quinta-feira, 6 de julho de 2017

06 de Julho de 1801:Lord Elgin é autorizado a retirar os frisos do Pártenon

Depois de ter recebido autorização para visitar os frisos da Acrópole, Lord Elgin, embaixador inglês em Constantinopla, obtém o direito, em 6 de Julho de 1801, de tomar posse dos mesmos. Em poucos meses, metade dos frisos e esculturas seriam retirados da Acrópole, às vezes com ausência total de cuidados. A colecção foi transferida para o Museu Britânico em Londres. Porém, os factos reais da autorização atribuída ao sultão de Constantinopla, são postos duramente em questão actualmente. Apesar das exigências de Atenas, esses fragmentos ainda estão expostos em Londres.
Em 1798, Thomas Bruce, o sétimo conde de Elgin estava em má situação de saúde e financeira. No entanto, tivera boa formação, subiu na carreira militar, alcançando o posto de tenente-coronel aos 29 anos, tendo comandado o seu próprio regimento. Ademais, firmou uma respeitável reputação diplomática, actuando como enviado especial em Viena e Bruxelas, assim como ministro plenipotenciário junto à corte da Prússia. Quando descobriu que o governo britânico planeava nomear embaixador junto ao Império Otomano, candidatou-se ao posto. 

Sabia-se que os melhores modelos de arquitectura clássica estavam em Atenas e não em Roma. O plano de Elgin era visitar a capital da Grécia Antiga com alguns artistas que iriam esboçar e finalizar desenhos de monumentos, estátuas e edifícios, fazer os moldes e trazê-los de volta à Inglaterra. Era uma época em que a arte e a arquitectura grega gozavam de verdadeiro culto, consideradas a mais alta expressão de civilização. 

Elgin chegou a Constantinopla com instruções para cuidar dos interesses britânicos, promover o comércio, fazer com que os turcos abrissem o Mar Negro aos navios britânicos e afastar os franceses do Egipto e do Mediterrâneo Oriental que pertenciam ao Império Otomano. 

Quando o almirante Lord Nelson destruiu a armada francesa na Batalha do Nilo, a Turquia declarou guerra à França. O exército de Napoleão no Egipto estava enredado e praticamente derrotado e o Mar Negro havia sido aberto ao comércio britânico. Nos anos subsequentes, Elgin desempenhou o seu papel com vigor e era muito popular. Porém, ao invés da saúde melhorar, contraiu uma severa moléstia de pele que corroeu a sua face, fazendo-lhe perder o nariz. Além do mais tinha sífilis, asma e reumatismo. Apesar disso não perdeu de vista a sua missão primordial. Em Agosto de 1800 os seus artistas chegaram a Atenas, reuniram-se com autoridades otomanas e prepararam-se para iniciar os trabalhos. 

Apesar de ter comprado peças do conjunto de esculturas por puro prazer de coleccionador, Elgin acabou por  vender os "Mármores de Elgin" ao governo britânico em 1816. Ao retirar partes do Pártenon, a sua conduta foi classificada como "acto de vandalismo", acusado de pilhagem e de mentir aos turcos. Assim que os gregos conquistaram a independência, em 1832, passaram a pedir oficialmente a devolução. 

O Museu não quer perder uma das suas mais famosas atracções. Além disso, defende que a devolução dos mármores poderia implicar um precedente para que outros museus reclamem posse de outras célebres peças antigas. Porém, os defensores do retorno dos Mármores a Atenas clamam que o caso é único, visto que fazem parte de um monumento nacional. 

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)

Thomas Bruce, sétimo Conde de  Elgin por Anton Graf
Frisos do Pártenon no Museu Britânico

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