Uma erupção do vulcão submarino Empédocles, a sul da Sicília (Itália), em
1831, originou uma pequena ilha que se transformou no alvo de uma disputa
territorial entre Inglaterra, Espanha e França, como explica Javier Sanz, no
blogue Historias de La
Historia, citado pelo jornal espanhol ABC.
Quando os materias arrefeceram, a 2 de agosto, o inglês Humphrey Fleming
Senhouse zarpou da ilha de Malta para plantar a bandeira britânica e batizar o
território de ilha Graham. Duas semanas depois (17 de agosto), um barco do rei
D. Fernando II das Duas Sicílias (reino composto por Nápoles e pela Sicília)
atraca na ilha, tira a bandeira da Inglaterra e substitui pela sua. A ilha passa
a chamar-se Ferdinandea. Um mês e meio mais tarde, uma missão científica
francesa planta a sua bandeira na ilha e chama-lhe Julia.
A tensão entre os três estados envolvidos cresceu mas a natureza evitou o
conflito armado. O mar engoliu a ilhota a 17 de dezembro de 1861.
O pequeno território voltou a estar na origem de conflitos em abril de 1986
quando a Força Aérea norte-americana bombardeou a Líbia após a explosão de uma
bomba numa discoteca em Berlim maioritariamente frequentada por soldados dos
EUA. Os aviões detetaram um sombra que identificaram como submarinos do exército
de Kadafi. Depois de os bombardearem, descobriram tratar-se dos restos da
ilha.
Fontes: DNwikipedia

Ilha Graham. Ilha Julia. Ilha Ferdinandea.
Três nomes para um pedaço de terra de 1,6 quilómetros quadrados, que existiu
durantes escassos seis meses, e esteve a ponto de originar uma guerra no século
XIX.

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