sexta-feira, 7 de agosto de 2020

07 de Agosto de 1560 : Nasce Isabel Báthory, "A condessa sangrenta".

Isabel Báthory nasceu em Byrbathor (uma cidade situada na Transilvânia, na actual Hungria), no dia 7 de Agosto de 1560 e faleceu em Csejte, a 21 de Agosto de 1614. Foi uma condessa húngara da famosa família Báthory que entrou para a História por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, relacionados com a sua obsessão pela beleza. Como consequência, ela ficou conhecida como "A condessa sangrenta" e "A condessa Drácula".
O seu verdadeiro nome era Erzsébet (Isabel, em português) Báthory, mas ficou conhecida como “condessa sangrenta” pela inclinação para sequestrar e torturar raparigas das redondezas, cujo sangue bebia para conservar a eterna juventude. Pelo menos foi esse o testemunho dos que depuseram contra ela.
A maior parte da vida adulta de Isabel Báthory foi passada no Castelo de Csejte , na região deTrenčín, no oeste da actual Eslováquia. Os Báthory faziam parte de uma das mais antigas e nobres famílias da Hungria.
Era filha do barão Jorge Báthory e a mãe era Anna Báthory, irmã de Estevão Báthory da Polónia, rei da Polónia e do príncipe de Siebenbürgen (Transilvânia). Isabel era ainda prima de Sigismundo Báthory, marido da arquiduquesa Maria Cristina de Habsburgo, filha de Carlos II da Áustria.
Isabel cresceu numa época em que os turcos tinham conquistado a maior parte do território húngaro, que servia de campo de batalha entre os exércitos do Império Otomano e a Áustria dos Habsburgo. A área era também dividida por diferenças religiosas. A família Báthory juntou-se à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional.
Na infância sofreu de ataques de epilepsia e de outro tipo de distúrbios neurológicos, mas recuperou rapidamente e essas perturbações não parecem estar relacionadas com o seu comportamento ulterior. Foi educada com esmero, algo invulgar para a época, quando muitos nobres eram analfabetos. Porém, Isabel falava húngaro, latim e alemão e, além disso, era bonita.
Aos 15 anos, Isabel casou com o conde Ferenc Nadasdy, que tinha 26 e passava a vida em combate contra os otomanos. Tiveram três filhas e um filho e viveram no castelo Ecsed com a mãe de Ferenc, Úrsula, a sogra que detestava. Um primeiro exemplo da crueldade de Isabel surge na correspondência que mantinha com o marido, em que ambos trocavam ideias sobre as técnicas mais apropriadas para castigar os servos. A condessa administrava o castelo com mão-de-ferro e brutais agressões às criadas, a quem batia com um pesado maço ou espetava agulhas debaixo das unhas, para referir algumas das ­suas diversões eleitas.
 O conde Nádasdy morreu em 1604, e Isabel mudou-se para Viena após o seu enterro. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Čachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus actos mais famosos e depravados.
Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Isabel no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe a respeito: muitos afirmam que Darvulia teria sido uma sábia e temida ocultista, alquimista e talvez praticante de rituais de magia negra. Quando Darvulia faleceu Isabel passou a ter como aliada Erzsi Majorova, viúva de um agricultor. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Isabel, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre as suas vítimas das quais bebia o sangue. Como tinha dificuldades para recrutar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas actividades se espalhavam pelas redondezas, seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o facto dizendo que fora suicídio.
Os rumores do que se passava chegaram à corte, onde Isabel Báthory não contava com muitas amizades, e o rei Matyas ordenou ao conde Thurzo, um primo de Isabel que não se dava com ela, para investigar o caso. Este e os seus soldados entraram no castelo sem encontrar oposição e ali estavam, à vista de todos, vários corpos e os instrumentos de tortura.
No julgamento, Isabel recusou-se a prestar depoimento, ao abrigo dos seus privilégios nobiliárquicos. Foi condenada a prisão perpétua, vedaram o seu quarto e ali viveu, emparedada, durante quase quatro anos, alimentando-se da escassa comida que lhe faziam chegar por uma frincha. Nunca mostrou arrependimento nem chegou a entender a razão de ter sido condenada. Morreu a 21 de Agosto de 1614, abandonada por todos, segundo um cronista.
Fontes:https://www.mnn.com
www.superinteressante.pt
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Elizabeth Bathory portrait.jpg
Cópia de um retrato de 1585 

Castelo de Csejte, o local de prisão e morte da Condessa







07 de Agosto de 1942: Segunda Guerra Mundial: tem início a Batalha de Guadalcanal.

Guadalcanal é uma das ilhas do arquipélago de Salomão, situando-se na parte meridional deste, no Pacífico Ocidental, não longe da Austrália. Antiga colónia britânica, as ilhas achavam-se ocupadas pelos Japoneses na sequência do ataque surpresa a Pearl Harbour, Hawai, na madrugada de 7 de dezembro de 1941. Depois das batalhas de Midway e do mar de Coral, no primeiro semestre de 1942, os Aliados, encabeçados pelos norte-americanos, mas integrando forças da Austrália e da Nova Zelândia, apostaram tudo numa grande ofensiva pelo ar, mar e terra contra o avanço inexorável das tropas japonesas no Pacífico Sul. As matérias-primas australianas (carvão, minerais metálicos, trigo, lã) eram o zénite da cobiça nipónica. A fraqueza e derrotas sucessivas dos Britânicos em Singapura e dos Holandeses na Indonésia abriam as portas da Austrália a Tóquio. Era imperativo estrangular a ofensiva japonesa e virar a guerra, na direção do Japão.
A ilha de Guadalcanal foi a escolhida, a par das ilhas vizinhas de Florida, Gavutu, Tanambogo e Tulagi, para se inverter o curso dos acontecimentos, numa operação denominada Watchtower ("atalaia", "torre de vigia"). Entre 7 de agosto de 1942 e 9 de fevereiro de 1943, 60 000 tropas [ ]de ar, terra e mar dos EUA, Austrália e Nova Zelândia (além de naturais de Tonga e das Ilhas Salomão), comandadas pelos vice-almirantes Robert Ghormley e Frank J. Fletcher (comando tático), o Major-General marine Alexander Vandegrift (comando das operações terrestres), secundados pelos almirantes William Halsey e Richmond K. Turner e pelo general marine Alexander Patch, lutaram contra cerca de 37 000 (ou 30 000) nipónicos, comandados pelo general Hyakutake Haruyoshi (Exército Imperial) e pelo almirante Gunichi Mikawa (Armada Imperial), além dos alimirantes Isoroku Yamamoto e Nishizo Tsukahara e do vice-almirante Jinichi Kusaka.
As baixas foram enormes do lado japonês, saldando-se em cerca de 25 000 mortos em terra, 3500 no mar, 1200 em combates aéreos e 1000 prisioneiros, não esquecendo cerca de 40 navios afundados e perto de 900 aviões abatidos. Do lado dos vencedores, os Aliados, cerca de 1800 militares tombaram em combates terrestres, quase 5000 no mar e aproximadamente 400 no ar, além de 30 navios e mais de 600 aviões abatidos.
A posição assaltada foi a japonesa, cujos efetivos se entrincheiraram nas referidas ilhas, mais em Guadalcanal, onde estavam, à data do começo das operações, a construir um aeroporto, que teria como objetivo a interceção de comunicações e ligações aeronavais entre os EUA e a Austrália. Num ataque relâmpago, o aeroporto em construção foi atacado e ocupado pelos Aliados, passando a chamar-se de Henderson Field, sem que tivesse havido grande resistência. O que parecia uma operação fácil e rápida logo se revelou sangrenta e delicada, pois o contra-ataque japonês foi fulminante: a 8 de agosto de 1942, no dia seguinte à tomada do aeroporto, deu-se a mais importante batalha naval depois de Pearl Harbour, no Pacífico, na Segunda Guerra Mundial. Os Aliados foram derrotados na chamada batalha da ilha de Savo. Os Aliados perdiam o controlo da rota de apoio logístico a Henderson Field, mas este aeroporto não caiu nas mãos dos Japoneses, o que fez o contra-ataque destes um insucesso. Mantida a pista de aviação nas mãos dos Aliados, sustida a contraofensiva nipónica, chegou a vez daqueles, de atacar e banir a ocupação japonesa de toda a ilha e outras circundantes. O poder de fogo e a diferença na capacidade de abastecimento, de tecnologia, além do número de efetivos, potenciaram o decurso favorável aos EUA e seus aliados.
Uma vitória dura e sangrenta, que se tornou o teatro decisivo da campanha do Pacífico, pois passou-se de uma lógica de defesa e contra-ataque dos Aliados para uma estratégia ofensiva e de combinação inter-armas para impor derrotas sucessivas ao Japão, conquistando-se ilha por ilha, atol por atol.
Guadalcanal foi assim o ponto de viragem da Guerra do Pacífico, como o foi a Normandia na Europa ou El-Alamein em África.
Esta campanha militar tornou-se num dos ícones históricos e de memória dos EUA em relação à Segunda Guerra Mundial, só comparável a Pearl Harbour, Iwo Jima ou Okinawa, para não falar em Hiroshima e Nagasáki, entre outros marcos decisivos da vitória sobre o Império do Sol Nascente.
Além da literatura e dos ensaios de história militar e contemporânea, além das memórias de ex-combatentes, destacam-se as produções fílmicas, desde logo do final da guerra, como Flying Leathernecks, de Nicholas Ray (1951) e, mais recentemente, uma da obras-primas do cinema contemporâneo, The Thin Red Line, de Terence Malick (1998), onde se destaca o quotidiano, palmo a palmo, da batalha terrestre de Guadalcanal.
Fontes: Infopédia
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Fuzileiros cruzam rio na ilha de Guadalcanal, 1942

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 O USS Wasp afunda em chamas após ser atingido por torpedos

07 de Agosto de 1876: Nasce Mata Hari, a espia mais famosa do mundo

Dançarina profissional, de seu nome verdadeiro Margarette Geertruide Zelle, nasceu a 7 de agosto de 1876, na Holanda, na cidade de Leeuwarden. Era filha de um pobre chapeleiro, antes rico mas caído na ruína, tendo contraído matrimónio com um oficial da marinha holandesa em 1895, pelo que acrescentou o apelido do marido, MacLeod. Entre 1897 e 1902, devido a comissão de serviço do marido, foi viver para Java e para Sumatra, na Indonésia, então uma colónia holandesa. Porém, com o regresso à Europa, MacLeod separou-se de Margarette, levando a filha do casal.Ruma depois para Paris, onde em 1905 se torna dançarina profissional, sendo conhecida como Lady MacLeod. Mas não demorou muito a alterar o nome por que era conhecida na noite parisiense, vindo a adotar aquele que a tornou célebre, Mata Hari, e que terá sido o elemento biográfico mais perene da sua curta vida. Mata Hari era uma expressão que remontava à sua passagem pela Indonésia, dizendo a dançarina que significava, em malaio (língua de onde deriva o atual idioma oficial da Indonésia, o bahasa), Sol ou, num sentido literal, "olho do dia". Ali aprendera também os mimetismos principais das danças orientais que lhe vieram a servir de repertório para as suas atuações futuras nos cabarets europeus.
De porte atlético, talhado num corpo esbelto e de elevada estatura, potencializava ao máximo todos os seus atributos físicos no seu estilo de dançar, oriental e bastante sensual, não descurando nunca a nudez. O seu estilo oriental era realçado pelo seu fino e decotadíssimo sari indiano e pelos véus ondulantes que lhe caíam sobre os ombros despidos. Apresentava-se como bailarina oriental, dizendo ser filha de uma bailarina malaia, que morrera no parto, declamando hinos a Shiva, deus hindu da destruição. O final dos seus shows era sempre reservado à narração da sua própria vida pela dançarina, com pormenores irreais, arrebatando ainda mais as plateias.
Esta forma de atuar nos cabarets parisienses e de outras cidades incendiou as plateias masculinas, onde pontificavam com bastante frequência personalidades importantes dos meios políticos e económicos da Europa. Muitos foram os seus amantes, em boa parte altas patentes militares ou oficiais. Estes contactos de alcova permitiram-lhe aceder a fontes de informações militares e estratégicas de grande importância no xadrez político da Europa de meados do século XX, ainda que os factos relativos às suas atividades de espionagem estejam ainda envoltos em mistério e alimentem lendas e enigmas.
Perante as acusações que os franceses lhe fizeram de espionagem na Primeira Guerra Mundial, por denúncia dos britânicos, Mata Hari defendeu-se inicialmente alegando ter desempenhado essas atividades a favor do governo de Paris enquanto esteve na Bélgica, então sob ocupação alemã. Mas as suspeitas francesas incidiam sobre uma eventual duplicidade. Provavelmente, Mata Hari terá sido um joguete nas mãos dos alemães, que a terão recrutado em 1916, depois de conhecerem as suas potencialidades ao serviço da espionagem através da sua longa lista de amantes, principalmente altas patentes do exército francês. Por isso, foi presa em Paris e julgada em tribunal marcial em julho de 1917, acusada de ser responsável moral por mais de 50 000 mortes em combate, tendo sido condenada à morte, pena esta que se cumpriu por fuzilamento em 15 de outubro desse ano em Vincennes, nos arredores de Paris. A sua morte foi também mais uma grande encenação: toda vestida de negro, de botas altas e um chapéu da abas largas, Margarette ergueu um dos seus esguios braços em jeito de despedida em grande estilo ao pelotão de carrascos, a sua última plateia. A mais exótica das bailarinas do século XX terminava assim uma nebulosa existência, vivida entre o romance e a traição, encarnando a figura maléfica e provocadora de Shiva.Atualmente procedem-se a pesquisas sobre as verdadeiras causas da sua condenação à morte. Os arquivos ingleses abriram-se à investigação, ainda que até agora não tenham ainda surgido novos dados que alterem a biografia por fazer da mais fantasiosa e enigmática das figuras femininas do nosso tempo.


Mata Hari. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
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Mata Hari (1905)



quinta-feira, 6 de agosto de 2020

06 de Agosto de 1881: Nasce o cientista Alexander Fleming, Nobel da Medicina, que descobriu a penicilina.

Alexander Fleming  nasceu em Lochfield, no condado escocês de Ayr, no Reino Unido, no dia 6 de Agosto de 1881. Formou-se na escola de medicina do Hospital Saint-Mary, em Londres. Cedo começou a pesquisar os princípios activos antibacterianos, que acreditava não serem tóxicos para o tecido humano. Durante a Primeira Guerra Mundial, serviu no corpo médico da Marinha, nas frentes de batalha, e viu muitas mortes por infecção. Findada a guerra, foi nomeado professor de bacteriologia do Hospital Saint-Mary e posteriormente foi nomeado director adjunto.
Em 1921 identificou e isolou a lisozima, uma enzima bacteriostática, que impede o crescimento de bactérias, presente em certos tecidos e secreções animais, como a lágrima e a saliva humanas, e na albumina do ovo.
Em 1928 era professor do colégio de cirurgiões e estudava o comportamento da bactéria Staphylococcus aureus, quando observou uma substância que se movia em torno de um fungo da espécie Penicillium notatum, demonstrando grande capacidade de absorção dos estafilococos. Fleming baptizou essa substância com o nome de penicilina e, um ano mais tarde, publicou os resultados do estudo no British Journal of Experimental Pathology. Não pareciam então promissoras as tentativas de aplicar esse material ao tratamento das infecções humanas, devido a sua instabilidade e falta de potência. Anos depois, um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford interessou-se pela possibilidade de produzir penicilina estável para fins terapêuticos.
Uma década após a publicação da pesquisa de Fleming, os americanos Ernst Boris Chain e Howard Walter Florey conseguiram isolar a penicilina em estado anidro. Em 1941 o produto começou a ser comercializado nos Estados Unidos, com excelentes resultados terapêuticos no tratamento de doenças infecciosas. Fleming foi reconhecido universalmente como descobridor da penicilina e eleito membro da Royal Society em 1943. Um ano depois, foi sagrado cavaleiro da coroa britânica.
Em 1945, Sir Alexander Fleming obteve novo reconhecimento pelo seu trabalho de pesquisa ao receber o Prémio Nobel de fisiologia e medicina, em conjunto com os americanos Chain e Florey. O cientista teve oportunidade de acompanhar a repercussão da sua descoberta e a evolução dos antibióticos, medicamentos dos mais utilizados no mundo e responsáveis pela cura de doenças graves, como a tuberculose.
Alexander Fleming faleceu em Londres no dia 11 de Março de 1955, de  ataque cardíaco.
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Fleming num selo das Ilhas Faroe
Synthetic Production of Penicillin TR1468.jpg

06 de Agosto de 1966: Inauguração da Ponte sobre o Tejo (Ponte Salazar), actual Ponte 25 de Abril

Só foi inaugurada a 6 de Agosto de 1966 a ponte que começou a ser idealizada em 1876 pelo engenheiro Miguel Pais. Que,  na altura, sugeriu que esta ligação entre as duas margens do Tejo se fizesse entre Lisboa e o Montijo. A actual Ponte 25 de Abril, baptizada no dia da inauguração como Ponte Salazar, em homenagem ao presidente do Conselho de Ministros que governava o País, ainda foi preterida pela vontade de se fazer uma ligação em Vila Franca de Xira, e foi assim que nasceu a Ponte Marechal Carmona, em 1951.
No ano de 1953 o Ministério das Obras Públicas constituiu uma comissão com o objectivo de estudar a viabilidade técnica e financeira da construção de uma ponte sobre o Rio Tejo em Lisboa.
Em 27 de Abril de 1959 foi aberto um concurso público para a construção de uma ponte entre Alcântara e Almada, provida na parte superior de um tabuleiro para a circulação rodoviária e na parte inferior de um outro para a circulação ferroviária. Mais tarde as autoridades portuguesas decidiram que a Ponte fosse inicialmente construída apenas para a circulação rodoviária sendo no entanto preparada para numa segunda fase ser instalado o tabuleiro ferroviário.

Em 9 de Maio de 1962 foi efectuada a adjudicação definitiva da obra com a empresa líder do Consórcio, a United States Steel International (New York), Inc.

Em 5 de Novembro de 1962, iniciaram-se os trabalhos de construção da Ponte e acessos rodoviários.
O projecto da ponte Suspensa foi da autoria do Gabinete de Engenharia de Nova Iorque, Steinman, Boynton, Gronquist&London com intervenção do Gabinete da Ponte sobre o Tejo e Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
A ponte foi inaugurada no dia 6 de Agosto de 1966, do lado de Almada, na presença das mais altas individualidades portuguesas, entre as quais o Presidente da República, Almirante Américo  Tomás, o Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar e o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, passando a ser chamada Ponte Salazar (ainda que a sua designação legal se mantivesse como sendo Ponte Sobre o Tejo), em honra ao Presidente do Conselho.
O seu custo rondou, preço à época da sua construção, o valor de dois milhões e duzentos mil contos, o que corresponde, sem ajustes à inflação, a perto de 11 milhões de euros. Logo a seguir à Revolução de 25 de Abril de 1974, o seu nome foi mudado para Ponte 25 de Abril.
Fontes: 
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Resultado de imagem para inauguração ponte sobre o tejo 1966
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06 de Agosto de 1945: Lançamento da bomba atómica, "Little Boy" sobre Hiroxima

No final dos anos 30, físicos na Europa e nos Estados Unidos aperceberam-se que, em teoria, a fissão do urânio podia ser usada para criar uma arma explosiva extremamente poderosa. Em Agosto de 1939, o físico Albert Einstein enviou uma carta ao presidente americano Franklin D. Roosevelt elucidando-o acerca destas potencialidades mas, ao mesmo tempo, alertando-o para a possibilidade de que outras nações podiam desenvolver esse projecto, nomeadamente os alemães nazis.O caso foi longamente analisado e explorado pelo Governo americano até que, em 1942, foi lançado o ultra secreto Projecto Manhattan, sob a direcção do brigadeiro Leslie Groves. A equipa reunida para o efeito trabalhou sobretudo (mas não apenas) em Los Alamos, Novo México, sob a orientação científica do físico J. Robert Oppenheimer, e desenhou e construiu as primeiras bombas atómicas à base de urânio-235 e do experimental plutónio-239.
A primeira explosão atómica, que teve o nome de código "Trinity", testou a bomba de plutónio. Realizou-se em Alamogordo, Novo México, na madrugada de 16 de Julho de 1945. A energia libertada equivalia a um rebentamento de cerca de 20 mil toneladas de TNT. Convenceu os militares, que acreditavam que uma arma destas apressaria o termo das hostilidades no Pacífico. Na manhã de 6 de Agosto de 1945, um avião americano chamado Enola Gay, largava a primeira bomba atómica, designada  "Little Boy", numa cidade japonesa ; Hiroxima foi a escolhida. Hiroxima é uma cidade do Japão situada na Ilha de Hondo, no delta do Rio Ota, fundada no século XVI. A partir de 1868 passou a ser um centro militar e a 6 de Agosto de 1945 tornou-se a primeira cidade do mundo a ser atacada por uma bomba atómica. A bomba foi lançada pela Força Aérea dos Estados Unidos da América. A maior parte da cidade ficou destruída e estima-se que o número de mortos esteja compreendido entre 70 000 e 80 000. Muitos foram perecendo ao longo dos anos devido aos efeitos fatais das radiações e das intoxicações. A cidade foi reconstruída e mantém hoje a sua importância comercial e industrial. Após o bombardeamento de Hiroxima os comandos norte-americanos, que ansiavam por testar o segundo projéctil lançaram uma bomba sobre Nagasáqui: no dia 9 de Agosto cerca de 40 mil japoneses morreram com a explosão da bomba de plutónio chamada "Fat Man". No dia 14 desse mês o Japão capitulava.
Hiroxima. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
bomba atómica. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.

wikipedia (Imagens)
Ficheiro:Atomic cloud over Hiroshima.jpg
nuvem de cogumelo sobre Hiroshima após a queda da Little Boy
Cópia da bomba "Little Boy"

Ficheiro:Hiroshima aftermath.jpg
Hiroxima após o bombardeamento

Ficheiro:Hiroshima Bomb Before.JPG
Maquete de Hiroxima antes do bombardeamento

Ficheiro:Hiroshima Bomb After.JPG


Maquete de Hiroxima depois do bombardeamento