sexta-feira, 2 de setembro de 2016

02 de Setembro de 1666: Tem início o Grande incêndio de Londres. As chamas devastam a cidade durante três dias, destruindo 13 mil edifícios e a antiga catedral de São Paulo.

Nas primeiras horas da manhã de 2 de Setembro de 1666, teve início um grande incêndio em Londres, com origem na padaria do rei Charles II em Pudding Lane, perto da ponte de Londres. O fogo espalhou-se rapidamente pela Thames Street, onde lojas cheias de combustível e um forte vento vindo do leste transformaram o local num inferno. Quando o incêndio finalmente foi extinto, em 6 de Setembro, mais de quarto quintos de Londres estavam destruídos. Acredita-se que poucas pessoas morreram. Os registos da época computaram um total de 100 mil pessoas sem casa e nove óbitos. Mas pesquisas actuais afirmam que milhares de pessoas podem ter morrido, já que os mais pobres e da classe média não eram registados.

O Grande Incêndio de Londres - como ficou conhecido - foi um desastre anunciado. Londres em 1666 era uma cidade de casas medievais, na sua maioria feitas de madeira de carvalho. Parte das casas mais pobres tinha as paredes cobertas com alcatrão, que evitava a humidade da chuva, porém, tornava as suas estruturas mais vulneráveis ao fogo. As ruas eram estreitas, as casas coladas umas às outras e os métodos de combate aos incêndios consistiam em brigadas de vizinhos armados de baldes e primitivas mangueiras manuais. 
Na noite de 1 de Setembro o padeiro do rei, Thomas Farrinor, deixou de apagar adequadamente o forno. Perto da meia-noite centelhas das brasas que queimavam lentamente atingiram as madeiras que jaziam ao lado do forno.A sua casa foi tomada pelas chamas. Farrinor conseguiu escapar com a família, mas um auxiliar do padeiro morreu atingido pelas chamas, a primeira vítima. Assim que o desastre cresceu, as autoridades municipais lutaram para derrubar as casas e estabelecer um bloqueio ao fogo, mas as chamas insistentemente chegavam a eles antes de completar a tarefa. A claridade das labaredas do grande incêndio podia ser avistada a 50 quilómetros. Em 5 de Setembro, o fogo cedeu e no dia seguinte pôde ser controlado. 

O grande incêndio de Londres destruiu 13 mil casas, perto de 90 igrejas e incontáveis edifícios públicos.O incêndio deu um prejuízo estimado em 10 milhões de libras. A ponte de Londres, parcialmente consumida por um incêndio em 1663, foi novamente consumida pelas chamas. A biblioteca de teologia do Sion College teve um terço dos seus livros queimados. O centro administrativo (Guildhall) – onde ocorriam julgamentos desde o século XIV foi seriamente danificado. Por sorte, a Temple Church (célebre construção que, durante a Idade Média, abrigou a Ordem dos Cavaleiros Templários) não foi danificada.
A velha catedral de São Paulo foi destruída, assim como muitos outros marcos históricos. Poucos dias depois, o rei Charles II tratou de iniciar a reconstrução da capital. O grande arquitecto Sir Christopher Wren desenhou uma nova catedral de São Paulo e dezenas de pequenas igrejas a rodeá-la como se fossem satélites. Para prevenir futuros incêndios, muitas casas foram erguidas com tijolos ou pedras e separadas por paredes mais grossas. Ruelas estreitas foram proibidas e as ruas  tornaram-se mais largas. Um Departamento permanente de bombeiros só se tornou realidade em meados do século XVIII.

Em 1670, foi erigida, perto da origem da calamidade, uma coluna em comemoração do Grande Incêndio. Conhecida como “The Monument" foi provavelmente projectada pelo arquitecto Robert Hooke, embora alguns o atribuam a Christopher Wren. 

             Opera Mundi 
             Wikipedia
Detalhe de um quadro de 1666 retratando o grande incêndio
A Catedral de São Paulo na época

File:The Great Fire of London, with Ludgate and Old St. Paul's.JPG
Ludgate em chamas

File:Christopher Wren by Godfrey Kneller 1711.jpg
Cristopher Wren, um dos arquitectos responsáveis pela reconstrução da cidade

Sem comentários:

Enviar um comentário