domingo, 18 de setembro de 2016

18 de Setembro de 1814: Tem início o Congresso de Viena

O Congresso de Viena foi a base de sérias decisões para a Europa. Napoleão havia sido derrotado, pondo um fim à hegemonia da França no continente. Os territórios tinham de ser redistribuídos e as relações de poder, reequilibradas.

No dia 18 de Setembro de 1814, chefes de Estado e de governo das grandes potências tinham-se se reunido pela primeira vez no palácio Hofburg, em Viena, para a Conferência de Paz. O Congresso de Viena foi a base de sérias decisões para a Europa. Napoleão havia sido derrotado, pondo fim à hegemonia da França no continente. Os territórios tinham de ser redistribuídos e as relações de poder, reequilibradas com base na restauração das monarquias.

O organizador do evento, que se desenrolou entre 1814 e 1815, foi o ministro austríaco dos Negócios Estrangeiros Exterior, Clemens Wenzel, príncipe de Metternich. Durante o congresso os diplomatas entregaram-se a bailes e banquetes, concertos e caçadas. À parte, os negociadores de peso definiam em privado as questões centrais.
Quatro homens tomaram as grandes decisões: Metternich; o Czar Alexander I;  Visconde Castlereagh, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, e Charles de Talleyrand, o ministro dos Negócios Estrangeiros  francês. Castlereagh disse que não tinha ido a Viena para “coleccionar trofeus e sim para trazer o mundo de volta ao comportamento pacífico.” Para tanto o melhor caminho seria restaurar o equilíbrio de poder e evitar que as grandes potências se tornassem nem excessivamente fortes nem muito fracas.

Talleyrand, por sua vez, havia sido bispo secular no Velho Regime, apoiara a Revolução em 1789, tornara-se um dos poucos bispos a respaldar a Constituição Civil do Clero e serviu como ministro dos Negócios Estrangeiros de Napoleão. Este diplomata camaleónico era adepto de explorar as diferenças que dividiam os parceiros.

Para essas diferenças, Alexandre I contribuiu enormemente. Propôs uma parcial restauração da Polónia do século XVIII com ele próprio como monarca. A Áustria e a Prússia perderiam as suas terras naquele país. Alexandre queria o apoio da Prússia na anexação da Saxónia. Metternich e Castlereagh rejeitaram a proposta.

Talleyrand juntou-se a Metternich e Castlereagh ameaçando a Prússia e a Rússia com a guerra se não moderassem as suas exigências.
Resolvida a questão polaca, o Congresso pôde voltar-se para outras questões dinásticas e territoriais. Tronos e fronteiras deveriam ser restaurados como existiam em 1789. Na prática, a legitimidade foi ignorada uma vez que os diplomatas  deram conta que não poderiam desfazer todas as mudanças provocadas pela Revolução e Napoleão.

Embora sancionassem o retorno dos tronos da França, Espanha e Nápoles, o mesmo não puderam fazer com a quantidade de Estados germânicos que desapareceram desde 1789. Os mais importantes membros da Confederação Alemã, Prússia e Áustria, províncias do reino dos Habsburgo, seriam considerados parte da Alemanha.

 A Prússia, além de anexar parte da Saxónia, acrescentou o reino napoleónico da Vestefália aos seus dispersos territórios na Alemanha ocidental, criando a província do Reno. A Áustria perdeu a Bélgica que foi incorporada no reino da Holanda, porém Viena recuperou a costa oriental do mar Adriático e a antiga possessão dos Habsburgo da Lombardia.

Confirmou-se a transferência da Finlândia, da Suécia para a Rússia, compensando-se Estocolmo com a transferência da Noruega, do domínio da Dinamarca para o seu reino. Finalmente, a Grã-Bretanha recebeu a estratégica ilha de Malta e as ilhas Jónicas no mar Adriático, além de Ceilão e do Cabo da Boa Esperança e alguns pequenos postos militares franceses.

Sob o impacto da fuga de Napoleão do seu exílio na ilha de Elba, Castlereagh concebeu uma política para evitar eventual agressão francesa, fortalecendo os seus vizinhos. A norte os franceses deparariam com os belgas e holandeses unificados no reino dos Países Baixos; no nordeste, a província do Reno da Prússia; no leste a Suíça e o Piemonte. Ademais, a Quádrupla Aliança – Grã-Bretanha, Prússia, Áustria e Rússia –, formada em Novembro de 1815, concordou em usar a força, se necessário, para fazer cumprir os acordos de Viena. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
 Congresso de Viena por Jean-Baptiste Isabey, (1819). Embora os representantes de todos os estados que tinham participado nas guerras tenham sido convidados, as principais negociações foram conduzidas pelo "Big Four" (Reino Unido,RússiaPrússia e Áustria) e, mais tarde, por monárquicos da França
Em 1815 as fronteiras da Europa foram refeitas

Sem comentários:

Enviar um comentário