terça-feira, 6 de setembro de 2016

06 de Setembro de 1901: William McKinley, Presidente dos EUA, é alvejado por um anarquista, vindo a falecer uma semana mais tarde

No dia 6 de Setembro de 1901, o presidente norte-americano William McKinley é alvejado mortalmente nas instalações da Exposição Pan-Americana no estado de Nova Iorque. McKinley estava a saudar a multidão no Templo da Música quando Leon Czolgosz, um anarquista, deu um passo adiante e atirou duas vezes à queima-roupa. McKinley sobreviveu mas acabou por sucumbir devido a uma infecção gangrenosa em 14 de Setembro.

À época do seu assassinato, o presidente McKinley era muito popular e os Estados Unidos estavam a atravessar um período de paz e de galopante prosperidade. Czolgosz, um trabalhador de Cleveland que caíra sob a influência de líderes carismáticos do anarquismo como Emma Goldman e Alexander Berkman, tornou-se particularmente obcecado com Gaetano Bresci, um anarquista que assassinou a tiro o rei Humberto I da Itália em 29 de Julho de 1900. Czolgosz decidiu matar McKinley a fim de promover a causa anarquista. 


Enquanto os presidentes Abraham Lincoln (1809-1865) e James Abraham Garfield (1831-1881) estavam totalmente desprotegidos por ocasião dos seus assassinatos, o recém formado Serviço Secreto estava disponível para proteger o presidente McKinley. Porém quando Czolgosz avançou para aparentemente apertar a mão do presidente, mas com um lenço cobrindo o revólver calibre 32 na sua mão, os agentes de nada desconfiaram. 

Após os tiros, os agentes agarraram Czolgosz e começaram a golpeá-lo, McKinley alertou-os, "Calma, rapazes”, enquanto era levado para uma ambulância. A caminho do hospital, o presidente pediu ao seu secretário que fosse cuidadoso ao comunicar o acontecido à sua mulher. Trabalhando num edifício onde não se havia instalado electricidade, os cirurgiões operaram o presidente que parecia a princípio ter-se recuperado. A lenda conta que a sua dieta para o restabelecimento era constituída de ovos in natura e uísque. Antes de entrar em coma e falecer, as últimas palavras de McKinley foram: “É o desígnio de Deus. A sua vontade, não a nossa, foi feita”. 


O assassinato de McKinley levou a represálias contra os seus críticos em todo o país. Aqueles que falavam mal do presidente foram apontados e perseguidos. Emma Goldman chegou a ser presa sob a alegação de ter incitado o criminoso. Contudo, Czolgosz assumiu sozinho total responsabilidade pelo assassinato e foi enviado à cadeira eléctrica menos de dois meses mais tarde. As suas derradeiras palavras, antes de ser executado em 29 de Outubro de 1901, foram: “Não me arrependo do meu crime”. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


 
 Cartaz da campanha de William McKinley, 1896

Leon Czolgosz  alveja o Presidente McKinley com um revólver escondido

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