sábado, 31 de janeiro de 2015

31 de Janeiro de 1943: Segunda Guerra Mundial. As forças militares alemãs, cercadas em Estalinegrado, rendem-se ao Exército Vermelho.


No dia 31 de Janeiro de 1943, cercadas em Estalinegrado desde o fim de Novembro do ano anterior, as tropas alemãs rendem-se ao Exército Vermelho. 

Uma semana antes, em 24 de Janeiro, após várias tentativas, emissários do comando soviético chegaram às linhas alemãs com uma proposta de rendição. O comandante das tropas, general Friedrich Von Paulus, atormentado entre o dever de obediência ao Führer e a obrigação de salvar os seus homens do aniquilamento, comunicou a Hitler: “As tropas estão sem munições e sem mantimentos. Não é possível um comando eficaz. Insensato prosseguir na defesa. Inevitável o colapso. O 6º Exército solicita imediata permissão para se render”. A resposta de Hitler foi enfática: “Proibida a rendição. O 6º Exército defenderá as suas posições até ao último homem e o derradeiro cartucho e com sua heroica resistência fará uma contribuição inesquecível para a salvação do mundo ocidental.” 

A aviação alemã já não conseguia abastecer os seus soldados imobilizados no lugar que designavam “caldeirão”. Hitler, em desespero, tentou evitar a capitulação de Paulus, elevando-o à patente de marechal do Reich. 
Em 28 de Janeiro, o que restara de um grande exército dividiu-se em três pequenos grupos. Na manhã do dia 30 (décimo aniversário da chegada dos nazis ao poder), segundo uma testemunha ocular, o comandante sentou-se no seu leito de campanha, mergulhado em profunda depressão, e telegrafou de novo para Hitler: “Não se pode protelar o colapso final por mais 24 horas”. 
Naquela noite, Goering emitiu pelo rádio palavras bombásticas: “Daqui a mil anos, os alemães falarão sobre a batalha de Estalinegrado com reverência e respeito e será lembrado que, a despeito de tudo, a vitória final da Alemanha foi decidida ali.” 

O final foi tétrico. Na manhã do dia 31, Paulus enviou a sua última mensagem ao quartel-general em Berlim: “O 6º Exército, fiel ao seu juramento e ciente da grande importância da sua missão, manteve até ao fim a sua posição, até ao último homem e o último cartucho, pelo Führer e pela Pátria”. O radiotelegrafista acrescentou, por conta própria: “Os russos encontram-se à porta do nosso abrigo. Estamos a destruir o nosso equipamento. CL”. No código internacional telegráfico, a sigla CL significa: "esta estação não mais fará transmissões". 

Um esquadrão de soldados soviéticos, comandados pelo general Tchuikov, entrou no porão onde estava Paulus. O chefe do Estado-Maior, general Schmidt, recebeu-o. Os soviéticos exigiram a rendição incondicional. Schmidt consultou Paulus, deitado na sua cama de campanha. A resposta foi o silêncio. Schmidt, sem hesitar, assinou a rendição. 
Às 2h46 da tarde de 2 de Fevereiro, um avião de reconhecimento alemão sobrevoou a cidade e  comunicou ao quartel-general: “Nenhum sinal de luta em Estalinegrado”. 
Finalmente, o silêncio desceu sobre o campo de batalha, coberto de neve ensanguentada, onde havia sido travada a mais feroz e épica das batalhas da história do século XX. 

Fontes: Opera Mundi
wikipedia(imagens)

Bundesarchiv Bild 183-W0506-316, Russland, Kampf um Stalingrad, Siegesflagge.jpg
Praça central de Estalinegrado em 1943

File:RIAN archive 602161 Center of Stalingrad after liberation.jpg
O centro de Estalinegrado após a libertação




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