terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

21 de Fevereiro de 1804: Ocorre a primeira viagem de uma locomotiva a vapor


No dia 21 de Fevereiro de 1804 ocorre em Pen-y-Darren, no País de Gales, a primeira viagem de uma locomotiva a vapor.
A locomotiva tinha sido concebida pelo engenheiro de minas Richard Trevithick, apaixonado pela motorização a vapor. Naquele dia, colocou dez toneladas de ferro e 60 pessoas acomodadas em cinco vagões. O trajecto era de 16 quilómetros e foi cumprido em quatro horas e cinco minutos.
A ideia de fazer circular cargas pesadas sobre trilhos remonta às primeiras explorações mineiras.
Desde a Idade Média, os exploradores perceberam que os carros de produtos pesados sofriam menos resistência à fricção quando rolavam sobre trilhos. Inicialmente, os trilhos eram de madeira e os veículos puxados a cavalo.
Com o desenvolvimento da metalurgia, os trilhos de madeira foram sendo substituídos paulatinamente pelos trilhos de ferro, o que melhorava bastante o desempenho da tracção.
No País de Gales, onde as fundições fabricavam produtos pesados, o transporte sobre via-férrea parecia ser a solução ideal. Restava o problema da tracção: deveria  limitar-se a carros puxados por animais?
A invenção da máquina a vapor por James Watt em 1776 e os primeiros aparelhos movidos a vapor deixavam antever soluções mais eficazes.
Samuel Homfray, proprietário de fundições em Penydaren, desafiou o seu amigo Richard Trevithick a construir uma máquina capaz de transportar 10 toneladas.
Foi assim que concebeu a primeira locomotiva a vapor, com uma caldeira sobre uma carreta. O vapor sob pressão accionava um pistão que fazia girar uma grande roda exterior. Trevithick, todavia, deixou de explorar o seu invento, permitindo que outros a explorassem e a industrializassem.
Em 1825, é inaugurada a linha Stockton & Darlington, em Midlands. Tratava-se das ferrovias mineiras com os seus cavalos e máquinas a vapor fixas transpostos para ambientes abertos. Além de transportar carvão, também levava passageiros.
Esta linha, bastante rústica, foi uma experiência fundamental para a construção de uma primeira linha ferroviária comercial ligando Liverpool a Manchester.
Para este grande projecto, organizou-se um concurso com uma recompensa de 500 libras esterlinas. O objectivo era seleccionar um projectista capaz de fazer rodar sobre trilhos uma máquina de menos de seis toneladas a uma velocidade de 16km/h.
Entre os concorrentes, a máquina de Timothy Hackmorth atinge a velocidade de 30km/h. O seu construtor era um engenheiro que trabalhava na linha da Stockton & Darlington. Infelizmente, no dia do concurso, a sua máquina passou por diversas avarias, conseguindo, de qualquer forma, transportar 19 toneladas ao longo de 36 quilómetros a uma velocidade de 22km/h.
Finalmente Georges Stephenson e o seu filho Robert é que ganham o prémio com a sua locomotiva The Rocket (O Foguete), mais eficaz e engenhosa, dotada de algumas artimanhas técnicas emprestadas da versão de Hackmorth.
Tinha a aparência tradicional das locomotivas a vapor conhecidas na época, com uma caldeira horizontal, uma fornalha atrás e a chaminé à frente. A sua caldeira tubular multiplicava por quatro a produção de vapor em relação às caldeiras simples. Um recipiente contendo água e o carvão estavam atrelados na traseira da locomotiva. Com pouco mais de quatro toneladas rodava até 56km/h.
Stephenson forneceu as primeiras locomotivas da linha Liverpool-Manchester, o que fez cair para metade o preço das mercadorias vendidas em Manchester. A ferrovia tornou-se bastante rentável. O sucesso foi tal que Stephenson não conseguia  atender aos pedidos.
Em 1835, as locomotivas fabricadas por Sharp & Roberts já ultrapassavam a barreira dos 100 km/h. A despeito da necessidade de investimentos importantes, os promotores das estradas de ferro auferiam lucros colossais, tanto no transporte de mercadorias quanto no de passageiros.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

A máquina de Richard Trevithick


 


A Locomotiva de Richard Trevithick de 1804

Sem comentários:

Enviar um comentário