sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Análise da obra: " A Dança da Vida", de Edvard Munch


O quadro "A dança da vida" (1899-1900) de Edvard Munch é quase uma narrativa em forma de pintura. A cena, composta por uma dança sob o luar, é extremamente sensual e faz parte da série chamada O Friso da Vida, uma colecção de trabalhos divididos em quatro partes temáticas: O Despertar do Amor, O Amor Floresce e Morre, Angústia de Viver e Morte. Esta colecção foi exposta pela primeira vez na Alemanha em Berlim, em 1902. O artista falava sobre a relação entre o indivíduo e a sociedade.
O quadro de Munch mostra-nos vários casais a dançar numa noite luminosa de Verão. Duas figuras femininas cercam um casal (elemento central da composição) completamente alheio ao que acontece em seu redor. O elemento feminino deste casal usa um vestido vermelho que se enrola nos pés do seu companheiro. Este par é flanqueado por duas mulheres, a mulher de branco da esquerda é jovem e simboliza a pureza do primeiro amor, virgem como a cor branca que o seu vestido indica. A da direita, mais velha e vestida de preto, simboliza a perda das ilusões amorosas que vem com a experiência. Acabamos, por fim, por compreender que a obra retrata as várias etapas da vida. Representando a mulher da puberdade à viuvez, o quadro passa pela sedução, paixão e tentação e chega até à morte do homem, deixando a mulher sozinha, triste e melancólica.
Munch colocou esta cena junto ao mar numa paisagem com elementos de Åsgårdstrand, cidade da Noruega conhecida no século XIX como um importante centro de artistas, o equivalente a  Skagen  na Dinamarca. Muitas das imagens do Friso da Vida foram inspiradas na linha de costa de Åsgårdstrand e na sua paisagem.
A inspiração para esta obra pode ter sido uma peça de teatro. Em 1898 Munch recebeu uma cópia da nova peça de teatro do escritor Helge Rode, designada Dansen gaar ( A dança continua).

“A dança da vida" está exposta no Museu Munch, em Oslo.



" A Dança da Vida", de Edvard Munch

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