sábado, 10 de outubro de 2015

As Sufragistas: Mary Wollstonecraft

Mary Wollstonecraft nasceu em Londres a  27 de Abril de 1759 e é considerada uma das pioneiras do moderno feminismo com a publicação da obra A Vindication of the Rights of Woman (Uma Defesa dos Direitos da Mulher), em 1790.
Em 1778, com 19 anos, Mary Wollstonecraft abandonou o lar paterno para viver com um rico negociante, viúvo, em Bath. Depois de dois anos, voltou para casa, para tomar conta da sua mãe, doente, que veio a falecer depois de um longo sofrimento que a tornou completamente dependente dos cuidados de Mary.
Em 1784, abriu uma escola em Newington Green, uma pequena aldeia com sua irmã Eliza e uma amiga. Assim que chegaram, Mary fez amizade com Richard Price, um ministro anglicano de ideias avançadas. Na decorrência de sua convivência com Price, Mary veio a conhecer o editor Joseph Johnson, que se entusiasmou com as ideias de Mary sobre educação, tendo-lhe recomendado que escrevesse um livro a respeito delas. Veio a público, deste modo, a obra Reflexões sobre Educação de Filhas (1786), na qual Mary analisou as restrições educacionais impostas às jovens, assim mantidas num estado de "ignorância e dependência". Mostrou-se especialmente crítica da sociedade que encorajava as jovens a serem "dóceis e atentas à aparência", concluindo com a sugestão de uma ampla reforma do currículo escolar.
Mary publicou a sua obra mais importante, A Reivindicação dos Direitos da Mulher em 1790, na mesma estão lançadas as bases do feminismo moderno. Defendia não apenas que as mulheres tinham direito à educação como afirmava que, da igualdade na formação de ambos os sexos, dependia o progresso da sociedade como um todo, tanto os homens quanto as mulheres são seres humanos dotados de direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à busca pela felicidade. Na sua opinião as mulheres deviam ter o direito de abrir negócios, seguir carreiras profissionais e, se quisessem, de votar. Entre as suas passagens mais polémicas, Mary afirma que o casamento é uma espécie de "prostituição legal", que as mulheres são "escravos convenientes", e que o único modo de as mulheres continuarem livres é  mantendo-se longe do altar. As suas ideias sobre o casamento são ilustradas no conto "Maria", no qual a protagonista do mesmo nome é internada num hospital para doentes mentais, vítima dos maus-tratos do marido.
Viveu num século em que as mulheres que sabiam ler e escrever eram excepções e tornou-se musa dos posteriores movimentos sufragistas norte-americanos. Mary morreu em Londres a 10 de Setembro de 1797 com apenas 38 anos de idade, exactamente 11 dias depois de dar à luz  uma filha, que se tornaria muito mais famosa do que ela, também como escritora, Mary Wollstonecraft Shelley (1797-1851), a autora de Frankstein.
Fontes: Wikipedia(imagens)
             Net.Saber
             The History Guide   
 
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 Mary Wollstonecraft  por John Opie 
 File:MaryWollstonecraft.jpg

Ficheiro:Wollstonecraft-right-of-woman.jpg
Frontispício de A Vindication of the Rights of Woman, de Mary Wollstonecraft.

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