sexta-feira, 20 de maio de 2016

20 de Maio de 1506: O navegador Cristóvão Colombo morre em Espanha

 

No dia 20 de Maio de 1506, morre em Valladolid o navegador Cristóvão Colombo. Com apenas 55 anos, partiria cercado de riquezas, mas, por sua vez, quase cego, convencido sempre de ter alcançado a Ásia e sem tem compreendido o verdadeiro alcance das suas viagens.

A rainha Isabel a Católica, que apoiou  Colombo desde o começo da sua aventura, morre no final de Novembro de 1504, menos de um mês após o regresso do “Almirante do Mar Oceano”. Colombo ficou bastante afectado pelo falecimento da soberana. O rei Fernando, então em guerra,  desinteressou-se do aventureiro.

Ficou amargurado e frustrado pela perda de parte dos seus privilégios. Doente e debilitado, parte para Sevilha, onde morou  numa casa alugada da paróquia de Santa Maria. Ali viveu só, esquecido pelos contemporâneos, abandonado pela maioria dos companheiros de aventura que enriqueceram graças a ele.

Os direitos que alcançou com as suas descobertas foram enormes. Em Santo Domingo, o seu homem de confiança, Carvajal, vigia as suas posses e guarda as receitas. Durante, pelo menos, duas gerações, os herdeiros de Colombo viveriam na opulência.

Um dos seus filhos, Diego, entra na corte com 24 anos. Ex-pagem, depois guarda da rainha e, por fim, guarda do rei, torna-se um hábil cortesão representando o seu falecido pai na corte. Em 1508, casa-se com Maria de Toledo y Rojas, filha de Fernando de Toledo, sobrinho do duque de Alba, um dos Grandes de Espanha.

Em Maio de 1505, Colombo viaja  500 quilómetros, de Sevilha a Segóvia, numa mula, para uma audiência com o rei obtida pelo filho. Não consegue do rei o cumprimento das promessas que lhe haviam sido feitas. Conserva apenas o título honorífico de “Almirante do Mar Oceano”.

No final de Abril de 1506, a saúde de Colombo agrava-se. A gota e a artrite  fazem-no sofrer. Ele é então levado de Segóvia a Valladolid. Á sua cabeceira estavam somente os dois filhos, Diego e Fernando, e os seus irmãos Bartolomeo e Diego, bem como monges franciscanos dos conventos vizinhos. Morre no dia da Ascensão, murmurando: “Na tua mão, Senhor, coloco a minha alma”.

O velório é celebrado na catedral de Valladolid. Em seguida, é enterrado pelos franciscanos no convento da Observância. Ninguém da corte assiste à cerimónia. O historiógrafo oficial da coroa, Pierre d'Anghierra, nem sequer menciona a morte de Colombo, que tão pouco é registada oficialmente. Em 1513, os seus restos são transferidos do convento dos franciscanos de Valladolid para Sevilha, graças à sua nora, Maria de Toledo, sobrinha do rei. No final de uma cerimónia na catedral de Sevilha, os restos mortais do Almirante são depositados na Cartuxa de Santa Maria de las Cuevas, na margem direita do rio Guadalquivir.

Em 1536, o corpo de Colombo atravessa o Oceano Atlântico e acaba em Santo Domingo. A sua última vontade era de repousar nesta ilha. O caixão é depositado na catedral local, recém construída.

Começa-se a reconhecer o mérito de Colombo de ter proporcionado à Espanha todo um continente, permitindo a esse país tornar-se o mais poderoso do mundo durante um breve período histórico. Não dizia o imperador Carlos V que o sol não se punha jamais no seu império?

Contudo, em seguida, o Almirante cai no esquecimento a ponto de ninguém saber ao certo onde estava sepultado. Em 1899, após a guerra Hispano-Americana, que disputava Cuba, os presumíveis restos de Colombo que, a priori, estavam enterrados em algum lugar do Caribe, são levados para Sevilha.

Em 1902, um monumento é dedicado a Colombo na catedral de Sevilha onde, atrás do coro, já repousava o seu filho, Fernando. No entanto, se havia certeza da autenticidade dos espólios de Fernando, o mesmo não ocorria com os de seu pai, conservados numa pequena urna.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens) 




Provável retrato de Colombo em pormenor da "Virgen de los Navegantes" pintado por Alejo Fernández entre 1500 e 1536, actualmente na "Sala de los Almirantes", no Reales Alcázares de Sevilha
Cristóvão Colombo perante os reis católicos
 
 
 
 
File:The death of Columbus.jpg
A morte de Cristóvão Colombo - Litografia de L. Prang

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