quinta-feira, 28 de abril de 2016

28 de Abril de 1945: Mussolini é executado quando tentava a fuga de Itália para a Suiça

Benito Mussolini  nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou  os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província.
Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).
Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do cardeal".
Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se  responsável pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Usando as suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.
Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa, após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir um império africano, alinha com  a Alemanha hitleriana e o Japão imperial, apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia, terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos aliados e dos movimentos de resistência. Em Abril de 1945, após as tropas alemãs capitularem na Itália, os guerrilheiros antifascistas ("partigiani") conquistaram Milão e apertaram o cerco a Mussolini. Na época, o ex-ditador já estava afastado do poder (desde 1943) e contava com a protecção das tropas nazis para dominar partes da Itália que não haviam sido ocupadas pelos aliados. Segundo relatos, Mussolini tentou fugir para a Suíça, ou a Áustria, quando foi preso pelos homens da resistência italiana, ele e sua companheira, Clara Petacci, foram executados e os seus corpos  transportados para Milão e colocados na Piazza Loreto onde ficaram pendurados pelos pés numa viga, sendo retirados horas depois e deixados na via pública.  Entretanto, desde o fim da guerra, as circunstâncias da morte de Mussolini e a identidade do assassino fazem parte de constantes confusões, disputas e controvérsias na Itália.
No dia seguinte à execução do ditador, o primeiro-ministro italiano Ivanoe Bonomi confirmou o fuzilamento. Em Portugal,  António de Oliveira Salazar, determinou a celebração de missas   em Lisboa pela alma de Mussolini e Hitler, que morreria dois dias depois do Duce. O governo de Salazar decretou luto oficial  pela morte de Hitler.


Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
Wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Mussolini-ggbain.jpg
Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George Grantham Bain
Arquivo: Fasci di combattimento.jpg
Manifesto fascista publicado no Il Popolo d'Italia, 06 de Junho de 1919

File:Newsweek May 13 1940 Mussolini.jpg
Benito Mussolini na capa da revista Newsweek , 13 de Maio de 1940

O corpo de Mussolini (segundo a partir da esquerda) junto a ClaraPetacci (no meio) e outros fascistas na Piazzale Loreto, Milão

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