sábado, 21 de janeiro de 2017

21 de Janeiro de 1793: Revolução Francesa. Execução de Luís XVI na guilhotina.

Às 10h20, de 21 de Janeiro de 1793, na Praça da Revolução (actual Place de La Concorde), Luís XVI, 39 anos, ex-rei da França, é guilhotinado um dia após ser condenado por conspiração com potências estrangeiras e sentenciado à morte pela Convenção Nacional Francesa.

Preso nas Tulherias com a sua família desde o mês de Agosto de 1792, a Convenção acusa-o de ser um traidor da Nação. As suas derradeiras palavras: “Franceses, eu morro inocente; perdoo os meus inimigos; desejo que minha morte seja...” No entanto, o final da sua frase seria coberto pelo rufar do tambor anunciando a sua execução. Em 16 de Outubro do mesmo ano seria vez da sua mulher Maria Antonieta ser executada na guilhotina em praça pública.     

Luís XVI havia assumido o trono francês em 1774 e desde o começo mostrou-se incapaz de tratar dos graves problemas financeiros que herdara de seu avô, o rei Luís XV. Em 1789, numa desesperada tentativa de resolver a aguda crise por que passava o país, Luís XVI convoca os Estados-Gerais, uma assembleia nacional que representava os três “Estados” do povo francês – a nobreza, o clero e a população comum e que não se haviam reunido desde o longínquo ano de 1614.

Ao longo da década de 1780, vários ministros tentaram ampliar a cobrança de impostos para assim tentar ultrapassar o quadro critico do país. No entanto, o conservadorismo das autoridades reais e a conivência de grande parte da nobreza e do clero impediam a realização dessas mudanças.     

O primeiro estado, o clero, contava com cerca de 120 mil religiosos divididos em alto clero (bispos e abades, muitos deles proprietários de terras) e o baixo clero (padres, monges e abades de pouca condição). O segundo estado, a nobreza, dividia-se entre a nobreza provincial (proprietária de terras) e a nobreza de toga (burgueses que compravam títulos de nobreza da Coroa). O terceiro estado era composto pela esmagadora maioria da população. No topo, a burguesia que se dividia em três categorias: a alta burguesia (banqueiros e grandes empresários). Em seguida, vinha a média burguesia (empresários, professores, profissionais liberais e advogados). Por fim, a pequena burguesia (artesãos, pequenos comerciantes, artistas). Na base do terceiro estado encontrava-se toda a classe trabalhadora francesa.

À parte de formar um estado misto com agudos conflitos entre si, somente os integrantes do terceiro estado arcavam com as taxas e impostos que sustentavam a monarquia francesa.

No hemiciclo da Assembleia Geral, o primeiro estado, sentado à direita, contava com 291 cadeiras; o segundo, no centro, com 270; o terceiro, posicionado à esquerda, contava com 578 cadeiras. Como o voto era dado por Estado, a coligação entre nobreza e clero impedia a aprovação de leis mais avançadas.           
O Terceiro Estado pretendia a adopção de voto por cabeça o que garantiria um amplo leque de reformas. Temendo as consequências o rei ameaçou dissolver os Estados gerais. Revoltados, os membros do Terceiro Estado reuniram-se nos espaços do Jogo da Péla, de onde exigiram a convocação de uma Assembleia Nacional. Sem saída, o monarca decidiu acatar o estabelecimento de uma Assembleia Nacional que aprovaria uma nova Constituição.

Diante da insuportável situação económica vivida, a população começa a  mobilizar-se. No dia 14 de Julho de 1789, uma grande multidão invadiu a Bastilha e libertaram todos aqueles que eram considerados inimigos da realeza. Era o começo da Revolução Francesa.

Em Outubro de 1789, a multidão marchou sobre Versalhes obrigando o casal real a  mudar-se para as Tulherias. Em Junho de 1791, forçaram os reis a fugir para a Áustria. Durante a viagem, Luís e Maria foram detidos em Varennes e reconduzidos a Paris. Ali, Luís XVI teve de aceitar a Constituição de 1791, que o reduziu a mera figura decorativa.

Em Agosto de 1792, os reis foram presos pelos ‘sans-cullottes’ e levados à Conciergerie. Em Setembro, a monarquia é abolida pela Convenção, que substituíra a Assembleia Nacional.
Em Janeiro seguinte, Luís foi considerado culpado e condenado à morte por estreita maioria. Em 21 de Janeiro de 1793, caminhou imperturbável para a guilhotina. 
Fontes: DW
wikipedia(imagens)

                                                               


A execução de Luís XVI
 File:Louis XVI at the Tour du Temple Jean Francois Garneray 1755 1837.jpg


Luís XVI preso na  Tour du Temple - Jean-François Garneray 
 Ficheiro:LouisXVIExecutionBig.jpg
          A execução de Luís XVI

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