sábado, 19 de dezembro de 2015

19 de Dezembro de 1851: Morre William Turner, o" pintor da luz"

Joseph Mallord William Turner, pintor inglês, precursor do impressionismo, faleceu em sua casa no distrito londrino de Chelsea no dia 19 de Dezembro de 1851, aos 76 anos.

Nascido em 23 de Abril de 1775 em Covent Garden, bairro de Londres, “o pintor que roubou a luz do Sol” manifestou desde cedo inclinação para a arte. O seu pai  encorajou-o e expôs os trabalhos do filho na barbearia que possuía.

Após o início académico, o artista evolui em direcção a uma pintura verdadeiramente revolucionária que valoriza a luz e a água.

Depois da fase de aprendizagem, Turner realiza diversas viagens pela Inglaterra. Costumava tomar notas para os seus quadros muito antes de concretizá-los, incorporando à obra definitiva a impressão que reconstruia da própria memória.

Em 1791 obtém um prémio de desenho na Royal Academy graças a uma paisagem, o que o levou a inclinar-se por essa temática. Aos 20 anos, começa a trabalhar com óleo. Nessa época, chegam as primeiras encomendas e ele pinta paisagens campestres. As suas fontes de inspiração estavam nas pinturas de Rembrandt – de quem captaria os contrastes luz/sombra –, de Poussin, Claudio de Lorena e Dughet, pintores que lhe inspirariam a sobriedade clássica que se contempla nas  suas obras.

Em finais do século XVIII, os quadros de Turner são bastante escuros, interessando-lhe o dramatismo e a imponência, como bem se pode observar em "O Lago de Buttermere" e em "O Castelo de Dolbadern".

Em 1800 conhece Sarah Danby, jovem viúva, que seria durante anos a sua companheira, nascendo dessa união duas filhas: Evelina e Giorgiana.

Em 1802 Turner passa o Outono em Paris, onde conheceria pessoalmente Jacques-Louis David, pintor de Napoleão. Visita o Louvre, onde tem a oportunidade de copiar Tiziano, Rafael, Rubens e o próprio Rembrandt. A cor como meio de expressão seria o seu objectivo imediato, razão pela qual buscou inspiração no museu francês.

Já em 1807 os críticos começam a apontar  uma certa indefinição nos contornos e a utilização pouco apropriada da cor. O seu quadro "Salto do Reno" em Schaffhausen foi acusado de parecer “ter sido pintado com areia e gesso”. Turner passa a  interessar-se especialmente pela cor e pelo emprego de fundos brancos para o céu e a água, conferindo maior luminosidade aos tons claros.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
William Turner: Auto-retrato



Castelo Arundel, com arco-iris
O Naufrágio


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