segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A fundação de Nova Amesterdão, actual Nova Iorque

A região onde actualmente se localiza a cidade de Nova Iorque era habitada originalmente por nativos americanos, principalmente pelo povo nativo americano Lenapes. Acredita-se que o primeiro europeu a explorar a região foi o italiano Giovanni da Verrazano, ao serviço do Rei Francisco I de França. Verrazzano desembarcou na actual ilha de Staten, em 1524, enquanto explorava a costa americana.
Outros exploradores também passaram pela região, após Verrazzano, seguindo descrições dadas pelos nativos Lenape, sobre a existência de uma ilha que eles chamavam de Manahata, mas nenhum deles conseguiu localizar a tal ilha, que é actualmente Manhattan. Foi somente em 1609 que Henry Hudson localizou e desembarcou na ilha de Manhattan. Hudson era um inglês a serviço dos Países Baixos, e, naturalmente, os holandeses tomaram posse da área descoberta. Eles nomearam a região de Novos Países Baixos.
Em 1613, o explorador e comerciante holandês Adriaen Block e a sua tripulação tornaram-se os primeiros europeus a viverem na ilha de Manhattan, quando passaram o Inverno desse ano na ilha, em pequenas cabanas de palha, devido a um incêndio que destruiu o navio em que eles viajavam. No final do Inverno, já em 1614, Adrien e a sua tripulação construíram um novo navio, e saíram de Manhattan na Primavera.
Em 1624, a Companhia Holandesa das Índias Orientais, enviou um grupo de assentadores à ilha de Manhattan. Em 1625, tais assentadores construíram uma cidade e um forte chamado Forte Amsterdão, no sul da ilha. No ano seguinte, o governador dos Novos Países Baixos, Peter Minuit, comprou aos nativos o terreno da ilha de Manhattan por produtos cujo valor total era de 24 dólares americanos em valores actuais.
A cidade construída na ilha de Manhattan foi nomeada Nova Amesterdão. Nova Amesterdão cresceu lentamente durante os seus primeiros anos, por causa da má administração dos primeiros governadores enviados pela metrópole, para a administração Novos Países Baixos. Mas, em 1647, com o competente Peter Stuyvesant  a assumir este cargo, a colónia holandesa prosperou. 

A razão da existência de Nova Amesterdão era estabelecer comércio com as populações locais, comprando e vendendo produtos a partir de uma feitoria, fortemente protegida por uma paliçada. Em curto espaço de tempo, os empresários holandeses estabelecidos na Nova Holanda ergueram uma série de feitorias, vilas e fortes aquém e além do rio Hudson, lançando as bases para cidades que ainda existem hoje nos Estados Unidos da América. Forte Orange, o mais setentrional dos postos avançados holandeses, hoje é conhecida como Albany. Wiltwyck é conhecida hoje como Kingston. Ao contrário de Nova Iorque e Albany, onde os traços da colonização holandesa podem ser difíceis de encontrar, a história da colonização holandesa é bastante evidente em Kingston.
Como centro de comércio, a diversidade imperava na área. Cerca de 40 línguas eram faladas, inclusive o português, pois agentes comerciais de toda a Europa representavam os interesses de grandes capitalistas naquela colónia holandesa. Esperava-se que seus habitantes explorassem economicamente a região onde estavam instalados de modo a dar lucro aos seus investidores.
Infelizmente, para aqueles dedicados à colonização e exploração da área, a colónia não rendia tanto quanto outros entrepostos, como ocorria por exemplo com a ilha de Java (actualmente parte da Indonésia, no sudeste asiático), onde os holandeses se estabeleceram quase ao mesmo tempo, mas de onde retiravam lucros astronómicos. O problema com Nova Amesterdão era que, além da cultura dos povos nativos, que não dava prioridade ao comércio, nem à conquista de lucro, o clima não favorecia a maior parte dos géneros de valor consumidos na Europa na época, e mesmo a caça não rendia produtos de destaque. Assim, a colónia dificilmente se mantinha como investimento rentável. Prova disso foi que, quando os britânicos resolveram ocupar a área, como parte de um projecto de colonização de povoamento (diferente do sistema holandês), a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais logo aceitou receber em troca o actual Suriname, onde poderiam ser cultivados géneros de maior lucro.
Assim, Nova Amesterdão é rebaptizada de Nova Iorque em homenagem a Jaime, Duque de Iorque e passa a ter uma função diferente dentro do sistema britânico, mas conservando o seu aspecto cosmopolita, marca da cidade até hoje.
wikipedia(imagens)
Ficheiro:GezichtOpNieuwAmsterdam.jpg
Nova Amesterdão, 1664 -Johannes Vingboons
File:The fall of New Amsterdam cph.3g12217.jpg
A Queda de Nova Amesterdão - Jean Leon Gerome Ferris

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