As
obras Coração Independente
Vermelho, Lavoisier e Psycho,
da colecção de arte contemporânea do presidente de um dos maiores grupos de
luxo do mundo, François Pinault, constituem a exposição de Joana Vasconcelos.
“As peças foram escolhidas em relação com o espaço, com o que [ali] se
integrava”, explica Joana Vasconcelos sobre a mostra na Piazza de la Signoria,
a praça central do centro histórico de Florença.
“Estou a habituada a espaços maiores, mas de qualquer
maneira, é sempre interessante ter uma exposição num lugar histórico como é
este da Gucci.” A quarta peça da artista portuguesa que completa a exposição é
o vídeo Hand-made,
mostrado pela primeira vez em Itália, sobre o trabalho em crochet feito por cinco mulheres de diferentes
proveniências e gerações.
A exposição no Gucci Museo inclui a exibição dos
documentários Coração
Independente, de Joana Cunha Ferreira, sobre o trabalho da artista
portuguesa, e Enxoval,
de Kitty Oliveira, Pedro Macedo e Isabel Freire, sobre a colaboração dos
artesãos da vila alentejana de Nisa com Joana Vasconcelos para a peça Valquíria Enxoval.
Actualmente, a artista é a protagonista de Joana Vasconcelos no Palácio
Nacional da Ajuda, exposição individual de 38 peças que ali estará até
25 de Agosto. A mostra já atingiu os 103.974 mil visitantes em menos de três
meses, mais do dobro das visitas do palácio em todo o ano de 2012 (50.065
visitantes). Esta exposição já ultrapassou o número de visitantes daquela que
terá sido a mostra mais vista no ano passado em Portugal, De Perto à Distância, da
holandesa Marijke van Warmerdam, que levou 100.653 visitantes ao Museu de
Arte Contemporânea de Serralves, segundo o rankingdo The Art Newspaper.
A exposição de Florença aproveita o facto de Joana
Vasconcelos ser este ano a artista que representa Portugal na Bienal de Arte de
Veneza, onde mostra o projecto Trafaria
Praia, um cacilheiro que faz
às vezes de pavilhão português. “Temos tido uma média de 500 a 700 pessoas por
dia. Já temos um livro de honra cheio e tivemos de comprar um segundo
livro”, disse a artista plástica. O cacilheiro é este ano o único pavilhão
flutuante na bienal e navega pela lagoa da cidade duas vezes por dia com os visitantes
a bordo. “As voltas que o cacilheiro dá são sempre uma grande animação e estão
sempre cheias, com cerca de 50 a 60 pessoas”, conta Joana Vasconcelos.
As peças de Joana Vasconcelos estão no museu Gucci até 15
de Dezembro e o Trafaria Praia abandona
a lagoa de Veneza no dia 24 de Novembro, quando finda a Bienal de Arte de
Veneza. Ainda este mês, Joana Vasconcelos inaugura uma exposição individual na
Galeria Horrach Moya, em Palma de Maiorca.
Fonte: Público
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