domingo, 16 de outubro de 2016

Os Meninos da Palhavã

Este era o nome dado aos filhos bastardos que o rei D. João V teve com diversas senhoras.
D. António, filho de D. Luísa Inês Antónia Machado Monteiro, nasceu em Lisboa, a 1 de outubro de 1714, e formou-se em Teologia na Universidade de Coimbra. Faleceu a 14 de agosto de 1800 na mesma cidade em que nasceu e foi sepultado no claustro do S. Vicente de Fora.
Manuel, que depois de crismado se passou a chamar Gaspar, era filho de D. Madalena Máxima da Silva Miranda Henriques. Nasceu em Lisboa, a 8 de outubro de 1716, e morreu em Braga, onde foi arcebispo desde 1758, a 18 de janeiro de 1789.
D. José, que no batismo foi também denominado Manuel e que, como o seu irmão António, se doutorou em Teologia na Universidade de Coimbra, era filho da madre Paula Teresa da Silva, do convento de Odivelas. Nasceu a 8 de setembro de 1720 em Lisboa, foi inquisidor-mor e morreu na mesma cidade em que nasceu, a 31 de julho de 1801, tendo sido sepultado no mesmo mosteiro em que estava o irmão António.
O nome adveio do sítio onde viviam, o palácio do marquês de Louriçal (onde hoje é a embaixada espanhola, junto à Praça de Espanha), na zona de Palhavãonde foram educados com esmero por Frei Gaspar da Encarnação.
Foram legitimados pelo seu pai por um documento de 1742. Por esta razão e pelas constantes conspirações dos irmãos contra o marquês de Pombal, este desterrou D. António e D. José em 1760 para o convento do Buçaco, para que não fizessem sombra a D. José, filho legítimo de D. João V. Estes dois irmãos apenas voltaram após a morte de D. José, em 1778.
Menos sorte teve outra filha de nome Maria Rita, pelo facto de ser mulher, não constou do "requerimento de paternidade", assinado pelo rei em 1742. Era filha da "Flor de Murta", assim se alcunhava a mãe D.Luísa Clara de Portugal, dama da casa da rainha.
Eventualmente nascida em Maio 1731, professou no convento de Santos até à morte, em data que se ignora.
Também como fruto da sua relação com D.Filipa de Noronha, filha do marquês de Cascais, terão gerado uma filha, nascida em Maio de 1710, no convento de Santa Clara, para onde D.Filipa terá sido desterrada. A criança durou pouco tempo, enquanto o destino da sua mãe parece traçado numa carta existente na Biblioteca do Palácio da Ajuda, onde alude ás promessas de casamento do rei não cumpridas, mas termina dizendo "Peço a V.Majestade licença para professar no convento onde morreu Santa Teresa de Jesus. que assim como o amor de V.M. me desterrou do Paço, quero que a sua ingratidão me extermine do Reino"
Meninos da Palhavã. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 

Palácio da Palhavã, Lisboa (E. Cerdeira, s.d.)

Palácio da Palhavã, Lisboa, [s.d.].Foto: E. Cerdeira in Lisboa Antiga

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