quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

14 de Janeiro de 1914: Entra em funcionamento a primeira linha de montagem de automóveis Ford, com o modelo Ford T.

No dia 14 de Janeiro de 1914, o empresário norte-americano Henry Ford inaugura um novo modelo de produção: a montagem em cadeia ou, como é mais conhecida, a linha de montagem. Graças a essa inovação, o tempo de fabrico do automóvel Ford modelo T foi consideravelmente reduzido: de 6 horas para 1 hora e 30 minutos. A produtividade da fábrica quadruplicou. E a história da indústria mudaria para sempre com o sistema de gestão da produção que ficaria conhecido como "fordismo".

No fordismo, o trabalhador permanece estático no seu lugar e monta as peças que vão passando à sua frente sobre um tapete rolante. A velocidade do tapete é controlada pelo administrador. Charles Chaplin faria uma paródia do modelo no seu filme Tempos Modernos (1936). Na prática, o sistema era tão brutal que o operário do filme, após 10 ou 12 horas de trabalho a repetir o mesmo gesto de apertar parafusos, sai da fábrica e, enlouquecido, quer apertar até os botões do vestido de uma mulher.

Ford baseou os seus conceitos em Frederick Winslow Taylor, engenheiro de origem alemã que havia publicado em 1911 uma obra sobre a sua forma de gestão da produção. Designado mais tarde  “taylorismo”, ele  baseava-se numa organização científica do trabalho e tentava melhorar a rapidez de execução e de produção dos empregados.

Depois de anos de análise e testes na fábrica Midvale Steel, Ford preconizou, numa primeira etapa, a separação das tarefas. Ele propunha uma intensificação da divisão do trabalho - ou seja, fraccionar as etapas do processo produtivo de modo a que o trabalhador desenvolvesse tarefas ultraespecializadas e repetitivas.

Diferenciava o trabalho intelectual do trabalho manual, exercia um controlo sobre o tempo gasto em cada tarefa e um constante esforço de racionalização, para que a tarefa fosse executada num prazo mínimo. O trabalhador que produzisse mais em menos tempo receberia prémios como incentivos.
Os gerentes concebiam e cronometravam as tarefas, enquanto os operários se limitavam a executar, nos lugares determinados. O método obteve bons resultados, foi saudado pelos patrões mas repudiado pelos trabalhadores, que reclamavam pois estavam a  ser transformados em máquinas e levados à exaustão física.
Henry Ford foi o primeiro a pôr em prática, na sua empresa, o taylorismo. Posteriormente, inovou com o processo do fordismo, que absorveu aspectos do primeiro. Ele organizou a linha de montagem de cada fábrica para produzir mais, controlando melhor as fontes de matérias-primas e de energia, os transportes, a formação da mão-de-obra e padronizando os produtos.
Henry Ford adoptou três princípios básicos: o princípio de intensificação (diminuir o tempo de duração com o uso imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado); a economia (reduzir ao mínimo o volume do stock da matéria-prima em transformação) e a produtividade (aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período por meio da especialização e da linha de montagem).
Finalmente, para atingir os seus objectivos de lucro, produzir ao máximo, fazer escoar rapidamente a produção, Ford concluiu com sagacidade que, aumentando o salário dos seus milhares de empregados, eles mesmos seriam os compradores dos seus automóveis.

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)
Ford T
Linha de Montagem (Ford Modelo A)


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