quarta-feira, 9 de novembro de 2016

27.º Aniversário da queda do Muro de Berlim

Aquela entrevista colectiva de imprensa no horário nobre da televisão alemã conta-se entre as mais memoráveis do continente europeu. Günter Schabowski, porta-voz do governo da então Alemanha Oriental, acabara de anunciar a nova legislação sobre viagens do país. Devido a um mal-entendido, respondeu à pergunta de um jornalista italiano, a respeito do momento em que a lei entraria em vigor, com uma frase que se tornou famosa: "Pelo que sei, ela entra... já, imediatamente".
Como a entrevista era transmitida em directo e acompanhada tanto na Alemanha Ocidental como na Oriental, esse lapso de comunicação teve consequências abrangentes para a política mundial. Pois, logo em seguida, os cidadãos da República Democrática Alemã, de regime comunista, peregrinaram até a fronteira interna em Berlim. Durante três horas, os guardas de fronteira – que não haviam sido informados do novo regulamento – contiveram o afluxo humano. Mais tarde quando a "TV do Oeste" montou suas câmaras e confirmou a sensacional notícia, ficou claro que naquela noite chegava ao fim a divisão da Alemanha, marcada pela construção do Muro de Berlim, em 21 de Agosto de 1961.Naquela noite de 9 de Novembro de 1989, os agentes de segurança suspenderam a sua resistência, abriram as passagens de fronteira berlinenses e deixaram as pessoas passarem do Leste para o Oeste e vice-versa, sem que fossem controladas. Durante meses, milhares de cidadãos da Alemanha Oriental tinham estado a realizar manifestações exigindo com veemência reformas políticas. As "manifestações de segunda-feira", em especial, pelas ruas de Leipzig, já se tinham  tornado famosas.Os manifestantes gritavam: "Nós somos o povo!" e "Gorbil! Gorbil!", referindo-se ao secretário-geral do partido comunista russo, Mikhail Gorbatchev (1931). Desde 1985, ele estava a  realizar reformas na União Soviética, numa nova política que os habitantes da RDA também desejavam para si. Porém, por total falta de espírito reformista, o governo de Erich Honecker (1912-1994) bloqueara as mudanças, precipitando, assim, seu próprio fim. Em 18 de Outubro de 1989, Honecker fora substituído por Egon Krenz (1937) no cargo de secretário-geral do partido e presidente do Conselho de Estado. Porém, nem isso pode conter a derrocada do governo comunista da RDA. Em 4 de Novembro  cerca de meio milhão de pessoas tinha-se  reunido na praça Alexanderplatz, em Berlim Oriental, para protestar em prol de uma reforma do Estado. A partir dessa poderosa manifestação ficou claro que o novo governo não contava com a confiança popular. Cinco dias mais tarde era aberto o Muro. Ao mesmo tempo, tornavam-se cada vez mais fortes as exigências de que se fundissem os dois Estados da Alemanha.






Fontes: www.dw


Wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Berlin Wall 1961-11-20.jpg
Construção do Muro em 1961
Ficheiro:BerlinWall-BrandenburgGate.jpg
O Muro  e ao fundo as Portas de Brandenburgo em 9 de Novembro de 1989






Good Bye, Lenin! (Adeus, Lenine! )
Filme alemão de 2003 realizado por Wolfgang Becker.


O protagonista do filme é Alexander (Daniel Brühl). No dia 7 de Outubro de 1989, durante as festividades relativas aos 40 anos da RDA, Alexander vai para a rua (Berlim Oriental)  para protestar contra o governo. Mistura-se com os manifestantes que a sua mãe (Kathrin Sass), professora identificada com o regime de orientação soviética, condena. Alexandre definia a sua mãe como"casada com a pátria socialista". Um ataque cardíaco, no entanto,  deixa-a em coma no hospital durante oito meses, tempo suficiente para que não assista à queda do muro de Berlim e a implantação no país do sistema capitalista. Quando desperta, Alexander quer preservá-la do choque leva-a para o apartamento da família, cuidadosamente preservado como se a RDA ainda existisse








 

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