sábado, 5 de novembro de 2016

Mulheres na História (LXXXVII) Irène Joliot-Curie, Prémio Nobel da Química em 1935

Física francesa nascida em Paris a 12 de Setembro de 1897, primeira filha do casal Curie, é considerada juntamente com o seu esposo, o também físico francês Jean-Frédéric Joliot-Curie, responsável pela descoberta  da radioatividade artificial e por tal facto ambos ganharam o Prémio Nobel da Química em 1935. Filha dos famosos cientistas Pierre e Marie Curie, estudou na Sorbonne e foi enfermeira na Primeira Guerra Mundial. Começou a trabalhar com a sua mãe, Marie Curie, no Instituto do Rádio em 1918 e publicou o seu primeiro artigo científico em 1921. Formou-se em 1925 ao defender tese sobre os raios alfa do polónio, e casou-se no ano seguinte com Jean-Frédéric, que adoptou o seu sobrenome.  Foi pesquisadora contratada do Laboratório Curie (1921-1935), da Universidade de Paris e do Instituto do Rádio (1937-1956). Nomeada subsecretária de estado para pesquisas científicas em 1936 no governo de Léon Blum, passou a leccionar na Sorbonne (1937). Durante a Segunda Guerra Mundial decidiu concentrar-se apenas no seu trabalho científico, que continuou mesmo durante a ocupação da França. Ela e o marido tiveram um papel importante na resistência francesa contra a ocupação nazi durante a  guerra, na ocultação do princípio dos reatores nucleares, na protecção de cientistas e na produção de explosivos para a resistência, embora no final da guerra tivesse que fugir para a Suíça (1944). Integrante da Comissão de Energia Atómica, do Comité Nacional da União de Mulheres Francesas e do Conselho Mundial da Paz, tornou-se directora do Instituto do Rádio (1946) e foi nomeada com o marido para integrar a Comissão de Energia Nuclear da França (1946), depois da guerra ambos foram afastados por questões político-ideológicas, o marido de Irène era militante do partido comunista. Provavelmente vítima de anos de exposição à radioatividade, morreu de leucemia em Paris a 17 de Março de1956.
wikipedia (imagens)
Joliot-curie.jpg

Irène Joliot Curie e Frederic (1934)

Sétima Conferência de Solvay em 1933 . Observamos Irène Joliot-Curie sentada ,segunda da esquerda, entre Erwin Schrodinger e Niels Bohr.

1 comentário:

  1. “estórias”
    Anglicismo escusado

    É uma palavra inútil, um pretenso neologismo com pés de barro! Um desnecessário plágio da inglesa “story”, pois a nossa “história” tanto significa o mesmo que essa palavra como “history” da mesma origem.

    De facto, na língua portuguesa história tanto significa conjunto de eventos de grande relevo para uma região, país ou para a humanidade como pequenos ocorrências e descrições, contos ou incidentes familiares. Quem não ouviu histórias da carochinha!?

    Polissemia, meus amigos...

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