segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

19 de Dezembro de 1915: Nasce a cantora francesa Edith Piaf

Edith Giovanna Gassion nasceu em Paris em Dezembro de 1915. A sua vida foi marcada pelo infortúnio desde que nasceu, facto que exerceu uma influência decisiva no seu estilo interpretativo, lírico e lancinante ao mesmo tempo. Devido ao seu aspecto frágil ganhou o apelido que a fez ficar famosa internacionalmente: Piaf (pardal).
Filha de um contorcionista acrobata e de uma cantora de cabaré, a sua infância foi muito triste. Os seus pais separaram-se cedo, a sua mãe, alcoólica e doente, deixou a custódia de Edith com o pai (também alcoólico) e a avó paterna. Em função da precária situação económica da família, Edith ganhava umas moedas cantando nas ruas e cafés de Paris.
A situação piorou quando Edith, aos 16 anos, ficou grávida. Em 1932, teve uma filha chamada Marselle, que morreu com dois anos. A vida da cantora ficou marcada por esta tragédia. Piaf continuou a cantar nos cafés e clubes da Rua Pigalle, nos bairros menos recomendados da Paris daquela época.
A sua vida mudou quando, cantando na rua, Louis Leplée, proprietário do cabaré Gerny’s, um dos mais conhecidos de Paris, parou para a ouvir. Depois de um pequeno teste, Edith foi imediatamente contratada. O sucesso não demorou a chegar e ficou conhecida como “Mome Piaf” (pequeno pardal). O próprio Leplée instruiu Piaf para que esta se tornasse uma grande figura do cabaré. Em 1937, nascia uma nova estrela: Edith Piaf.
Contudo, a vida voltou a castigar a jovem Piaf, visto que Leplée foi encontrado morto no clube que dirigia. A cantora foi suspeita do assassinato. A imprensa  acusou-a e a elite parisiense  voltou-lhe as costas. Assim, Edith Piaf voltou a misturar-se com as pessoas dos piores bairros de Paris, levando uma vida desregrada.
A sua consagração aconteceu depois do final da Segunda Guerra Mundial, quando se tornou a musa de poetas e intelectuais da Paris existencialista e ganhou a admiração incondicional do público. Piaf voltou aos grandes cenários da França, da Europa e da América. Ficou amiga de Marlene Dietrich e tornou-se a grande dama da canção francesa, ajudando talentos emergentes como Charles Aznavour, Georges Moustaki, Yves Montand e relacionando-se com intelectuais como Jean Cocteau.
Em 1946, foi para Nova Iorque e conheceu o grande amor da sua vida, o boxeador Marcel Cerdan, falecido em 1949, quando o avião em que viajava caiu. Isto causou em Edith uma profunda depressão, superada através do álcool. Foi, porém, a época dos seus grandes sucessos: La vie em rose e Le trois cloches.
Em 1950, colaborou com Charles Aznavour em canções como Jezébel. Este também foi o ano em que triunfou no Olympia e, em 1956, também o fez no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Depois de um acidente, Piaf ficou desfigurada e tornou-se viciada em morfina. Uma longa lista de doenças fora-lhe diagnosticada e, em 1959, constataram que a cantora tinha cancro.
Nos seus últimos anos, a cantora viveu longe dos palcos junto ao seu novo marido, o grego Theo Lambukas. Em Junho de 1961, Edith foi premiada pela Academia Charles Cross pelo conjunto da sua obra. Piaf morreu na quinta-feira, dia 10 de Outubro de 1963, em Plascassier, mas, fazendo fé no comunicado transmitido à AFP, todos acreditaram na data de falecimento constante no registo civil: sexta-feira, 11 de Outubro de 1963, às 7 horas da manhã. Desse modo, a data de sua morte coincidiu com a morte de Jean Cocteau, falecido ao meio-dia, enquanto preparava uma homenagem à cantora que o fascinara…
No seu enterro, o cortejo fúnebre foi acompanhado por mais de 40.000 pessoas.
Entre as muitas canções que popularizou podem-se destacar: Mon légionnaire, Je ne regrette rien, La vie em rose,Lês amants de Paris, Hymne a l’amour, Mon dieu e Milord.

wikipedia (imagens)

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 Edith Piaf em 1962


 Edith Piaf em 1951






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