sábado, 24 de janeiro de 2015

50º Aniversário da morte de Winston Churchill, estadista britânico, por duas vezes primeiro-ministro, Nobel da Literatura

Winston Churchill, um dos três grandes líderes da Segunda Guerra Mundial, faleceu no dia 24 de Janeiro de 1965. Brilhante orador, personalidade exuberante, é considerado pelo povo britânico como uma das suas maiores figuras históricas. 
  
Churchill nasceu em Woodstock em 30 de Novembro de 1874. Era filho de Randolph Churchill e da norte-americana Jennie Jerome. Após ter acabado o curso na Academia Militar de Sandhurst e ter servido como oficial subalterno, de 1895 a 1899, no regimento dos Hussardos, foi correspondente de guerra em Cuba, na Índia e na África do Sul. Durante a guerra dos Boers, quando foi prisioneiro, protagonizou uma fuga que o tornou mundialmente conhecido. As peripécias foram relatadas no seu livro ‘De Londres a Ladysmith’. Churchill entrou para a política como Conservador, tendo sido eleito deputado em 1900, mas em 1904 rompeu com o Partido devido à política social dos conservadores. 

Aderiu ao Partido Liberal e em 1906 foi convidado para o governo,  ocupando primeiro o cargo de Sub-Secretário de Estado para as Colónias, mais tarde, em 1908, a pasta de Presidente da Junta de Comércio. Após as eleições de 1910 foi transferido para o Ministério do Interior, e finalmente nomeado, em Outubro de 1911, Primeiro Lorde do Almirantado, onde impôs uma política de reforço e modernização da Marinha de Guerra britânica. 

Pediu a demissão em plena Primeira Guerra Mundial, devido ao fracasso da expedição britânica aos Dardanelos, na Turquia, de que tinha sido o principal promotor. Alistou-se no exército, e comandou um batalhão do regimento «Royal Scots Fusiliers» na frente ocidental. Regressou ao Parlamento em 1916, voltando a funções governamentais no último ano de guerra, como ministro das Munições. 
  
Após o fim da Primeira Guerra Mundial, Churchill foi-se tornando cada vez mais conservador, continuando a participar activamente na política, ocupando vários postos ministeriais. 

Depois da ascensão de Hitler ao poder na Alemanha em 1933, Churchill tornou-se um ardoroso defensor do rearmamento inglês. Foi também um crítico tenaz da política de ‘apaziguamento’ com o nazismo do primeiro ministro  Neville Chamberlain. 
  
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, Churchill foi designado como Primeiro Lorde do Almirantado e em 4 de Abril de 1940 tornou-se o chefe do Comité de Coordenação Militar. Mais tarde, nesse mesmo mês, a Wehrmacht invade e ocupa a Noruega. A perda da Noruega foi um considerável revés para Chamberlain e sua política em relação à Alemanha nazi. 
  
Diante da situação, em 8 de Maio o Partido Trabalhista propõe um voto de censura ao governo que foi aprovado por estreita margem. Com a queda do governo, o rei George VI designa em 10 de Maio Churchill como primeiro ministro. Nesse mesmo dia o exército alemão inicia a sua ofensiva ocidental e invade a Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Dois dias mais tarde os seus blindados entram na França. 
  
Churchill forma um governo de coligação e coloca líderes do partido adversário como Clement Attlee, Ernest Bevin, Herbert Morrison, Stafford Cripps e Hugh Dalton em posições chaves. Traz também um velho opositor de Chamberlain, Anthony Eden, como seu Secretário de Guerra. 
  
Churchill desenvolve uma forte relação pessoal com o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt o que leva à aprovação do Acordo de Empréstimo e Arrendamento de Março de 1941, que permite à Grã Bretanha receber equipamentos militares de Washington a crédito.
Embora sustentasse uma poderosa liderança, a situação militar caminhava mal para a Grã Bretanha. Após uma sucessão de derrotas, Churchill teve de enfrentar uma moção de desconfiança, porém a Câmara dos Comuns  manteve-o no poder por 475 votos contra 25. 

Apesar de ter cometido sérios erros, como por exemplo, a tentativa de salvar a Grécia, enfraquecendo com isso as suas forças na Guerra do Deserto, uma das maiores contribuições de Churchill foi a sua capacidade de inspirar o povo britânico a enormes sacrifícios nas manifestações radiofónicas em ocasiões significativas. 

Após Pearl Harbor, Churchill passou a trabalhar estreitamente com Roosevelt a fim de eventualmente garantir a vitória contra a Alemanha e o Japão. Passou a ser aliado também da União Soviética depois de Hitler ter lançado a Operação Barbarossa em Junho de 1941.  

Churchill manteve importantes encontros com Roosevelt e Estaline em Teerão (Novembro de 1943) e Ialta (Fevereiro de 1945). Embora o relacionamento de Churchill com Estaline fosse sempre difícil, pôde-se desenvolver uma estratégia unificada para derrotar as potências do Eixo. 
  
A despeito da intensa pressão de Estaline para a abertura da segunda frente já em 1943, Churchill continuou a argumentar que isto só seria possível se a derrota da Alemanha nazi estivesse assegurada. O desembarque na Normandia só teve lugar em Junho de 1944 e esse retardo levou a que fosse o Exército Vermelho, mesmo a custa de pesadas baixas, a tomar Berlim e obrigasse as forças nazis a capitular. 
  
A tentativa de Churchill de comparar um futuro governo trabalhista ao fracasso da Alemanha nazi levou-o a esmagadora derrota diante de Attlee nas eleições gerais de 1945. 

Churchill tornou-se líder da oposição e numa visita feita aos Estados Unidos em Março de 1946, pronunciou o seu famoso discurso em Fulton, Missouri, onde cunhou a expressão ‘cortina de ferro’.  

Churchill retornou ao poder após as eleições de 1951. Com a publicação dos seus 6 volumes “A Segunda Guerra Mundial”, foi agraciado com o Prémio Nobel de Literatura. 
  
A saúde de Churchill continuou a  deteriorar-se e em 1955 abandonou a cena política
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Winston Churchill com 7 anos
Winston Churchill em 1900

Winston Churchill nas ruínas da Catedral de Coventry

Winston Churchill, Roosevelt e Estaline na Conferência de Ialta, Fevereiro de 1945


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