domingo, 19 de julho de 2015

19* de Julho de 1799: A Pedra de Roseta é encontrada por soldados do exército de Napoleão Bonaparte

Em 19* de Julho de 1799, durante a campanha de Napoleão Bonaparte no Egipto, um soldado francês descobre na cidade de Roseta, cerca de 56 quilómetros ao norte de Alexandria, um bloco de pedra basáltico negro gravado com escrita antiga. A Pedra de Roseta é um fragmento de uma estela, a mensagem  que se encontra gravada na Pedra não tem a importância das línguas em que foi escrita. 

A Pedra data de 27 de Março de 196 a.C. e contém um decreto feito por sacerdotes egípcios, endossando ao faraó como um óptimo e honesto governante e respeitoso seguidor dos deuses egípcios. Abaixo do decreto, está uma ordem instruindo como a mensagem deveria ser partilhada. Os sacerdotes claramente queriam que a mensagem fosse disseminada, por isso, solicitaram que fosse escrita em três línguas e entalhada na pedra.

A Pedra continha pois, fragmentos de texto escritos em três diferentes estilos de caligrafia: grego, hieróglifos egípcios e demótico egípcio. O grego antigo da Pedra de Roseta, dizem os arqueólogos, foi inscrito por religiosos em honra do faraó do Egipto, Ptolomeu V. Mais espantoso é que a passagem em grego anunciava que os três estilos de caligrafia tinham todos o mesmo significado. A relíquia, por conseguinte, continha a chave para resolver o enigma dos hieróglifos, uma linguagem escrita extinta havia cerca de dois mil anos. 
Quando Napoleão, um imperador conhecido pela sua ampla visão da educação, arte e cultura, invadiu o Egipto em 1798 levou consigo um grupo de estudiosos, que foram orientados para enviar para França todas as relíquias que considerassem de interesse cultural ou artístico. Pierre Bouchard, um dos soldados de Napoleão, soube calcular o valor da pedra basáltica, que tinha quase 1,4 m de comprimento e 85 cm de largura num forte perto de Roseta. Quando os britânicos derrotaram Napoleão em 1801, apropriaram-se da Pedra de Roseta. 

Diversos estudiosos, entre os quais o inglês Thomas Young, fizeram alguns progressos na decifração inicial dos hieróglifos da Pedra de Roseta. Porém, foi o egiptólogo francês Jean-François Champollion (1790-1832), ele mesmo professor de idiomas antigos, que finalmente decifrou os hieróglifos, valendo-se do seu conhecimento de grego como guia. 

Os hieróglifos usavam figuras para representar os objectos, sons e grupos de sons. Uma vez que as inscrições da Pedra de Roseta foram traduzidas, a linguagem e a cultura do Antigo Egipto foram repentinamente abertas aos cientistas como nunca antes. 

A Pedra de Roseta encontra-se no Museu Britânico, em Londres, desde 1802, com excepção de um breve período durante a Primeira Guerra Mundial. Na época, os funcionários do museu levaram-na para um abrigo subterrâneo, junto com outros itens insubstituíveis da colecção do museu, a fim de proteger as relíquias da ameaça de bombas. 

*Não existem certezas quanto ao dia da descoberta
Fontes:Opera Mundi
wikipedia (imagens)

A Pedra de Roseta, actualmente no Museu Britânico.
Especialistas observam a Pedra de Roseta durante um Congresso Internacional  em 1874
Tabela de Champollion com a equivalência entre as três escritas

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