quarta-feira, 20 de julho de 2016

20 de Julho de 1944: Operação Valquíria, atentado de Stauffenberg contra Hitler

O conde Claus Philip Maria Schenk von Stauffenberg é um dos principais actores da conspiração que culminou no fracassado atentado contra Adolf Hitler em 20 de Julho de 1944. Nascido na Suábia a 15 de Novembro de 1907, Stauffenberg foi um patriota alemão conservador, que a princípio simpatizou com os aspectos nacionalistas e militaristas do regime nazi.
Mas desde cedo começou a questionar não só o genocídio de judeus, polacos, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, em sua opinião "inadequada", de comando militar alemão. Mesmo assim, como muitos outros militares, preferiu no começo manter-se fiel ao regime.
Em 1942, com seu irmão Berthold e outros membros da resistência, ele ajudou a elaborar uma declaração de governo pós-derrube de Hitler. Os conspiradores defendiam o retorno das liberdades e direitos previstos na Constituição de 1933, mas rejeitavam o restabelecimento da democracia parlamentar.

Em Março de 1942, Stauffenberg havia sido promovido a oficial do Estado Maior da 10ª Divisão de Tanques, com a incumbência de proteger as tropas do general Erwin Rommel, após o desembarque dos Aliados no norte da África. Num ataque aéreo em 7 de Abril de 1943, Stauffenberg perdeu um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda.
Após recuperar-se dos ferimentos, aliou-se aos generais Friedrich Olbricht, Alfred Mertz von Quinheim e Henning von Treskow na conspiração que passaram a chamar de Operação Valquíria. Oficialmente, a operação pretendia combater inquietações internas, mas na realidade preparava tudo para o período posterior ao planeado golpe de Estado.
Os planos do atentado que mataria Hitler foram elaborados com a participação de Carl-Friedrich Goerdeler e de Ludwig Beck. Os conspiradores mantinham, além disso, contactos com a resistência civil. Os planos visavam a eliminação de Hitler e dos seus sucessores potenciais – Hermann Göring e Heinrich Himmler. A primeira tentativa de atentado em Rastenburg (hoje Polónia), no dia 15 de Julho, fracassou.
Na manhã de 20 de Julho de 1944, Stauffenberg voou até o quartel-general do Führer "Wolfsschanze" ("Toca do Lobo"), na Prússia Oriental. Com o seu ajudante Werner von Haeften, ele conseguiu activar apenas um dos dois explosivos previstos para detonar. Mais tarde, usou uma desculpa para entrar na sala de conferências, onde depositou a bolsa com explosivos ao lado do ditador. Incomodado pela bolsa, Hitler colocou-a  mais longe de si. A explosão, às 12h42, matou quatro das 24 pessoas na sala. Hitler sobreviveu.
Na capital alemã, os conspiradores comunicaram por telefone, por volta das 15 horas, convencidos do êxito da missão: "Hitler morreu!" Duas horas mais tarde, a notícia foi desmentida. Na mesma noite, Von Stauffenberg, Von Haeften, Von Quirnheim e Friedrich Olbricht foram executados. No dia 21 de Julho, os mortos foram enterrados com os seus uniformes e condecorações militares. Mais tarde, Himmler mandou desenterrá-los e ordenou sua cremação. As cinzas foram espalhadas pelos campos.

 Fontes: DW
 wikipedia (imagens)
"A Toca do Lobo" depois da explosão

Stauffenberg (à esquerda) em Rastenburg em 15 de Julho de 1944. No centro Adolf Hitler. Stauffenberg já levava as bombas consigo mas decidiu não detoná-las naquele momento


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