Os frescos da famosa "Sala de Heliodoro" de Rafael, nos Museus do Vaticano, foram limpos e restaurados, anunciou o director dos Museus, Antonio Paolucci, ao L'Osservatore Romano.
“Nós desmontamos o último andaime, [na zona] que representa o encontro de Leão I e Átila. A partir de agora a Sala de Heliodoro, a principal obra de arte de Rafael, que leva até ao zénite a arte do fresco, é oferecida à admiração de qualquer pessoa que tenha olhos para ver”, referiu Paolucci na edição de hoje do jornal do Vaticano.
O conjunto majestoso, pintado entre 1511 e 1514 pelo mestre de Urbino e atelier, “pode a partir de agora ser contemplado no seu todo”, adiantou o director dos Museus.
"Os frescos foram todos vistos, ligeiramente limpos, restaurados quando necessário, e sobretudo minuciosamente analisados e estudados”, disse Paolucci.
Os melhores especialistas de restauro do Vaticano, dirigidos por Paolo Violoni, foram encarregues do trabalho.
O professor Arnold Nesselrath, especialista em História da Arte do Vaticano e especialista de renome mundial em Rafael, acompanhou a equipa.
A Sala de Heliodoro faz parte de um conjunto de quatro salas - Sala de Constantino, de Heliodoro, da 'Segnatura', e do Fogo no Burgo – que o papa Júlio II encomendou, em 1508, a Rafael numa zona que naquela altura fazia parte dos seus aposentos.
A Sala está forrada com quatro frescos muito conhecidos: “a Missa de Bolsena”, “o encontro de Leão I, o grande e Átila”, “A expulsão de Heliodoro do templo” e “a libertação São Pedro”, obra de arte caracterizada pelo contraste violento entre claros e escuros, que mostram a libertação do apóstolo da prisão por um anjo.

A Expulsão de Heliodoro do Templo
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