sexta-feira, 27 de março de 2015

Madame Du Barry, a favorita de Luís XV

Jeanne Bécu, Madame Du Barry, era mais do que amante de Luís XV. Nasceu a 19 de Agosto de 1743 e faleceu a 8 de Dezembro de 1793. Jeanne Bécu nasceu em Vaucouleurs, na Lorena, era filha ilegítima de Anne Bécu – cozinheira ou costureira e de pai desconhecido, provavelmente um frade do convento de Picpus, em Paris, de nome Jean-Baptiste Gormand de Vaubernier.  Nicolas Rançon (amante da sua mãe) permitiu que Jeanne fosse educada num convento, onde recebeu uma educação muito superior ao que se poderia esperar, em função da sua condição social humilde. Aos 15 anos de idade abandona o convento, e usando o nome de Jeanne Rançon, ganha a vida em diversas actividades, desde aprendiz de cabeleireira a camareira de uma família abastada, passando por empregada de balcão de uma conhecida e elegante loja, La Toilette
Em 1763, a sua  beleza chama a atenção de Jean-Baptiste Du Barry, libertino confesso. Jeanne é descrita como muito bela segundo os cânones da época : rosto ovalado, cabelos dourados, olhos azuis,  nariz recto e pequeno , boca sensual e dentes brancos e perfeitos. A tudo isto se somava o seu porte distinto e um carácter sensual e muito alegre. Jeanne torna-se  amante de Jean Baptiste e instala-se na casa deste em Paris, onde acorriam inúmeras personagens ligadas à música e às artes. De facto, o conde era um grande apreciador de música e, sobretudo, de pintura, tendo Jeanne bebido muitos dos seus conhecimentos. Com aproximadamente 20 anos, Jeanne Bécu é apresentada ao rei, então com 58 anos, que de imediato se apaixona. O monarca vê em Jeanne uma forma de rejuvenescer. Porém, para fazer dela a sua amante oficial, é indispensável conceder-lhe um título nobiliárquico. O casamento de conveniência com o irmão de Jean Du Barry, o conde Guillaume Du Barry, permite-lhe usar o título de Madame Du Barry, o qual já antes indevidamente usava. Assim, em 1769, a Condessa Du Barry, amante oficial do rei, é apresentada à corte com a devida pompa e o incontestável escândalo.
O estatuto de favorita  outorgava-lhe um papel muito destacado em todos os actos da corte. Inclusivamente a nível político a sua opinião era consultada. Tal facto resultou em múltiplas inimizades. Uma delas  é com a esposa do delfim (o futuro rei Luis XVI) , Maria Antonieta, que não via com bons olhos o carácter dissoluto da amante do rei.
Durante os anos em que foi favorita de Luís XV, protegeu muitos intelectuais e artistas, entre os quais François-Hubert Drouais (cujos retratos de Madame Du Barry são bem conhecidos), Augustin Pajou, Van Loo, Etienne Falconet e Lemoyne. 
Em 1774 com a doença do rei e posteriormente com a sua morte, Madame Du Barry  passa a viver em Pont-aux-Dames. Aí permaneceu cerca de um ano. Posteriormente foi-lhe permitido que se instalasse em Louveciennes, a residência que Luis XV lhe tinha oferecido. Entretanto retoma a sua vida na corte  e converte-se em amante do duque de Brissac, um homem influente da época.
No pós revolução francesa, é acusada em 1793 de conspirar contra o novo regime e, após um longo processo – cuja sentença estava decidida à partida - é declarada inimiga da revolução e condenada à pena de morte.
Fontes:Madame Du Barry. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)
File:Madame Dubarry1.jpg
Retrato de Madame Du Barry -  Élisabeth Vigée-Lebrun

Arquivo: Madame du barry.jpg

Retratos de Madame Du Barry realizados por François Hubert Drouais





File:François-Hubert Drouais, Portrait de la comtesse Du Barry en Flore (1769).jpg

Ficheiro:Louveciennes Pavillon entrée Barry.jpg
Castelo de Louveciennes, oferecido por Luís XV a Madame Du BarryArquivo: Diamante Colar Marie Antoinette.jpeg
Colar de diamantes encomendado por Luís XV para Madame Du Barry



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