quinta-feira, 13 de agosto de 2015

13 de Agosto de 1863: Morre Eugène Delacroix, um dos maiores mestres do Romantismo

Nascido em Saint-Maurice no dia 26 de Abril de 1798, Delacroix não demonstrava na infância uma grande inclinação para a pintura. Após sólidos estudos no liceu Louis-le-Grand, exibia um dom geral para a arte, em especial a música. Em 1815, quando fazia da música o seu estudo preferido, desejou adquirir algumas noções de pintura. Apresentado por um tio, recebeu aulas no atelier do pintor Guerin. Uma das suas primeiras telas, Damas Romanas Desnudando-se pela Pátria (1818), despertou algum interesse. Ganhava à época algum dinheiro em serviços diversos e, em 1819, tornando-se órfão, entrou em grandes dificuldades financeiras.
Em 1822, envia a um salão de exposições o seu Dante e Virgílio, que conquista o maior sucesso que um artista poderia algum dia desejar. Mesmo cativando admiração entusiástica, o desencadear de críticas injustas  faz com que ficasse em último lugar no concurso pelo prémio de Roma, em 1822. Diante desse fracasso, não conseguiu parar de ganhar a vida com caricaturas e litografias, mas, ao mesmo tempo, permaneceu entregue à pintura com energia crescente. Em 1824, expõe O Massacre de Quios, que acentua a impressão causada no seu primeiro salão.
Theophile Gautier fala dele com grande admiração. No entanto, Delécluze, Beyle e Thiers apresentam restrições: para um, ele torna horrível a cena de horror; para outro, tem pouca preocupação com o belo; para o terceiro, a preocupação de evitar o académico  fez com que  fugisse de uma linha simples e harmoniosa.
Em 1828, com a apresentação de A Morte de Sardanapalo, as críticas voltam a acentuar-se: “Eugène Delacroix tornou-se o centro dos escândalos das exposições” e “a maior parte do público acha esse quadro ridículo”, disse o crítico M. Vitet à época. () “Que o senhor Delacroix se lembre que o gosto francês é nobre e puro e que cultive antes Racine que Shakespeare”, acrescentou o jornal Moniteur universel.  “O olho não consegue destrinçar a confusão de linhas e cores. O Sardanapalo é um erro de pintor”, criticou Delécluze.
Enquanto isso, após uma desavença momentânea com o Director de Belas-Artes, é encarregado pelo ministro do Interior de pintar A Morte de Carlos, o Temerário. O duque Louis-Philippe d'Orléans também lhe encomendariaRichelieu Oficiando a Missa. Do mesmo ano são A Batalha de Nancy e outras pinturas religiosas e retratos.
No Salão de 1831, O Bispo de Liege recupera as discussões com A Liberdade Guiando o Povo. Seja como for, esta exposição teve um resultado apreciável e Delacroix sai consagrado. Começa então a produzir uma série de telas representando batalhas, como Poitiers, Taillebourg (1831), seguida de quadros históricos como Carloss V no Mosteiro de Saint-Just, Boissy d'Anglas e Mirabeau e Dreux-Brézé.
Em 1832, Delacroix deixa Paris buscando renovar inspiração. Atravessa  Marrocos, retorna à Espanha e é a essas viagens que se deve A Fantasia Árabe. Nos anos que se seguem surge uma produção desenfreada, parecendo que Delacroix empreendera o sublime desafio de acumular obras-primas. Somente em 1857, após 20 anos e centenas de telas, é que o Instituto de Belas Artes lhe abre as portas.

Fontes:  Opera Mundi
wikipedia (Imagens)


Ficheiro:Eugene delacroix.jpg
Auto retrato - Eugène Delacroix
Ficheiro:Félix Nadar 1820-1910 portraits Eugène Delacroix.jpg
Eugène Delacroix retratado por Félix Nadar
Ficheiro:Eugène Delacroix - La liberté guidant le peuple.jpg


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