terça-feira, 13 de outubro de 2015

Análise da obra: "Retrato de Madame Matisse" ou "A Linha Verde", de Henri Matisse


A obra “Retrato de Madame Matisse” também conhecida como “A Linha Verde”, foi pintada por Henri Matisse em 1905. É um retrato da sua esposa, Amélie Noellie Parayre. ´
É uma pintura de uma grande audácia cromática, que rompe com a representação realista das formas, da luz e da perspectiva, valorizando toda a potência expressiva da cor. Esta obra foi exibida durante o Salão de Outono de 1905, junto a trabalhos de pintores como André Derain, Albert Marquet ou Maurice de Vlaminck. Os participantes desta exposição seriam baptizados como Les fauves ("as feras") pelo uso estridente da cor e distorção das formas. Actualmente o quadro encontra-se no Museu Nacional de Arte da Dinamarca, em Copenhaga
O grupo fauvista defendia que um quadro, antes de ser a realidade retratada, era ele próprio uma realidade. Em “Retrato de Madame Matisse”, não temos uma mulher, mas uma pintura, que segue as suas próprias regras pictóricas, conforme a sensibilidade do artista. Trata-se de um retrato com um marcado tratamento anti naturalista da cor, que se emprega livremente, sem nenhuma intenção descritiva. A cor é o foco principal do pintor, que prescinde de outros aspectos  como a perspectiva.
Matisse utiliza tons puros, sem misturas ou nuances. Em “Retrato de Madame Matisse”, temos oito áreas de cor. Destaca-se a oposição entre o vermelho e o verde, cores complementares, presentes no fundo e repetidas nas roupas de Madame Matisse.
Nesta obra, a posição da cabeça é bastante convencional. O espaço, no entanto, é arbitrário, sem regras de perspectiva ou sugestão de profundidade. Tudo está na superfície, vibrando com os tons puros. As formas são simplificadas e a modelagem do rosto de Madame Matisse é bastante rudimentar.
Uma linha verde vertical separa a face de Madame Matisse em duas partes. Esta linha equilibra o rosto. Sem ela, as sobrancelhas e olhos escuros tornariam o retrato pesado. A linha verde actua como linha de sombra, separando a metade iluminada da que se encontra na penumbra. Matisse sugere o contraste entre ambas as secções alternando cores quentes e frias.  
wikipedia (imagens)

Henri Matisse em 1933

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