segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Análise da obra:"A Vinha Encarnada", de Vincent Van Gogh


A vinha e os seus vindimadores no Outono inspiraram este quadro, o único que o irmão de Vincent, Theo, conseguiu vender durante a vida de Van Gogh. Foi comprado por Anne Boch, irmã do pintor belga Eugene Boch. Ao descrever o quadro ao irmão, Vincent Van Gogh disse que o tinha feito após a chuva, com o pôr-do-sol, pintando o chão de violeta e as folhas das parreiras de vermelho "como vinho". O toque esverdeado no céu foi usado para contrastar com os tons de vermelho quente que dominam a composição.

“A Vinha Encarnada” foi pintada em Novembro, o que indica que 1888 teve uma colheita tardia (e chuvosa), e sugere que as uvas retratadas sejam Grenache e/ou Carignan, castas tardias típicas da região de Arles. Este, entretanto, não foi o primeiro nem o último vinhedo de Van Gogh. No mesmo ano, dois meses antes (portanto na mesma e longa colheita), ele pintou “A Vinha Verde”. Nesta obra vemos manchas alaranjadas no meio da paisagem verde, o que, segundo o crítico inglês Stuart George, seriam indicativos de ataque do vírus Leafroll (que reduz o rendimento e adia a maturação) e de presença de Phylloxera (praga que afectou gravemente a Europa exactamente no final dos anos 1890).

Vincent Van Gogh foi considerado um dos melhores pintores de todos os tempos desde Rembrandt, apesar de em toda a sua vida ter sido marginalizado pela sociedade. Van Gogh produziu pouco mais de 800 quadros. Recebeu apenas uma crítica favorável em vida. Albert Aurier escreveu positivamente sobre ele no "Mercure de France", em 1890. Um mês depois, ele vende o primeiro e único quadro da sua vida, "A Vinha Encarnada", pela pequena quantia de 400 francos. Cem anos depois é vendido "O Jardim das Flores" por 83,6 milhões de dólares.

Vincent pintou durante 10 anos, mas os trabalhos dos últimos 4 anos é que deram força à sua obra. Algumas teorias sobre a visão de Van Gogh afirmavam que o pintor  seria daltónico, por isso abusava do amarelo nas suas obras.

Embora seja vasta bibliografia a respeito de Van Gogh, são raros os estudos sobre a cor nos seus trabalhos. Na verdade, a questão das cores chamou a atenção não tanto dos historiadores da arte, mas de neurologistas e oftalmologistas que encontram nele sinais claros de discromatopsias, as dificuldades na percepção de cores de que sofrem os popularmente conhecidos como daltónicos. Assim, se alguns biógrafos tratam rapidamente da expressividade de Van Gogh — raramente referindo-se a ele como um “revolucionário da cor” — como algo característico seus, os oftalmologistas tratam-no como um daltónico.

Van Gogh sofreria do tipo mais comum de daltonismo, a protanopia, que resulta na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-vermelho.

A "Vinha Encarnada"  foi  exibida pela primeira vez na Exposição anual  de Bruxelas, em 1890 e foi vendida por 400 francos (o equivalente a 800/850 € actuais) a Anna Boch uma pintora impressionista e coleccionadora de arte da Bélgica. Anna era irmã de Eugène Boch, outro pintor impressionista e amigo de Van Gogh, que pintou o retrato de Boch (Le Peintre aux Étoiles) em Arles, no Outono de 1888.

Esta obra foi adquirida pelo famoso coleccionador russo Sergei Shchukin.  A tela foi  posteriormente nacionalizada pelos bolcheviques tal como a restante colecção  de Shchukin e, finalmente, passou a integrar a colecção do Museu Pushkin de Moscovo.
Fontes: www.mardevinho.com.br
wikipedia(imagem)
 "A Vinha Encarnada" - Vincent Van Gogh

File:Vincent Willem van Gogh 036.jpg

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