quarta-feira, 15 de abril de 2015

Das Amoreiras a S. Pedro de Alcântara: quem quer andar debaixo de terra?

O troço do aqueduto das Águas Livres entre a Mãe de Água das Amoreiras e o Miradouro de S. Pedro de Alcântara abre ao público na sexta-feira, dia 17. São mais 1600 metros debaixo de terra, em Lisboa.

A Galeria do Loreto, que o Museu da Água abre na sexta-feira antecipando as comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (a 18), sai da Casa do Registo, um edifício colado à Mãe de Água das Amoreiras, em Lisboa, desce até ao Largo do Rato continua sob a Rua da Escola Politécnica e tem paragem na Reservatório da Patriarcal, no Príncipe Real. Este caminho com mais de um quilómetro de comprimento estava encerrado ao público até agora.
O caminho continua por uma zona que já se podia visitar, a partir da Pia de Penalva, um cruzamento subterrâneo, a 3 metros de profundidade. Há três saídas. Uma que ia dar à Praça da Alegria, outra para a Rua do Século (e para o palácio do Marquês de Pombal) e, em frente, pelo que resta da Galeria do Loreto, 400 metros sob a rua D. Pedro IV, com menos de 1,70 m de altura em alguns pontos. A saída dá para o Miradouro de S. Pedro de Alcântara.
A galeria tem uma extensão total de 2,8 km e, além de S. Pedro de Alcântara, abastecia de água os chafarizes do Carmo, do Loreto, da Praça da Alegria e dos Carvalhos. Também abastecia a Real Fábrica do Rato, o Colégio dos Nobres, o Palácio dos Carvalhos e o Convento dos Cardais, entre outros, de acordo com o Museu da Água.
A abertura do novo percurso insere-se no projeto de requalificação dos espaços patrimoniais relacionados com o percurso da água que tem sido levado a cabo pela EPAL, através do Museu da Água.
Fonte: DN
O percurso que agora abre ao público tem 1600 metros de comprimento
O percurso que agora abre ao público tem 1600 metros de comprimento

Sem comentários:

Enviar um comentário