sexta-feira, 11 de novembro de 2016

11 de Novembro de 1918: Primeira Grande Guerra, é assinado o armistício. O cessar-fogo entra em vigor à 11ª hora do 11º dia do 11º mês.

Às 11 horas da manhã de 11 de Novembro de 1918, entrou em vigor o armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial – conhecida à época como a Grande Guerra. Quatro anos de trincheiras, de lama, de horror, de gás, nos dois campos de batalha. Quatro anos que desembocaram na fadiga, no fastio. O armistício não era percebido como o fim apenas daquela guerra, mas como o fim definitivo das guerras. Depois dela, não haveria mais nenhuma. 

Eis que a Alemanha se rende incondicionalmente ainda que não tenha sido vencida militarmente. E o Tratado de Versalhes viria a  impor-lhe modalidades de paz excessivamente duras para fazer com que rancores e desejos de vingança fincassem raízes.
No final do Outono de 1918, a aliança das potências da Europa Central desmoronava diante das Forças Aliadas, melhor supridas e coordenadas. Com as suas tropas no campo de batalha próximas da exaustão, o apoio logístico encontrando enormes dificuldades, a agitação social, rendição dos aliados mais fracos, Império Austro-húngaro, Bulgária, Império Otomano, a Alemanha viu-se forçada a buscar um armistício com os Aliados nos primeiros dias de Novembro de 1918. 

Em 7 de Novembro, o chanceler alemão, Max von Baden, enviou delegados a Compiegne, França, a fim de negociar o acordo, finalmente firmado na manhã do dia 11. 

O marechal Ferdinand Foch, comandante-em-chefe das forças aliadas na frente ocidental despachou um telegrama a todos os seus comandantes: "As hostilidades cessarão em todas as frentes em 11 de Novembro, às 11 horas, horário francês”.  Apesar disso, os comandantes ordenaram que a batalha prosseguisse durante toda a manhã daquele dia, provocando futuras acusações de que soldados foram mortos desnecessariamente nas últimas horas da guerra. 
A Grande Guerra ceifou a vida de cerca de 9 milhões de soldados; 21 milhões ficaram feridos. As baixas civis ascenderam a perto de 10 milhões. As duas nações mais afectadas foram a França e a Alemanha, cada qual tendo enviado para os campos de batalha cerca de 80% das suas populações masculinas entre os 15 e 49 anos. 

Na Conferência de Paz de Paris em 1919, os lideres aliados afirmariam o seu desejo de construir um mundo pós-guerra em condições de salvaguardá-los de futuros conflitos de escala tão devastadora. 

O Tratado de Versalhes assinado em 28 de Junho de 1919 não iria alcançar esse propósito. Os alemães são julgados os únicos responsáveis pelo conflito. Versalhes  impõe-lhes pesadas reparações de guerra, proibições, anexação de uma parte do seu território, além de ter negada sua adesão à Liga das Nações. Os germânicos caracterizam-no como um tratado infame, um insulto impossível de aceitar. 

A paz e a jovem República de Weimar, criada após a  abdicação de Guilherme II, repousavam em frágeis alicerces. A Alemanha continuou a queixar-se que assinara o armistício sob falso pretexto, tendo acreditado que qualquer paz seria uma “paz sem vitória nem vitoriosos” como havia sido adiantado pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson no seu famoso discurso dos 14 Pontos de Janeiro de 1918. 

Com o passar dos anos, dominada pelo ódio aos termos do tratado e aos seus autores, mergulhada em ressentimento mal disfarçado e desejo de vingança, a Alemanha culpou o Tratado de Versalhes como uma das grandes causas da Segunda Guerra Mundial
Fontes: Opera Mundi 
wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Armisticetrain.jpg
Junto ao vagão, após a assinatura do armistício: em primeiro plano, o marechal Foch , ladeado pelos almirantes britânicos Hope e Rosslyn Wemyss

Os festejos relativos ao anúncio do armistício
Arquivo: NYTimes-Página1-11-11-1918.jpg
Primeira página do New York Times sobre o Dia do Armistício, 11 de Novembro de 1918
Pintura que retrata a assinatura do Armistício

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