quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Rosa Luxemburgo e a Revolução Espartaquista

Rosa Luxemburgo, a líder de uma facção revolucionária do Partido Social-Democrata Alemão durante a Primeira Guerra Mundial, nasceu no dia 5 de Março de 1871, em  Zamośc, Polónia, região que à época estava sob controlo russo. 

A mais nova de cinco filhos de uma família judaica de classe média baixa,  Rosa Luxemburgo interessou-se por política desde muito jovem. Em 1889, deixou a Polónia e o regime repressivo czarista de Alexander III, o predecessor do czar Nicolau II e foi para Zurique, Suíça, onde estudou ciências naturais e economia política. 

Em 1898, Luxemburgo casou-se com um trabalhador alemão, Gustavo Lubeck, adquirindo então a cidadania alemã. Estabeleceu residência em Berlim, onde se filiou ao Partido Social-Democrata alemão, conhecido como SPD, na ocasião a mais importante organização do socialismo internacional de todo o planeta. 

Nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial, Luxemburgo adoptou posições firmes e decididas a nível ideológico, defendendo uma greve geral como catalisadora que radicalizaria a acção dos trabalhadores e daria lugar a uma revolução socialista internacional. 

Ela e os seus companheiros da ala mais à esquerda do SPD opuseram-se duramente à participação da Alemanha na Guerra, vendo-a como um conflito imperialista que de modo algum iria beneficiar a população. Esta postura afastou-a da liderança do partido, que defendia o esforço de guerra na esperança de que a vitória germânica levasse a um conjunto de reformas. 

Em Dezembro de 1914, Luxemburgo e o socialista alemão Karl Liebknecht formaram a facção revolucionária do SPD designada  Liga Espartaquista, em homenagem a Espartaco, escravo que, em 73 a.C., lidera uma rebelião de 78 escravos que escaparam da escola de gladiadores em Cápua contra a classe dirigente da República Romana e que lutou durante dois anos ao comando de 90 mil homens. 

Rosa Luxemburgo publicou um livro em 1916, “A crise na Social-Democracia alemã” em que acusa a social-democracia de ter traído a classe operária alemã por endossar um esforço de guerra de cunho essencialmente capitalista e imperialista. A única solução para a crise, acreditava Luxemburgo, era uma revolução internacional de classe. 

Após uma manifestação espartaquista em Maio de 1916 contra a guerra, Luxemburgo foi  presa, tendo permanecido na cadeia até ao fim da guerra. Após a sua libertação, em Novembro de 1918, determinada pela decisão do chanceler germânico, Max von Baden, de libertar todos os prisioneiros políticos, Luxemburgo começou a transformar a Liga Espartaquista no Partido Comunista da Alemanha (KPD). 

No mês de Janeiro seguinte, os Espartaquistas, reuniram-se em Berlim para desencadear uma rebelião contra o governo de coligação de Von Baden e Friedrich Ebert, o líder do SPD, Luxemburgo juntou-se a eles relutantemente, instando os seus seguidores a não tentar iniciar a insurreição antes de conseguir formar um suficiente apoio popular. Não teve condições de impedi-los e os rebeldes espartaquistas lançaram-se ao ataque em 10 de Janeiro. 

Ebert imediatamente ordenou que o exército alemão subjugasse a rebelião. No conflito que se seguiu, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram capturados e assassinados. O corpo dela, atirado  a um canal de Berlim, só foi recuperado cinco meses mais tarde. 
Com a sua morte, Luxemburgo tornou-se mártir da causa da revolução socialista internacional. São de Rosa Luxemburgo as famosas frases: “Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?”; “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.”; e “Socialismo ou barbárie”. 
Fontes: DW
wikipedia (imagens)

Ficheiro:Rosa Luxemburg.jpg
Retrato de Rosa Luxemburgo (data desconhecida)
File:LuxemburgSpeech.jpg
Rosa Luxemburgo em 1907

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