Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Peça de Joana Vasconcelos numa casa histórica britânica


Uma nova escultura de Joana Vasconcelos faz parte de uma exposição coletiva numa casa histórica britanica, ao lado de trabalhos artistas como Damien Hirst e Anish Kapoor.
"Pavillon de Thé", de 2012, é uma estrutura em ferro forjado em forma de bule de chá, com cerca de cinco metros de altura, semelhante a "Miss Jasmine", datada de 2010.
A obra foi feita de encomenda pela portuguesa para esta exposição em Waddesdon Manor, uma casa senhorial no condado de Buckinghamshire, cerca de 80 quilómetros a noroeste de Londres.
A exposição é organizada pela leiloeira Christie's em colaboração com aquela casa histórica, que abriga a Coleção Rothschild, recentemente enriquecida com "rapaz Construindo uma Casa de Cartas", pintado por Jean-Baptiste Sinéon Chardin em 1735.
A ideia da exposição foi dar uma "resposta contemporânea" à obra de Chardin, tendo sido reunidos 33 trabalhos de artistas como Richard Serra, Jeff Koons, Damien Hirst,Donald Judd, Dan Flavin, Anthony Gormley, Urs Fischer, TonySmith.
Fonte: DN


Pavillon de Thé

John Fitzgerald Kennedy (29/05/1917-22/11/1963)


Presidente dos Estados Unidos da América (1961/1963), nasceu a 29 de maio de 1917 em Brookline, Massachusetts e morreu a 22 de novembro de 1963 em Dallas. Foi o 35.º presidente eleito dos Estados Unidos, tendo sido também o primeiro a pertencer à Igreja Católica. Em 1941 alistou-se na Marinha e esteve no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Foi eleito para o Congresso pelo Partido Democrático em 1946, e para o Senado em 1952. Em 1957 ganhou o Prémio Pulitzer com Profiles in Courage, uma biografia de oito senadores que preferiram sacrificar as suas fortunas a trair as suas ideias. Em 1960 derrotou Nixon nas eleições presidenciais, em parte devido aos bem sucedidos debates televisivos e ao auxílio de académicos e intelectuais de Washington. O seu programa de reformas internas designava-se New Frontier e foi executado a título póstumo por Lyndon Johnson. Enquanto presidente adotou uma atitude favorável à integração racial, sendo partidário da descolonização e do apaziguamento das relações leste-oeste. A sua administração durou 1037 dias. Enfrentou um conjunto de crises externas, especialmente em Cuba e em Berlim. Assumiu-se como único responsável pelo insucesso da invasão da Baía dos Porcos (Bahía de los Cochinos). Conseguiu a proeza de ver assinado o Tratado da proibição de ensaios nucleares pelo presidente soviético Nikita Khrushchev e pelo primeiro-ministro inglês Harold Macmillan; aprovou a Aliança para o Progresso, consolidação das relações entre os Estados Unidos e a América Latina; atravessou a crise de Berlim, tendo proferido a célebre frase «Eu também sou um berlinense», num discurso em frente ao fatídico muro. Era um presidente imensamente popular na América e no estrangeiro. Enquanto visitava o Estado do Texas, na cidade de Dallas, fazendo-se transportar numa limousine descapotável, Kennedy foi subitamente atingido por um tiro assassino na Praça Dealey, disparado a 22 de novembro de 1963 por Lee Harvey Oswald (1939/1963). À volta do assassinato do presidente surgiram muitas teorias que foram investigadas por uma comissão especial liderada pelo chefe da Justiça americana Earl Warren. Na altura, os investigadores determinaram que Oswald teria atuado isoladamente, mas mais tarde foi ventilada a hipótese de o assassinato ter resultado de uma conspiração.

Como referenciar este artigo:John Fitzgerald Kennedy. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.


Discurso de 1963 "Ich bin ein Berliner"

25 anos da abertura de Serralves

Neste dia, há 25 anos atrás (1987), abriu ao público a Casa de Serralves como percursora da Fundação - que viria a ser instituída dois anos depois. Para comemorar esta data, neste dia a entrada na Fundação (Museu, Casa e Parque) será gratuita, com o habitual horário de semana.
A cidade do Porto foi palco, no período da pós-revolução, de alguns movimentos reclamando para esta cidade a criação de um espaço para a exibição da arte produzida à época.
A importância de algumas iniciativas, nomeadamente do Centro de Arte Contemporânea, cuja direcção foi desde o início assumida por Fernando Pernes e que se manteve em funcionamento até 1980, foi fundamental para consolidar o contexto artístico do Porto.
Isto mesmo foi reconhecido pela Secretária de Estado da Cultura, Teresa Patrício Gouveia, ao escolher a cidade onde implantar um futuro Museu Nacional de Arte Moderna.
Para esse feito o Estado adquiriu, em Dezembro de 1986, a Quinta de Serralves. Nessa data, e até à criação da Fundação de Serralves em 1989, foi constituída uma Comissão Instaladora composta por Jorge Araújo, Teresa Andresen e Fernando Pernes, tendo a Casa e o Parque de Serralves sido abertos ao público a 29 de Maio de 1987.
A criação da Fundação, através do Decreto-Lei 240-A/89, de 27 de Julho, assinalou o início de uma parceria inovadora entre o Estado e a sociedade civil, representada por cerca de 51 entidades, oriundas dos sectores público e privado.
Actualmente o número de Fundadores ascende a 181, entre empresas e particulares, o que evidencia uma crescente e contínua adesão ao projecto de Serralves.
Na prossecução dos seus fins estatutários, em Março de 1991 é assinado o contrato com o arquitecto Álvaro Siza para a elaboração do projecto de arquitectura do Museu. A construção do então designado “Museu Nacional de Arte Contemporânea” foi financiada por fundos comunitários e fundos do PIDDAC.
Reconhecida hoje como uma das principais instituições culturais portuguesas e a mais relevante do Norte de Portugal, a Fundação de Serralves tem desenvolvido um grande esforço no sentido de projectar nacional e internacionalmente a arte dos nossos dias e de divulgar o seu notável património arquitectónico e paisagístico.
Constituída pela Casa , o Parque, o Museu de Arte Contemporânea, o Auditório e a Biblioteca, espaços que gere na prossecução da sua missão , a Fundação organiza e apresenta anualmente ao público uma programação diversificada de iniciativas, tendo como fins incentivar o debate e a curiosidade sobre a arte, a natureza e a paisagem, educar de forma criativa e promoveractivamente a reflexão sobre a sociedade contemporânea.
Em 1996, considerando o seu relevante interesse arquitectónico, o património imobiliário de Serralves foi classificado como “Imóvel de Interesse Público”.


Pós- Modernismo


História
O pós-modernismo é um período simultâneo ao chamado "capitalismo pós-industrial" atual, que se caracteriza pela troca de bens imateriais, como a informação e os serviços (nascidos das tecnologias eletrónica e nuclear), e pela imposição da mentalidade relativista e revisionista. Consequentemente, ainda não se encontra implantado o pós-modernismo em todas as partes do Mundo, apenas nos países das zonas mais evoluídas em termos industriais (Europa Ocidental e América do Norte). A pós-modernidade, sendo a vertente cultural da sociedade pós-industrial, interliga-se estreitamente com o fenómeno da globalização, uma vez que o consumismo pretende a inserção de todas as culturas num mecanismo único com difusão dos princípios estético-estilísticos através dos meios de comunicação e da indústria da cultura. Sendo a pós-modernidade uma época de inovações técnicas, sociais, artísticas, literárias e políticas, entre outras, opõe-se naturalmente ao Modernismo ou à Modernidade, sendo que o declínio das vanguardas deste mesmo Modernismo marca a transição entre estes dois períodos. Um destes aspetos foi a progressiva implantação do abstracionismo na figuração, no que se refere à arte, por exemplo, impondo-se progressivamente a "crise da representação". Projetada pelos impressionistas (Monet, Renoir, Sisley, Cézanne), pontilhistas (Seurat, Signac), cubistas (Picasso, Bracque) e futuristas (Boccioni, Carrà, Giacomo Balla), entre outros movimentos vanguardistas, atingiu o auge evolutivo no pós-modernismo, em que a mera referência à figura foi totalmente eliminada (De Stijl, Expressionismo Abstrato, Arte Cinética, Arte Op, Minimalismo, Arte Conceptual), procurando-se a representação ou transmissão de ideias através de métodos indiretos, sensoriais e enquadrados num código fechado do qual muitas vezes o artista é possuidor. Nesta sequência, e no âmbito do cinema, lembre-se que se enquadra o filme Branca de Neve (2000) do realizador português João César Monteiro, onde a quantidade de imagens é reduzidíssima e a comunicação é quase exclusivamente sonora. De facto, a originalidade e a inovação que estiveram presentes não na arte como na literatura, teatro, cinema e música das vanguardas modernistas foram completamente ultrapassadas pelas noções estilísticas pós-modernas, em que a pretensão de criar uma nova corrente estilística não é encorajada. O pós-modernismo na arquitetura rejeitou nos anos 50 e 60 o elogio do novo do modernismo, voltando-se arquitetos como Ricardo Bofill, Frank Gehry e Robert Venturi para um estilo feito de utilidade e colagens de estilos anteriores, evidenciando que no período pós-moderno o artista criativo deu lugar ao técnico, capaz de manejar manifestações do passado criando algo de novo sem elementos genuínos. O mesmo aconteceu na arte, com o advento dos ready made de Marcel Duchamp, e a arte de Andy Warhol, que se apropriou de ícones e manejou a imagem a seu bel-prazer, e na literatura, com autores como Paul Auster, John Barth, Thomas Pynchon e David Foster Wallace.
Tal como o modernismo, o período subsequente valoriza a eliminação das distinções de género e de qualidade da arte, mas o pós-modernismo enfatiza a descontinuidade, a fragmentação, a desumanização, a falta de sentido e a desestruturação (o que originou, por exemplo, o surgir de fundamentalismos religiosos como o islâmico). Prefere o contingente, o imediato, o provisório e o temporário, os eventos locais, as narrativas de curta duração e contrapõe-se aos conceitos universais, de grande escala. Defende igualmente a superficialidade, daí que se utilize continuamente a cópia de elementos pré-existentes. Contudo, uma das principais características desta época é o primado da tecnologia, uma vez que se chega a considerar que o que não é passível de ser armazenado num computador deixa de ser conhecimento, não reconhecível pelo sistema vigente.
Na verdade, não existindo verdadeiramente estilos pós-modernos, apenas se podem observar manifestações ligadas profundamente aos hábitos de consumo, às formas de circulação e de produção de artigos, aglutinados pela homogeneização globalizada e pela entropia (em que qualquer criação é permitida). Estes fatores relembram que a origem do pós-modernismo se encontra no Marxismo, uma doutrina que dava a precedência à produção material. Além disso, explicam a decadência das vanguardas, uma vez que uma permissão generalizada em relação a todas as produções, não havendo assim lugar para grupos que reclamam deter a verdade em relação a determinado assunto, conduzem a cultura da época e são alvo de incompreensão por não serem compreendidos no seu tempo. Na verdade, o avanço cada vez mais veloz de tudo o que concerne à sociedade faz com que estas estruturas de tornem obsoletas, uma vez que não cabe na mentalidade humana o "impossível". Em última instância, o pós-modernismo é a dissolução das fronteiras entre o sujeito e o objeto, entre as diferentes coisas, imperando aquilo que é irrepresentável, a diversidade e as colagens do que havia anteriormente para formar uma realidade diferente.

Arquitetura
A arquitetura constituiu uma dos mais significativas áreas de desenvolvimento do Pós-Modernismo. Durante a década de 70, esta tendência manifestou-se simultâneamente em vários países europeus, nos Estados Unidos e no Japão, expandindo-se posteriormente para todo o mundo tornando-se um dos mais importantes movimentos arquitetónicos das décadas de 80 e 90. Mais que uma corrente coesa, o Pós-Modernismo revelou uma alargada proliferação de abordagens conceptuais e de interpretações individuais, marcadas geralmente por um ecletismo de tendência ora vernacular ora clássica, no respeito pelas identidades culturais pela complexidade do contexto físico e social da obra arquitetónica.Os mais historicistas ou vernaculares foram os americanos Robert Venturi e Robert Stern, o inglês Terry Farrell e o japonês Arata Isozaki. O arquiteto austríaco Hans Hollein representou a vertente mais formalista e requintada enquanto que os italianos Giorgio Grassi e Aldo Rossi desenvolveram projetos mais depurados e mais atentos à génese tipológica e morfológica do objeto arquitetónico. Os trabalhos dos ingleses James Stirling e Michael Wilford procuram cruzar referências historicistas com uma linguagem high tech que na altura marcava a produção arquitetónica inglesa.
No contexto americano destacam-se ainda as obras de Michael Graves, do neo-modernista Richard Meier e de Philip Johnson (discípulo de Mies van der Rohe).
A arquitetura pós-modernista encontrou a sua fundamentação teórica em três importantes ensaios, todos eles escritos por arquitetos de projeção internacional e publicados em 1966: "A Arquitetura da Cidade" de Aldo Rossi, o "Território da Arquitetura", de Vittorio Gregotti, e "Complexidade e Contradição em Arquitetura", de Robert Venturi.
Ao nível do urbanismo, o Pós-Modernismo resultou de uma violenta rejeição da cidade moderna, tal como fora concebida por Le Corbusier e por outros arquitetos ligados ao Funcionalismo. Condenando as formulações contidas na Carta de Atenas (que proclamava a uniformização e a mecanização da vida urbana, esquecendo a dimensão antropológica, histórica e social da cidade), o urbanismo pós-moderno inspirou-se nas filosofias fenomenológicas de Heidegger e no conceito de espírito do lugar, tendo desenvolvido instrumentos de estudo análise urbana ao nível da morfologia, da tipologia ou da sociologia, para o que contribuiram os trabalhos teóricos de Aldo Rossi e de Christopher Alexander e os estudos dos irmãos Leon e Robert Krier.

Artes Plásticas e Decorativas
Ao nível das artes plásticas, a atitude pós-moderna revelou-se a partir das revoltas do maio de 68 e manifestou-se na oposição ao radicalismo anti-historicista e ao otimismo das vanguardas das primeiras décadas do século XX, assim como à frieza do minimalismo, resultando na recuperação do imaginário histórico e de formas clássicas ou barrocas. Os artistas que integram este movimento procuram questionar as codificações e as rotinas sociais da contemporaneidade. Derrubando ideias pré-concebidas e dogmáticas, entendem que a liberdade criativa se deve traduzir na liberdade de opção relativamente às linguagens e às referências formais e conceptuais. Inspirados pelas teorias estruturalistas e pelo conceito de simultanismo de Jean Baudrillard, alguns dos artistas pós-modernos cruzam sem preconceitos imagens recentes e reais com trabalhos históricos famosos.Um dos pioneiros do pós-modernismo foi o americano John Baldessari (1931-) que, no início dos anos setenta se revolta contra a sua própria produção de carácter minimalista, destruindo-a.
No contexto americano, destacam-se ainda os trabalhos de Jeff Koons (1955-), famoso pelos seus trabalhos em estilo rococo e pela série de esculturas "Adão e Eva" realizadas com Ileona Staller (a Cicciolina); de Allan McCollum (1944-), que através do uso de objetos banais e de formas clássicas, critica o Minimalismo e o Expressionismo Abstrato; de Peter Halley (1953-), que executa grandes composições geométricas nas quais utiliza circuitos integrados e imagens de lugares míticos da cultura contemporânea (como aeroportos e estradas); e de outros artistas ligados às correntes simultanistas e neo-geo como Cady Noland (1956-), Richard Prince (1949-) e Sherrie Levine (1947-) ou o venezuelano Meyer Vaisman (1960-), autor de um conjunto de auto-retratos irónicos e de naturezas mortas.


Pós-modernismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.