quinta-feira, 27 de junho de 2013

Análise da obra: "O Beijo", de Gustav Klimt

  

O Beijo (original: Der Kuss) é um quadro do pintor austríaco Gustav Klimt. Executado em óleo sobre tela, mede 180x180 centímetros,  é uma das obras mais conhecidas de Klimt, devido a um elevado número de reproduções realizadas até hoje.
Revelando a influência do compatriota Sigmund Freud, as obras de Gustav Klimt reflectem os anseios intelectuais, eróticos e simbólicos e também as paixões estéticas do dinâmico círculo intelectual da Viena de finais do século XIX. O trabalho de Klimt faz uma síntese do Simbolismo e  da Art Nouveau. Usando a ornamentação elaborada característica da Art Nouveau, o artista pintou imensos frisos ornamentais retratando cenas com um clima de conto de fadas, e produziu ainda retratos marcantes que fundem as formas estilizadas e cores extravagantes do Simbolismo ao seu conceito pessoal e eclético de beleza.
A  obra-prima de Klimt, O Beijo (1907-1908), é uma festa reluzente de erotismo e beleza. O quadro tem um brilho sensual de mosaico bizantino. Um homem, envolvido num manto dourado ricamente trabalhado,  inclina-se para beijar uma mulher que está de joelhos. Dos corpos dos amantes vemos apenas os rostos e as mãos, além dos pés flexionados da mulher. Tudo o resto é uma opulenta cascata de ouro ricamente engastada com, ametistas, safiras, rubis, opalas e esmeraldas. Por baixo deles  estende-se um leito de pétalas. O mundo do casal retratado não é o nosso, é o mundo de fantasia e da intimidade. O Beijo é uma pintura intensamente erótica. 
As flores e arbustos que formam uma cama na pintura são os únicos elementos que parecem ligar os amantes ao mundo real. O próprio artista cultivava flores e plantas, usando-as constantemente como elemento nas suas obras. E demonstrava o conhecimento do significado simbólico de cada uma delas, as plantas douradas do quadro que contornam os pés da mulher são conhecidas como erva de Parnaso, um antigo símbolo da fertilidade. Outro elemento recorrente nas pinturas de Klimt são as ruivas. Influenciado pelos pré-rafaelitas, que popularizaram a imagem da mulher ruiva, nas obras do artista as madeixas vermelhas ganham o estatuto  de sedução e feminilidade. Alguns críticos de arte, não veem a pintura como uma representação romântica. Afinal, apenas o homem está a beijar. As mãos da mulher parecem tentar afasta-lo, enquanto ele a segura com as duas mãos. Outros estudiosos, vão além e conjecturam que a mulher esteja morta e sua cabeça decapitada, devido à sua palidez e ao posicionamento no quadro.
 Sobre o casal, muitos especialistas afirmam que seria praticamente um retrato de Klimt com Emilie Flöge,(Viena, 1874 – Viena 1952) – eterna companheira e musa do artista.
O quadro está exposto na Galeria Belvedere de Viena.

Fontes: http://www.belvedere.at/de
obviousmag.org
noticias.universia.com
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Gustav Klimt 016.jpg
O Beijo - Gustav Klimt
Arquivo: Gustav Klimt 017.jpg
Pormenor da obra
Arquivo: Gustav Klimt 049.jpg
Emilie Flöge - Gustav Klimt (1902)
Arquivo: Klimt.jpg
Gustav Klimt (1914)


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