sexta-feira, 16 de setembro de 2016

16 de Setembro de 1977: Morre a grande diva da ópera Maria Callas

Diva da música lírica, Maria Callas, baptizada como Maria Anna Sophie Cecilia Kalogeropoulos, nasceu no seio de uma família grega, na cidade de Nova Iorque, no dia 2 de Dezembro de 1923.  

A sua voz tinha um timbre único e emblemático, que a transformou na maior soprano da história do estilo lírico e na mais famosa intérprete de ópera do século XX. Além disso, ela protagonizou várias óperas até então votadas ao esquecimento. 
No dia 21 de Janeiro de 1941 ela estreou-se profissionalmente como Beatrice, na ópera Bocaccio, no Palas Cinema, em Atenas, com a Companhia de Teatro Lírico, ao lado da qual ela também se apresentará em Tosca, Tiefland, Cavalleria Rusticana, Fidelio e Der Bettelstudent, nos quatro anos seguintes.
O seu ‘debut’ em Itália aconteceu em 1947, na cidade de Verona, quando  interpretou Gioconda, sob a direcção do maestro Tullio Sefarin, que a partir de então se tornou o seu mestre na música. Em 1949 Callas contraiu matrimónio com Giovanni Battista Menegghini; esta união duraria apenas dez anos. Maria ela revelava na sua vida privada o mesmo dramatismo que apresentava nos palcos, ao interpretar as suas inúmeras heroínas. Não era fácil para maestros e companheiros de trabalho actuarem ao seu lado, pois ela entrava constantemente em conflito com os colegas.  Outra façanha de Maria refere-se à silhueta. De soprano com excesso de peso, em poucos meses ela transformou-se numa sílfide e abriu um debate acalorado sobre o impacto do emagrecimento sobre a sua voz. Esse episódio é apontado como uma das maiores provas da sua quase lendária persistência, uma força de vontade assombrosa que a atraía como íman para todos os desafios, tanto na carreira artística como na vida íntima.
Depois de se separar do seu marido, mais velho que ela, Maria viveu uma forte paixão ao lado do grego Aristóteles Onassis, famoso pela sua vasta fortuna, junto a quem não encontrou a felicidade mas sim uma repercussão sensacionalista nos meios de comunicação social.
Callas manteve uma relação de amor e ódio com os administradores dos principais teatros em que actuou. No La Scalla de Roma  entrou em conflito com Antonio Ghiringhelli, que a proibiu de subir ao seu palco, o que ela só voltou a fazer em 1960, com o espetáculo Poliuto, de Donizetti. Rudolf Bing  exonerou-a do Metropolitan, após algumas divergências entre ambos.
A última etapa da sua existência aconteceu na sua residência, na capital francesa. A sua voz já não tinha o mesmo vigor. Maria morreu sozinha, no seu apartamento de Paris, a 16 de Setembro de 1977, vítima de um enfarte.



wikipedia (Imagens)
Arquivo: Maria Callas (La Traviata) 2.JPG

Maria Callas como Violetta em La Traviata (1958), fotografada por Houston Rogers



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