terça-feira, 15 de dezembro de 2015

15 de Dezembro de 1675: O pintor holandês Johannes Vermeer morre em Delft

Johannes Vermeer, célebre pintor holandês, viveu toda a vida na sua terra natal, Delft, onde morreu no dia 15 de Dezembro de 1675. Está sepultado na Igreja Velha (Oude Kerk) da cidade. Ao lado de Rembrandt é um dos pintores holandeses mais famosos e importantes do século XVII, período conhecido por Idade de Ouro da arte no país devido às suas relevantes conquistas culturais e artísticas.
Os seus quadros são admirados pelas cores transparentes, pelo brilhante uso da luz e por composições inteligentes. Criou algumas das mais primorosas pinturas da arte universal. Os seus trabalhos são raros. Dos 35 ou 36 quadros a ele atribuídos, a maioria são de retratos de figuras em interiores. Todas as suas obras são admiradas pela sensibilidade em trabalhar com efeitos de luz e cor e pela qualidade poética das suas imagens.

Pouco se sabe ao certo da vida e da carreira de Vermeer. O seu professor pode ter sido Leonaert Bramer, um artista de Delft, testemunha do seu casamento em 1653, ou o pintor Carel Fabritius. O seu primeiro quadro assinado e datado , ‘A Alcoviteira’ (1656), é tematicamente relacionado com uma pintura de Dirck van Baburen. A influência de Hendrick Terbrugghen, cujo estilo antecipava as tonalidades de luz e cor das obras do mestre de Delft, também é possível.
Durante o final dos anos 1650, Vermeer, ao lado do seu colega Pieter de Hooch, passou a dar ênfase à pintura de figuras em espaços interiores, valorizando a descrição minuciosa da personagem e das suas acções. Nas suas primeiras pinturas, como ‘A Leiteira’, Vermeer encontra um delicado equilíbrio entre os elementos composicionais e figurais, alcançando efeitos que provocam fortes sensações com a modelagem de formas em firmes pinceladas. Mais tarde, voltou-se para combinações mais ténues de vidros a fim de produzir superfícies transparentes e subtis.
Uma aguda sensibilidade para os efeitos de luz e cor e o propósito de definir com exactidão as relações espaciais provavelmente encorajou Vermeer a experimentar a ‘câmara escura’, um dispositivo óptico que podia projectar a imagem de objectos ensolarados colocados diante dela com extraordinário realismo. Alguns críticos afirmam, contudo, que, embora possa ter buscado pintar os efeitos da câmara no seu ‘Vista de Delft’, é improvável que o tenha realmente feito.
Referências moralistas ocorreram em diversas obras de Vermeer, embora tendessem a ser obscurecidas pelo vibrante realismo das pinturas. Em ‘A Carta de Amor’, uma obra do final da sua carreira, quando o ambiente espacial se torna mais complexo e as figuras se parecem mais abonecadas do que nos seus primeiros trabalhos, ele inclui na parede da tela a pintura de um barco no mar.
Depois da sua morte, Vermeer foi desprezado pela maioria dos coleccionadores durante mais de dois séculos. Nesse período, as suas poucas obras eram comumente atribuídas a outros artistas. Foi só em 1866, quando o crítico francês W. Thore-Burger o “redescobriu”, que as suas obras se tornarame amplamente disseminadas e reconhecidas como verdadeiras Veermers. 

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)
A alcoviteira (1656): A figura da esquerda crê-se ser o auto retrato de Vermeer.
Arquivo: Menina com uma pérola Earring.jpg

Arquivo: Johannes Vermeer - Het Melkmeisje - Google Art Project.jpg
Análise da obra "A Leiteira"


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