segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

90.º Aniversário do nascimento de Carlos Paredes


Músico português nascido a 16 de fevereiro de 1925, em Coimbra, e falecido a 23 de julho de 2004, em Lisboa. 
Carlos Paredes foi o continuador de uma tradição familiar de tocadores da guitarra portuguesa, pois tanto o seu pai, Artur Paredes, como o seu avô, Gonçalo Paredes, foram intérpretes inovadores desse instrumento.
Muito jovem, Carlos Paredes partiu para Lisboa, onde fez estudos liceais e musicais. Começou por estudar violino; no entanto, acabaria mais tarde por abandonar o estudo daquele instrumento para se dedicar inteiramente à guitarra. Desde os começos da década de 60 destacou-se como intérprete do chamado estilo de Coimbra, criado por seu pai, ficando o seu nome também ligado ao novo cinema nacional, que encontrou no som da guitarra o suporte para cimentar o seu carácter português.
Conseguindo dar ao seu instrumento uma nova dimensão sonora, Carlos Paredes escreveu música para filmes e para peças de teatro. Algumas das suas obras foram coreografadas. Deu concertos nos cinco continentes e recebeu vários prémios da crítica, alcançando um prestígio inigualado por outros instrumentistas da guitarra. Ele próprio reconheceu a sua "propensão para o virtuosismo e o melodismo de sugestão violinística". Deve-se-lhe, não apenas o aperfeiçoamento estrutural da guitarra portuguesa, mas também a criação da guitarra-baixo. Entre os álbuns que gravou, encontram-se Carlos Paredes(1957), o seu álbum de estreia, Guitarra Portuguesa (1967), Movimento Perpétuo (1972), Concerto em Frankfurt (1983, reeditado em CD em 1990) eEspelho de Sons (1988). Além do seu trabalho como músico, realizou ainda a produção e direção musical do disco Meus Pais (1970), de Cecília de Melo, acompanhando a cantora à guitarra e musicou poemas de Manuel Alegre, ditos pelo próprio, no disco É Preciso Um País (1975). Nesta altura, o cantor realizava as gravações do sucessor de Movimento Perpétuo. As sessões foram interrompidas e retomadas diversas vezes, dada a insatisfação do músico com o trabalho conseguido. Dessas sessões acabou por nunca resultar um disco e apenas algumas faixas foram editadas, sob o título O Oiro e o Trigo (1977), edição consentida por Carlos Paredes mas sem o acordo da sua editora, a Valentim de Carvalho. Esta situação esteve na base da rutura entre o músico e a editora. 
Em Invenções Livres (1986), o músico colaborou com o maestro António Vitorino d'Almeida, num trabalho ainda hoje muito saudado pela crítica clássica, um disco de improvisações de guitarra portuguesa e piano.Também no domínio das parcerias, surgiu, em 1990, Dialogues, um disco que juntou o mestre da guitarra portuguesa ao contrabaixista Charlie Haden, nome consagrado no mundo do jazz
A ligação com a Valentim de Carvalho foi retomada no final de 1990. A editora lançou, em 1993, uma compilação temática com gravações do guitarrista, de José Afonso e Luiz Goes. No final desse ano, o mestre adoeceu, refém de uma mielopatia que lhe prendeu os movimentos e o afastou do seu trabalho e da guitarra que sempre o acompanhou.
Na Corrente, saído para as lojas em 1996, reuniu todo o trabalho do músico na Valentim de Carvalho, antes da separação, e ainda algumas raridades. Quatro anos mais tarde foi lançado o último registo discográfico do músico, aproveitando o trabalho das últimas sessões de gravação que realizou em 1993, já limitado pela doença. Intitulado Canções Para Titi, o disco contém oito composições inéditas.
No ano de 2003, homenageando os 10 anos de retiro do cantor, foi lançada uma edição de luxo, com oito CD e um livro com uma biografia do músico, com o título O Mundo Segundo Carlos Paredes. Nos últimos anos, Carlos Paredes manteve-se afastado da atividade artística por motivos de saúde. Quando morreu, aos 79 anos de idade, foi decretado um dia de Luto Nacional.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
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