terça-feira, 12 de abril de 2016

12 de Abril de 65: Morte de Séneca, Filósofo, Dramaturgo e Estadista romano

Lucius Annaeus Seneca, o Jovem, filósofo, orador e estadista romano, nasceu em Córdova no ano 4 a.C. e morreu em Roma em 65 d.C.Era o segundo filho de uma família rica. O pai, Lucius Annaeus Séneca, o Velho, tornou-se famoso em Roma como professor de Retórica.
Séneca foi levado para Roma por uma tia e treinado como orador e educado em filosofia.
A sua saúde tornou-se débil e foi para o Egipto, em repouso, para casa da tia, mulher do prefeito, Gaius Galerius.Regressado a Roma, por volta de 31 d.C., começou a sua carreira como político e advogado.
Em 41 o imperador Cláudio desterrou-o para a Córsega por acusação de adultério com a princesa Lucia Livilla, sobrinha do imperador. estudou ciências naturais e filosofia e escreveu os três tratados intitulados Consolationes. Por influência de Agripina, mulher do imperador, retornou a Roma em 49, foi nomeado pretor em 50, casou com Pompeia Paulina, mulher rica, rodeou-se de um poderoso grupo de amigos e tornou-se tutor do futuro imperador Nero.A morte de Cláudio, em 54, trouxe Séneca para a ribalta.
O primeiro discurso de Nero, escrito por Séneca, prometia liberdade para o Senado e o fim da influência das mulheres.Agripina, mãe de Nero, entendia que a sua influência devia continuar, e havia mais inimigos.
Séneca, durante algum tempo, exerceu influência benéfica sobre o jovem, mas, aos poucos, foi forçado a adoptar atitudes de complacência. Chegou mesmo a redigir uma carta ao Senado na qual se alega que tentou justificar a execução de Agripina em 59. Séneca sabia que a maior culpa pela sua morte havia sido da própria Agripina, que pretendia imperar e que se tornara hostil por ambição, capricho e corrupção; a sua raiva crescente só fez aumentar a vingança matricida de Nero, que não deu mais ouvidos às palavras severas dos seus dois conselheiros. Séneca foi, então, muito criticado pela fraca oposição à tirania e à acumulação de riquezas de Nero, incompatíveis com as concepções estoicas. 
Depois da morte de Burrus, em 62, Séneca sentiu que não poderia continuar. Teve autorização para se retirar e nos últimos anos da sua vida escreveu algumas das suas melhores obras filosóficas.
Em 65, os seus inimigos acusaram-no de ter tomado parte na conspiração de Piso, na qual o assassínio de Nero teria sido planeado. Sem qualquer julgamento, foi obrigado a cometer o suicídio. Na presença dos seus amigos, cortou os pulsos com o ânimo sereno que defendia na sua filosofia. 
Principais obras filosóficas: Apolocyntosis divi Claudii, Naturales questiones, Consolationes, De ira, De Clementia, De Tranquillitate animi, De vita beata, De constantia sapientis, De otio, De beneficiis, De brevitate vitae.
Séneca. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)


Ficheiro:Seneca.jpg
Séneca - desenho de Peter Paul Rubens
A Morte de Séneca - Luca Giordano
File:Plato Seneca Aristotle medieval.jpg



Platão, Séneca e Aristóteles - Ilustração de um Manuscrito Medieval.

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