sexta-feira, 16 de setembro de 2016

16 de Setembro de 1769: Sebastião José de Carvalho e Melo recebe o título de Marquês do Pombal

Político e diplomata português, Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu a 13 de Maio de 1699 e casou, aos 23 anos, com uma senhora 10 anos mais velha e viúva.
Foi embaixador de D. João V nas cortes inglesa e austríaca. Embora sem significativo sucesso para Portugal, estas missões foram importantes para a formação política e económica de Sebastião José de Carvalho e Melo. Na Áustria casou, em segundas núpcias, com D. Leonor Daun. Em 1750, com a subida ao trono de D. José, foi nomeado secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. A sua grande capacidade de trabalho e de chefia revelou-se na forma como encarou o trágico terramoto de 1755, momento a partir do qual se tornou o homem de confiança de D. José I.Empenhou-se fortemente no reforço do poder régio, diminuindo o poder de algumas casas nobres. A 13 de Janeiro de 1759, acusados de tentativa contra a vida do rei, o duque de Aveiro, o marquês de Távora e a sua mulher foram torturados e executados em acto público.
Expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus porque a sua influência na sociedade portuguesa e as suas ligações internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder régio. Em 1759, recebeu o título de conde de Oeiras. O título de Conde de Oeiras foi instituído por decreto do rei D. José I de Portugal a 15 de Julho de 1759, em benefício de Sebastião José de Carvalho e Melo, em recompensa pela sua actuação no processo de reconstrução de Lisboa após o Terramoto de 1755. Em 1769 foi agraciado com o título de Marquês de Pombal, por decreto do rei D. José I, de 16 de Setembro do referido ano. 
As dificuldades económicas do Reino, provocadas sobretudo pela interrupção na exploração do ouro brasileiro, obrigaram o marquês a retomar a política de fomento industrial que havia sido iniciada com o  conde da Ericeira. Reformou o ensino, anteriormente nas mãos dos Jesuítas, através da adopção de novos métodos pedagógicos e da criação de novas escolas como o Real Colégio dos Nobres. Reformou a administração, as finanças e o sistema militar. Cometeu vários abusos do poder, o que lhe valeu a antipatia e a criação de inúmeros inimigos. Com o falecimento de D. José I, a oposição ao marquês tornou-se muito ativa e D. Maria I mandou realizar uma sindicância aos seus actos. Exilado em Pombal, o marquês defendeu-se atribuindo responsabilidades ao rei D. José I. Atendendo à sua idade avançada, 80 anos, foi apenas condenado a viver afastado de Lisboa. Faleceu em 1782 no seu palácio do Pombal.
Fontes: Marquês de Pombal. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.


wikipedia (Imagens)


File:Retrato do Marquês de Pombal.jpg

Retrato do Marquês de Pombal - Autor desconhecido

File:Louis-Michel van Loo 003.jpg

Retrato do Marquês e Pombal - Louis -Michel van Loo

1 comentário:

  1. Só duma Licenciada e professora especifica de História com uma grande dedicação é possivel na hora exacta apresentar artigos de valor apreciável, porque quem estudou o Marquês de Pombal verifica que era uma personagem de grande categoria para a época quando a seguir ao terramoto de 1755 construia a a Avenida da Liberdade em Lisboa, o Povo dizia Sr Marquês para quê uma avenida tão larga, Marquês de Pombal respondia se hoje pode-se achar larga a Avenida da Liberdade dentro de 200 anos haverá quem as ache estreita. A afirmação foi verdadeira que hoje achatamos curta a referida Avenida. A professora Alda Arraia está de para bens e motivada para continuar com as suas análises mesmo quando divergimos, muitas vezes diverge-se mas reanalizando de novo e com procura de outras questões acaba-se por compreender justeza de muitas situações e quem está no terreno e muito bem deve estar atento.

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