terça-feira, 3 de novembro de 2015

03 de Novembro de 1957: A URSS lança o satélite Sputnik II com a cadela Laika a bordo

A cadela Laika, o primeiro ser vivo a orbitar a Terra a bordo da nave espacial Sputnik 2, no dia 3 de Novembro de 1957, não sobreviveu o tempo que os soviéticos previram à época.
As autoridades soviéticas afirmaram na altura que Laika morrera sem sofrimento, cerca de uma semana após o lançamento da nave.
Contudo, informações divulgadas recentemente por cientistas espaciais do Ocidente garantem que a cadela morreu de calor e pânico, apenas algumas horas depois do início da missão. Novas evidências foram reveladas no Congresso Mundial Espacial por Dimitri Malashenkov, do Instituto de Problemas Biológicos de Moscovo.
O historiador do espaço Sven Graham disse, ao tomar conhecimento das informações, que elas eram surpreendentes e punham fim a mais de 40 anos de especulações sobre o destino de Laika.
A missão da cadela a bordo do Sputnik 2 impressionou o mundo. O Sputnik, o primeiro satélite artificial da história, havia sido lançado fazia apenas um mês. Tratava-se de uma esfera de metal, que atingia cerca de 18 quilos, e era muito mais pesada do que qualquer satélite que os Estados Unidos planeavam lançar.
O Sputnik 2 pesava 113 quilos e levava um ser vivo: Laika. A cadela fora capturada nas ruas de Moscovo e preparada para ser lançada ao espaço.
Pouco depois do lançamento, os cientistas soviéticos disseram que Laika não voltaria à Terra e que morreria no espaço, o que descontentou muitos observadores.
Malashenkov revelou que Laika recebia comida em forma de gelatina e fora acorrentada para que não se mexesse durante o lançamento.

Havia um sistema de sucção de gás carbónico a bordo com o intuito de evitar a acumulação do gás, assim como um gerador de oxigénio. Um ventilador foi automaticamente accionado para deixar o animal mais confortável.
De acordo com Malashenkov, os soviéticos tiveram bastante trabalho para adaptar um grupo de cães à apertada cabine da nave. Eles foram colocados em ambientes fechados e apertados por períodos de 15 a 20 dias. Três cães foram treinados para a missão espacial, mas Laika mostrou-se a mais bem preparada.
Sensores médicos inseridos no corpo de Laika mostraram que os  seus batimentos cardíacos chegaram ao triplo do normal.
Malashenkov relatou ainda como a cadela Laika morreu. A temperatura e a humidade da cápsula do Sputnik aumentaram muito após o lançamento do foguete. Entre cinco a sete horas após o lançamento, a base não recebeu mais nenhum sinal de vida do animal.
Anteriormente, acreditava-se que Laika tivesse sobrevivido por pelo menos quatro dias no espaço sideral, ou mesmo uma semana, quando a nave parou de emitir sinais à Terra.
Mesmo tendo sobrevivido por poucas horas, a contribuição de Laika foi fundamental para a ciência espacial, provando que um organismo vivo poderia tolerar a permanência no espaço por bastante tempo e submetido à gravidade zero. O teste permitiu que seres humanos fossem mais tarde enviados em missões espaciais, como ocorreu pela primeira vez com Yuri Gagarin, em 12 de Abril de 1961.
O Sputnik 2 deu 2570 voltas ao redor da Terra e incendiou-se na atmosfera do planeta a 4 de Abril de 1958.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

 
Modelo do Sputnik 2, a nave espacial de Laika
 

Sem comentários:

Enviar um comentário