sexta-feira, 12 de maio de 2017

12 de Maio de 2008: Morre Irena Sendler “O Anjo do Gueto de Varsóvia"

Irena Sendler  nasceu no dia 15 de Fevereiro de 1910  e faleceu a 12 de Maio de 2008. Ficou para a história como "O Anjo do Gueto de Varsóvia," devido à sua acção como activista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuído para salvar mais de 2.500 vidas ao conseguir que várias famílias escondessem filhos de judeus  e ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto.
Quando a Alemanha Nazi invadiu a Polónia em 1939, Irena era assistente social, trabalhava com enfermeiras e organizava espaços de refeição comunitários na cidade com o objectivo de responder às necessidades das pessoas que mais necessitavam. Em 1942, os nazis criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade e para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus filhos
Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas valia-se de qualquer  tipo de subterfúgios que servissem para esconder as crianças: sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacos de batatas...
Irena queria que um dia as crianças que escondia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, as suas identidades, as suas histórias pessoais e as suas famílias. Concebeu então um arquivo no qual registava os nomes e dados das crianças e as suas novas identidades.
Os nazis souberam das suas actividades e em Outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a prisão de Pawiak onde foi torturada. Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair os seus colaboradores ou as crianças escondidas. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional".Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e ela continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Em 1944, durante o revolta de Varsóvia, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se ela morresse. Ao acabar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação dos judeus sobreviventes. Lamentavelmente, a maior parte das famílias das crianças tinha sido morta nos campos de extermínio nazis.
De início, as crianças que não tinham família adoptiva foram cuidadas em diferentes orfanatos e, pouco a pouco, foram enviadas para a Palestina.
Em 1965, a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel.

Em Novembro de 2003 foi-lhe concedida a mais alta distinção civil da Polónia: a Ordem da Águia Branca. 
Fontes: wikipédia
https://historiacomfotos.blogspot.com.br
Irena Sendler em 1942
Irena Sendler em Varsóvia2005

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