quarta-feira, 11 de novembro de 2015

11 de Novembro de 1820: Eclode a Martinhada ou Revolta da Martinhada

Considerado um dos episódios mais importantes do processo revolucionário português, a Martinhada significou a separação das fações sociais e políticas que apareceram juntas na revolta de 1820 devido à conjuntura política. Assim, no seio da massa revolucionária estavam latentes orientações antagónicas, quer sociais, quer políticas, ou mesmo pessoais. Toda a questão começou com a forma como foram convocadas as últimas Cortes Constituintes. Contrariamente ao que se havia proposto à Junta das Cortes, não foi seguido o modelo espanhol das Cortes de Cádis de 1812. Os militares indignados, liderados pelo marechal Gaspar Teixeira de Lacerda (1763-1838), convocaram uma concentração militar e civil junto da sede do Governo para o dia 11 de novembro (dia de S. Martinho), com o objetivo de imporem as suas disposições, à qual aderem conservadores e absolutistas. Os golpistas pretendiam o afastamento imediato de Manuel Fernandes Tomás e do tipo de liberalismo que então dominava a política portuguesa.
Para além do marechal Gaspar Teixeira de Lacerda, estavam do lado dos revoltosos, Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira , o brigadeiro António da Silveira Pinto da Fonseca, Joaquim Teles Jordão e Bernardo de Sá Nogueira.
Contudo, a resposta rápida de alguns dirigentes liberais, de vários chefes militares, de homens do comércio, da Maçonaria e da imprensa fez fracassar esta conspiração, estando a situação serenada e resolvida a 17 de novembro. Este incidente terminou com o afastamento definitivo das forças conservadoras e absolutistas da revolução vintista e da sua radicalização num caminho liberal.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)

Bernardo de Sá Nogueira (mais tarde Marquês de Sá da Bandeira) 


Os golpistas pretendiam o afastamento imediato de Manuel Fernandes Tomás

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