segunda-feira, 11 de julho de 2016

11 de Julho de 1975: É anunciada a descoberta do Exército de terracota de Xian

Arqueólogos chineses anunciaram no dia 11 de Julho de 1975 a descoberta de uma gigantesca sepultura de 20 mil m2 do primeiro imperador de Qin Shihuangid, que reinou de 221 a 207 a. C., perto de Xian. A sepultura continha estátuas de mais de seis mil soldados e cavalos em terracota em tamanho natural, um verdadeiro exército enterrado  com o soberano a fim de acompanhá-lo ao “outro mundo". As esculturas, que datam  aproximadamente do final do século III aC, foram descobertas em 1974 por agricultores locais no distrito de Lintong, em Xian, na província de Shaanxi. Começada em 221 a. C., a obra teria levado 36 anos a ser concluída e cerca de 700 mil trabalhadores ajudaram a completá-la. Os guerreiros têm todos rosto diferente e estão armados, prontos para o combate. 

O imperador Qin Shihuang foi um dos mais importantes governantes da história chinesa. Deixou um legado tão moralmente complicado quanto o de Pedro o Grande. Como o czar russo, ficou conhecido pelas suas contribuições para a implantação de um Estado moderno tanto quanto por ter sacrificado a vida de milhares de trabalhadores em troca dos seus visionários projectos. 

Embora vilipendiado pela tirania, Qin Shihuangdi é admirado pelas diversas políticas radicais e perspicazes. Para unificar sete distintos Estados numa única nação, padronizou uma escrita comum e estabeleceu sistemas monetários e medidas uniformes. A fim de tornar eficiente o governo, codificou um sistema legal e submeteu governantes hereditários a um sistema administrativo centralmente conduzido. Para melhorar a produtividade manufactureira, encorajou reformas agrícolas e construiu muitos caminhos. E num esforço para limitar a invasão de tribos bárbaras, mandou construir uma fortificação ao longo da fronteira norte, a primeira Grande Muralha. 

As obras e as esculturas tiveram início logo que o imperador ascendeu ao trono. Todos os trabalhadores e as concubinas sem filhos foram com eles sepultados a fim de salvaguardar os segredos. Segundo os “Registos Históricos” de Sima Qian, escrito um século depois, céu e terra são representados na câmara central da sepultura. O tecto, incrustado de pérolas, representa o céu estrelado. O chão, feito de pedra, forma o mapa do reino chinês; 100 rios de mercúrio fluem através dele. E todos os tipos de tesouro são protegidos por armadilhas com explosivos mortais. 

A parte principal do mausoléu ainda está por ser escavada, em parte porque os arqueólogos ainda estão incertos quanto à sua exacta localização. Com frequência os imperadores construíam um conjunto de túmulos funerários simplesmente para dificultar aos ladrões a localização do verdadeiro túmulo. O túmulo do imperador não indica necessariamente o local da sua maravilhosa câmara central. 

A montagem de cada uma das estátuas ocas sobre pernas sólidas permitiu aos artesãos resolver o desconcertante problema de como fazer uma estátua portátil. Cabeças, braços e pernas ocos, feitas de terracota, foram misturados com argila e colocados sobre as pernas sólidas. Depois de montado esse modelo sem acabamento, uma camada de argila era acrescentada, e aspectos como olhos, boca, nariz, bem como detalhes de roupa eram esculpidos na argila enquanto ainda estava flexível. Peças adicionais como barba, orelhas e armadura eram modeladas separadamente e pregadas, após o que a figura completa era levada ao fogo em elevada temperatura.  

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Os Guerreiros de Xian
Os Guerreiros de Terracota
Os guerreiros têm expressões faciais individualizadas

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