terça-feira, 15 de dezembro de 2015

15 de Dezembro de 37: Nasce o Imperador Nero

Quinto imperador romano, tornou-se infame pela sua vida de devassidão tendo perseguido ferozmente os cristãos. Lucius Domicius Aenobarbus, depois Nero Claudius Caesar Drusus Germanicus, era filho de Agripina, a Jovem e de Gneus Domitius Aenobarbus. Nasceu em Antium a 15 de Dezembro de 37 d. C., sendo adoptado por Cláudio em 50. Casou com Octávia, filha deste e de Messalina, em 53. Foi proclamado imperador quando Cláudio faleceu, a 13 de Outubro de 54. Era então aluno de Séneca. A sua autoridade apoiava-se nos pretorianos do prefeito Burro.No início do seu reinado é favorável ao Senado. Porém, algumas tragédias palacianas (como o assassinato de Britânico, filho de Cláudio) auguram mau futuro. com o assassínio de Agripina, em Março de 59 (ordenado pelo próprio), Nero governa pessoalmente, cada vez mais afastado de Séneca. Assume, então, o aspecto de um soberano helenístico.
Burro morre em 62. O novo prefeito do Pretório é Tigelino. Nessa altura, Nero inicia-se na religião mazdaísta e no culto do Sol-Rei.
Depois do incêndio de Roma, em 64 (reconstrução da Domus Transitoria ou Casa Dourada), atribuído a um propósito premeditado de Nero, eclodiu a Revolta de Pisão (65), na qual estava comprometida uma grande parte da aristocracia senatorial. A repressão é implacável.
Em 66, Nero vai para a Grécia, onde participa nos Jogos. No ano seguinte, é chamado a Roma, onde tem de enfrentar várias sublevações, como a de Julius Vindex, governador da Gália lionesa (província de Lugdunum, Gália) e depois a de Galba, governador da Tarraconense, na Hispânia, e ainda a de Otão, na Lusitânia. O Senado declara Nero como vencido em 68. Nesse ano, em Junho, Nero suicida-se.
A veracidade das histórias sobre o reinado de Nero é duvidosa, pois não sobreviveram fontes bibliográficas contemporâneas ao imperador. As primeiras histórias existentes mostram-se críticas demais ou são uma série de louvores. Além disso, a credibilidade dos relatos fica também embaçada pela presença de acontecimentos fantásticos e inverossímeis, sendo muitas as contradições que podemos encontrar entre os diferentes autores. Alguns historiadores conhecidos, como Fábio Rústico, Clúvio Rufo e Plínio o Velho, escreveram condenando o reinado de Nero em relatos que se perderam. Também foram escritas histórias sobre ele, de datas anteriores à sua ascensão ao trono, embora se desconheça o seu conteúdo.Por outro lado, fontes diferentes às citadas acrescentam uma visão limitada  sobre o imperador, embora poucas sejam favoráveis. Algumas das fontes porém, retratam-no como um imperador competente e popular entre o povo romano, especialmente no Oriente.
Nero. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
Wikipedia (imagens)

Ficheiro:Nero Agrippina aureus 54.png
Moeda com Nero e Agripina
Ficheiro:John William Waterhouse - The Remorse of the Emperor Nero after the Murder of his Mother.JPG
Os remorsos de Nero após o assassinato da sua mãe- John William Waterhouse

O Imperador Nero no Cinema

Quo Vadis 
Ficheiro:Poster - Quo Vadis (1951) 01.jpg





Quo Vadis é um filme épico de 1951 realizado por Mervyn LeRoy , a partir de um guião de John Lee Mahin , SN Behrman e Sonya Levien, cuja acção decorre entre os anos 64 e 68. O filme conta a história de um comandante militar romano, Marcus Vinicius ( Robert Taylor ) que regressa da  guerra e apaixona-se por uma cristã devota, Lygia ( Deborah Kerr ), e a pouco e pouco aproxima-se cada vez mais do cristianismo. A  história de amor é contada no contexto histórico do início do cristianismo e da perseguição de Nero ( Peter Ustinov). 






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