sábado, 20 de junho de 2015

20 de Junho de 451: Os Hunos comandados por Átila são derrotados por Roma e seus aliados

Os hunos são derrotados em 20 de Junho de 451, perto de Troyes, num lugar chamado de “Campos Cataláunicos”. Átila, rei dos Hunos, mantinha toda a Europa atemorizada e sonhava em acabar com o já decadente Império Romano do Ocidente. Chegavam à Europa Ocidental notícias do Oriente de quão impiedosas eram as hordas hunas lideradas por Átila, que não tinham qualquer clemência com os inimigos.

Os povos europeus tinham duas opções: ou buscavam a protecção de Roma ou se uniam à sangrenta expansão de Átila, enviando homens e recursos.

Átila decidiu, com a desculpa de expulsar os Visigodos da Gália, ocupá-la. Roma, que não era nem a sombra do grande império que havia sido séculos atrás, teve de pedir ao general Flávio Aécio para manter a ordem e a disciplina naquela Roma ingovernável.

Aécio recebeu o apodo de “O Último Romano” na expectativa de trazer a Roma os seus derradeiros momentos de glória. A batalha pela Gália ocorreria perto de Châlons entre os hunos, Roma e os respectivos aliados, passando à História como A Batalha dos Campos Cataláunicos.

Os hunos, esses misteriosos nómadas, tinham chegado, um século antes, da longínqua Ásia Central e instalando-se na região do Danúbio. Um deles, o príncipe Átila, foi elevado à corte do imperador romano do Oriente, em Constantinopla. Ao reencontrar os seus compatriotas, reúne-os sob o seu comando.

A exemplo de outras nações bárbaras, combate as tropas de Constantinopla, depois decide atacar a Gália. Na investida, cruza o rio Reno e destrói a cidade de Metz.

Em Paris, que então ainda se chamava Lutécia, Santa Genoveva recomenda aos seus concidadãos jejuar durante três dias para atrair a benevolência de Deus. Para os habitantes de Lutécia, as suas preces resultaram num milagre, pois Átila renunciou à tomada da cidade.

Às margens do rio Reno, os hunos são atacados pelas forças do general Aécio, que havia sido camarada de armas de Átila na juventude.

Ainda que batido nos “Campos Cataláunicos“, Átila prossegue na sua rota e dirige-se a Roma. Às portas da cidade, o papa Leão I, o Grande, convence-o a dar meia volta. Átila instala-se então com os seus homens às margens do rio Danúbio, onde morre pouco depois de uma crise de apoplexia ou assassinado pela esposa (existe mais do que uma versão sobre a sua morte). Os hunos saíam da História tão repentinamente como haviam entrado.
Átila, personagem mal conhecida, presta-se a todas as interpretações. Permanece ainda como um herói bastante popular na Hungria, onde o seu nome baptiza um número considerável de homens, posto que os húngaros reivindicam ser descendentes dos magiares, povo nómada pertencente a um grupo linguístico histórico de povos da Europa que hoje falam os idiomas fínicos (finlandeses e estónios) e os úgricos (húngaros).
No Ocidente, em contrapartida, o último Rei dos Hunos guarda a imagem de um bárbaro em todos os sentidos. Essa ideia advém do facto dos cronistas cristãos da Idade Média o terem alcunhado de  “Fléau de Dieu”  “O Flagelo de Deus”. No entanto, “fléau” é também um instrumento com que se malham cereais para debulhá-los e que consiste num pau comprido que serve de cabo comprido, ligado por uma correia a um outro, curto, que percute as hastes de trigo, cevada, as espigas de milho para retirar-lhes os grãos. Da mesma maneira, segundo os clérigos da sua época, teria sido enviado por Deus para punir os homens pelos seus pecados e reconduzi-los a Ele.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Os Hunos, liderados por Átila, invadem a Itália,  pintura do século XIX de Ulpiano Checa 

 
A Festa de Átila do pintor húngaro Mór Than

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