Ngungunhane, N'gungunhana, Gungunhana ou Reinaldo Frederico Gungunhana (Gaza, c. 1850 — Angra do Heroísmo, 23 de Dezembro de 1906) foi o último imperador do Império de Gaza, no território que actualmente é Moçambique, e o último monarca da dinastia Jamine. Cognominado o Leão de Gaza, o seu reinado estendeu-se de1884 a 28 de Dezembro de 1895, dia em que foi feito prisioneiro por Joaquim Mouzinho de Albuquerque na aldeia fortificada de Chaimite. Já conhecido da imprensa europeia, a administração colonial portuguesa decidiu condená-lo ao exílio em vez de o mandar fuzilar, como fizera a outros. Foi transportado para Lisboa, acompanhado por um filho de nome Godide e por outros dignitários. Após uma breve permanência naquela cidade, foi desterrado para os Açores, onde viria a falecer onze anos mais tarde.
O
seu reinado teve início
em 1884.Colocado
perante a colonização
europeia, Gungunhana pretendia prestar vassalagem a Portugal, mas a
tirania que usava
na relação com o
seu povo levou
a que o
governo português pusesse fim às
suas actividades cruéis. Travados vários combates, entre os quais
os de Marracuene,
Mongul e Coolela,
Gungunhana foi derrotado
pelas forças de Eduardo
Galhardo e aprisionado
em Chaimite pelo capitão
Joaquim Mouzinho de Albuquerque, corria então o ano
de 1895.Trazido para Lisboa, Gungunhana
não mais voltaria a território
de Moçambique. Foi primeiramente
encarcerado em Monsanto,
de onde mais tarde, a 23
de Junho de 1896,
foi transferido para Angra do Heroísmo.
Aí aprendeu a ler
e a escrever
e foi convertido
à força ao cristianismo
e baptizado com o
nome de Reynaldo
Frederico Gugunhana. A 23
de Dezembro de 1906,
Gungunhana morreu, no hospital
militar de Angra
do Heroísmo, vítima de hemorragia
cerebral.
A 15 de
Junho de 1985,
por ocasião do décimo
aniversário da independência
de Moçambique, os Presidentes
Ramalho Eanes e Samora
Machel aceitaram a transladação
dos restos mortais do resistente
colonial, Gungunhana (ou Ngungunhane),
para a Fortaleza
de Maputo.
Gungunhana. In
Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
wikipedia(imagens)
O imperador Ngungunhane com a sua coroa de cera e bastão (gravura de Francisco Pastor, 1895)
Ngungunhane e as suas sete esposas (no Forte de Monsanto, Lisboa, em Março de 1896)
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