segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

13 de Fevereiro de 1912: O Último Imperador da China abdica do poder

No dia 13 de Fevereiro de 1912, o último imperador da China, Pu Yi, com apenas 6 anos, foi obrigado a abdicar sob forte pressão do presidente do conselho do governo imperial, Yuan Shih-kai. O acto  concretizou-se quando a sua mãe leu ao soberano o édito de abdicação. A imperatriz da China tinha morrido em Pequim.  O seu sobrinho-neto, Pu Yi assumira o trono com apenas 3 anos de idade. 
  
Desde o Outono do ano anterior, dois governos coexistiam na China: o republicano, liderado por Sun Yat-sen em Nanquim, e o governo imperial em Pequim. A abdicação de Pu Yi marcou o fim do regime imperial e instaurou definitivamente a república chinesa. A dinastia Qing, que dominara o país desde 1664, estava extinta.

Em 1911, havia eclodido uma insurreição republicana no sul da China, perto de Cantão. A revolta constituiu o fim de um domínio de dois séculos e meio da dinastia Qing (Manchu). Os chineses exigiam a criação de uma assembleia constituinte, instigados por Sun Yat-sen, fundador do Kuomitang, partido conservador que até hoje governa Taiwan. Sun regressou ao país e proclamou a república a 1 de Janeiro de 1912. 
Quando Sun Yat-Sen assumiu o poder, recebeu das potências ocidentais promessas de apoio financeiro e militar. Como elas não se concretizaram, percorreu o mundo em busca de assistência que nunca chegou. A indiferença dos governos ocidentais pelo reformismo de Sun marcou-o profundamente.

O último imperador teve de sair da Cidade Proibida e iniciar uma verdadeira odisseia. Na década de 1930, foi utilizado como fantoche pelos japoneses no comando de um novo país no norte do território chinês, na Manchúria. 

Em 1949, Pu Yi viu chegar a revolução e todos os símbolos relacionados com o passado imperial sofrerem intensa rejeição. O ex-monarca, que faleceu em Pequim em 17 de Outubro de 1967, estava condenado a pagar pelo luxo e ostentação, condenadas pelos artífices do socialismo chinês. O último dos imperadores tinha vindo ao mundo precisamente numa época em que o planeta começava a passar por grandes transformações. 

O filme O Último Imperador, do cineasta italiano Bernardo Bertolucci, conta esta história. A produção venceu nove Óscares em 1988, nas categorias de melhor filme, melhor realizador, melhor fotografia, melhor direcção  artística, melhor guarda roupa, melhor montagem, melhor banda sonora, melhor som e melhor guião adaptado.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
File:PuYi 1909.jpg
O último Imperador da China, à direita, com o pai e o irmão mais novo
File:Aisin-Gioro Puyi 01.jpg
Pu Yi em 1934

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