segunda-feira, 5 de setembro de 2016

05 de Setembro de 1972: O grupo palestiniano setembro Negro ataca a Aldeia Olímpica de Munique, fazendo refém a delegação israelita. Morrem 11 atletas.

Às 4 horas da madrugada do dia  5 de Setembro de 1972, dois funcionários dos correios haviam observado várias pessoas vestidas de forma desportiva a saltarem a vedação da Vila Olímpica em Munique. No entanto, não deram atenção especial ao facto, pensando serem atletas que voltavam de uma "escapadela".
Tratava-se, na realidade, de um grupo de terroristas palestinianos. Eles invadiram o alojamento da delegação israelita durante os Jogos Olímpicos em Munique, mataram um deles imediatamente e outro horas mais tarde.
Três membros da delegação conseguiram escapar, mas nove foram tomados como reféns dos terroristas, que se identificaram como membros do grupo Setembro Negro. O nome lembra o mês dos sangrentos conflitos entre o Exército da Jordânia e membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1970.
Os membros do grupo Setembro Negro exigiam um avião e a libertação de 200 palestinianos das prisões em Israel, reivindicação rejeitada pela primeira ministra  de Israel, Golda Meir.
As forças alemãs de segurança tentaram várias saídas, tanto financeiras como diplomáticas. Os palestinianos não aceitaram o pagamento de um resgate, nem a proposta do secretário do Interior da Baviera, que se ofereceu como refém em troca dos atletas. Eles insistiram na libertação dos presos.
A opinião pública e os representantes de outras 120 nações presentes em Munique tomaram conhecimento da situação apenas várias horas depois. Num esforço admirável, a República Federal da Alemanha havia tentado fazer desta a festa olímpica mais impressionante de todos os tempos, 36 anos após os Jogos organizados pela Berlim nazi.
A organização dos Jogos dera pouco relevo às tensões internacionais – não só no Médio Oriente – e falhara ao não incrementar a segurança com câmaras de vídeo, patrulhamento armado e vedações  mais altas.
Após várias tentativas fracassadas de negociação, na noite do mesmo dia, os terroristas e os reféns chegaram ao aeroporto de Fürstenfeldbruck, nos arredores da capital bávara, de onde acreditavam que levantariam voo.
Na realidade, era uma armadilha da polícia. Foram ouvidos tiros, explosões e um helicóptero incendiou-se. O então porta-voz do governo, Konrad Ahlers, divulgou erradamente a notícia de que todos os reféns tinham sido libertados.
Apenas na madrugada do dia 6 de Setembro se ficou a saber que os nove reféns israelitas, cinco palestinianos e um polícia haviam sido mortos. O facto gerou uma crise de credibilidade em relação ao governo alemão. A opinião pública passou a duvidar da versão oficial, de que as vítimas haviam sido mortas pelos terroristas, quando vieram à tona indicações de que poderiam ter sido atingidas por balas da polícia.
Com o passar dos anos, nem essa questão pode ser esclarecida – pois alguns arquivos desapareceram –, nem os pedidos de indemnização chegaram a ser completamente atendidos.
Em Munique, as competições ficaram interrompidas por 34 horas, e a Olimpíada acabou prorrogada por um dia, após uma cerimónia em memória das vítimas.
wikipedia (Imagens)

Arquivo: Ap munich905 T.jpg
Um dos membros do grupo Setembro Negro
Ficheiro:MunichMassacrePlaque.jpg
Placa em homenagem às vítimas do massacre

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