segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

As Invasões Francesas

A Primeira Invasão
Em novembro de 1807, o general Junot entrava em Lisboa, onde deparou com uma regência assegurada por cinco pessoas presidida pelo marquês de Abrantes. A regência foi automaticamente dissolvida. O país passou então a ser governado como um território conquistado, e foi assolado por atos de violência e roubos perpetrados pelos cerca de 50 mil soldados franceses e espanhóis espalhados pelo país.
O exército nacional foi reconvertido numa espécie de legião lusitana ao serviço do exército francês, a qual, sempre que solicitada, seguia para lutar em vários pontos da Europa.
A resistência do povo português contra o invasor não se fez esperar. Em junho de 1808, no Norte do país foi aclamado o príncipe regente e foi estabelecida uma Junta Provisória, comandada pelo bispo do Porto. No resto do país multiplicavam-se os atos rebeldes, sobretudo a partir do momento em que as tropas espanholas se retiraram, na sequência de insurreições contra os franceses em Espanha.
Os ingleses foram estimulados por este movimento popular e, chefiados por sir Arthur Wellesley, o futuro Lord Wellington, chegaram ao nosso país em junho desse ano. Mais tarde, o contingente inglês foi engrossado com o envio de mais tropas que, aliadas às portuguesas, derrotaram os franceses na Estremadura, nas batalhas da Roliça e do Vimeiro. Face a estas derrotas, o general francês foi forçado a pedir um armistício e em setembro os exércitos de Junot partiam para França.
A regência assumiu de novo o governo da nação agora sob o comando do marquês das Minas. A primeira preocupação deste governo, após a restauração da ordem, foi a preparação para um muito provável novo ataque francês. A resistência foi liderada pelo general inglês William Beresford, nomeado depois marechal. Este tomou o poder do país, que exerceu quase até 1820.
Primeira Invasão Francesa. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
 
A Segunda Invasão
Em fevereiro de 1809 o marechal Soult, duque da Dalmácia, deu início à segunda invasão francesa.
A entrada das tropas francesas deu-se por Trás-os-Montes, o que permitiu a conquista da Região Norte do país até à fronteira do Douro e satisfazer o sonho de Soult de governar a Lusitânia setentrional, uma das regiões negociadas no acordo de Fontainebleau, antes de Portugal ser invadido pelas tropas napoleónicas e espanholas. Este sonho do general Soult, a par do megalómano sonho de Napoleão de reconstruir um império, durou pouco tempo. Rapidamente as forças anglo-portuguesas combinaram esforços e conseguiram empurrar, de novo, o Exército francês para Espanha, em maio de 1809. Nesta invasão, ficou tristemente célebre o episódio da "ponte das barcas", um desastre que provocou um grande número de mortos entre as populações, que, aterrorizadas pela chegada do invasor, procuraram refúgio na cidade do Porto, atravessando a velha ponte das barcas, que não suportou o peso de tanta gente.
Segunda Invasão Francesa. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
 
A Terceira Invasão
Lord Wellington preparou novamente a defesa portuguesa, desta feita de Lisboa, contra um terceiro ataque francês, que se previa para o outono de 1809. A capital do reino foi protegida por três linhas fortificadas, sendo a linha defensiva mais imponente a de Torres Vedras, a cerca de 40 km. Trata-se das célebres "linhas de Torres" (fortificações planeadas pelo major José Maria das Neves Costa), que permaneceram na toponímia da região. Este plano defensivo tornava quase impossível a entrada em Lisboa. De facto, quando o exército francês, comandado pelo prestigiado marechal Masséna e onde se destacava também o general Ney, entrou em Portugal, em junho de 1810, naquela que seria a última invasão francesa, foi travado em Torres Novas, logo depois de ter sido vencido no Buçaco. Durante cinco meses, os dois exércitos mediram as suas forças; o exército francês esperava pelo envio de reforços, enquanto que o exército britânico contava com a exaustão dos franceses.
Em março de 1811 os franceses não esperaram mais pelo reforço e deram início à sua retirada de Portugal. Beresford, o marechal inglês, derrotou-os mais uma vez em Redinha. A fronteira foi passada em outubro; em Espanha os franceses foram empurrados para Toulouse pela pressão do exército britânico, que contava com o auxílio de soldados portugueses e espanhóis.
A independência de Portugal foi retomada entre 1814 e 1815, pelo Congresso de Viena, que decidiu igualmente restituir Olivença a Portugal, determinação que todavia nunca foi cumprida por Madrid.


Terceira Invasão Francesa. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
wikipedia(imagens)
JN
 
Ficheiro:General Jean Andoche Junot.jpg
Junot, comandante das forças invasoras franco-espanholas em 1807-1808
Ficheiro:Marechal-soult.jpg
O Marechal Soult


André Masséna marechal do Primeiro Império Francês 
 Mapa das invasões francesas
O Mapa das Invasões Francesas a Portugal

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