública respeitável (deputado, ministro, visconde), que se atrevia a cantar o amor desafiando todas as convenções, e muitos souberam ver na obra ecos da paixão do autor pela viscondessa da Luz, Rosa de Montufar. Em 1854, morre em Lisboa, aos cinquenta e cinco anos.
Em 1999 comemorou-se o Bicentenário do nascimento de Almeida Garrett, com a realização de conferências, publicações das suas obras, espetáculos, actividades escolares, exposições, entre outros eventos.                                        
Almeida Garrett. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia(Imagens)
Ficheiro:Almeida Garrett por Guglielmi.jpg
Litografia de Almeida Garrett por Pedro Augusto Guglielmi (Biblioteca Nacional de Portugal)
Passos Manuel, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e José Estêvão de Magalhães nos Passos Perdidos, Assembleia da República Portuguesa


Almeida Garret, enquanto voluntário do Batalhão Académico, de sentinela ao Convento dos Grilos durante o Cerco do Porto.