sábado, 26 de março de 2016

26 de Março de 1898: A Art Nouveau conquista Viena

No dia 26 de Março de 1898, foi inaugurada na capital austríaca a primeira mostra da Secessão de Viena, um grupo formado por novos artistas que se opunham à dominação da Casa do Artista.
No final do século XIX, reinava um clima de inovação nas artes e um novo estilo começou a impor-se na Europa. Ele floresceu de 1890 até à Primeira Guerra Mundial e teve designações diferentes. Em França, foi chamado Art Nouveau; na Alemanha, Jugendstil; na Áustria, Secessão; na Itália, Liberty e, na Inglaterra, Modern Style.
Um dos principais centros de propagação da nova arte foi Viena. Na capital austríaca, 19 artistas  formaram o chamado grupo Secessão de Viena, independente do meio artístico reconhecido pelo Estado.
No dia 26 de Março de 1898, a nova associação de artistas, liderada por Gustav Klimt, Kolo Moser, Joseph Hoffmann e Alfred Roller, lançou a pedra fundamental da sua própria galeria. O edifício branco com um hemisfério em folhas douradas na cúpula lembra um planetário. As exposições da Secessão – como foi baptizada a galeria – tiveram forte repercussão pública e aumentaram rapidamente a fama do grupo.
Nessa época, ainda dominava em Viena o historicismo neobarroco, marcado por quadros pomposos e detalhistas do pintor Hans Markart. Provocativo, o novo estilo Secessão (Art Nouveau) valorizava o decorativo e o ornamental, determinando formas tridimensionais delicadas, sinuosas, onduladas e sempre assimétricas. Foi uma reacção individualista de conteúdo romântico frente às tendências ecléticas e ao classicismo académico.
A pintura do austríaco Gustav Klimt (O Beijo), as ilustrações eróticas do inglês Aubrey Beardsley, as obras dos franceses Émile Gallé e René Lalique, os projectos arquitectónicos do belga Victor Horta, do francês Hector Guimard (que desenhou as saídas do metro de Paris) e a arquitectura do catalão Antonio Gaudí são os exemplos mais típicos desse estilo.
A Art Nouveau – também chamada "estilo 1900" – valorizava a linha curva, inspirada no mundo vegetal (Bélgica, França) ou na geometria (Escócia, Áustria). O propósito comum era acabar com a imitação de estilos do passado, substituindo-os por uma arquitectura florida, que explorava o artesanato, os materiais coloridos e revestimentos exóticos. Foi também uma tentativa de integrar a arte na vida social.
O novo estilo estendeu-se a todos os campos da arte. A música extrapolou lentamente os limites da tonalidade.  Os costureiros libertaram o guarda-roupa feminino do clássico espartilho. Arquitectos desta corrente construíram nas metrópoles europeias estações de metro tão elegantes quanto casas de ópera. O novo estilo invadiu também as fábricas de tecidos, cristais e joias. Em poucos anos, o Jugendstil tornou-se omnipresente, a ponto de ser criticado pela revista Jugend – principal porta-voz do movimento.
Uma das características marcantes da Art Nouveau foi o facto de ter sido um "estilo de artistas", que procurou a unidade e igualdade das artes. Vinculado intrinsecamente à literatura, pintura, escultura, música, às artes decorativas e gráficas, o movimento propagou ideais estéticos inexplorados e, na sua fase final, tentou conciliar a arte com a indústria. A Primeira Guerra Mundial (1914–1918) pôs fim à Art Nouveau, que foi sucedida pela Art Déco, o estilo Bauhaus e o Expressionismo.
Fontes: DW
wikipedia (imagens)
O edifício da Secessão de Viena

File:Secession Vienna June 2006 006.jpg

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
O Beijo - Gustav Klimt
File:Alfons Mucha - 1896 - Biscuits Lefèvre-Utile.jpg

Alphonse Mucha - Biscuits Lefèvre-Utile

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