quinta-feira, 6 de julho de 2017

06 de Julho de 1907: Nasce a pintora mexicana Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que reflectidos na sua obra  tornaram-na uma das maiores pintoras do século XX.
Nascida a 6 de Julho de 1907 em Coyoacan, México, filha de um fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, Frida sempre foi apaixonada pela cultura do seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Facto que ela  fazia sempre questão de demonstrar na sua maneira de vestir e no seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.
A  vida de Frida está envolta em tragédia, a primeira acontece quando tinha seis anos e uma poliomelite  deixou-a de cama durante vários dias. Como sequela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Mas o facto trágico que mudaria a sua vida para sempre aconteceu quando ela tinha dezoito anos.
Frida na época estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de Setembro de 1925,  de regresso a casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de autocarro que a deixou perto da morte. Trespassada por uma barra de ferro pelo abdómen e sofrendo múltiplas fracturas, inclusive na coluna vertebral, Frida levou vários meses para recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente para o resto da sua vida.
Foi durante o período em que esteve a recuperar-se que surgiu a pintora.  A mãe de Frida colocou um espelho sobre a cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez o seu primeiro auto-retrato dedicado a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. Sobre a sua obstinação em pintar auto-retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: “Pinto a mim mesma porque estou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
Dois anos depois do acidente Frida leva três dos seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que  conhecera quando frequentava a Escola Preparatória Nacional em 1922, para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação de uma grande artista.
Em 21 de Agosto de 1929 eles casam-se, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. Em 1930 Frida engravida e sofre o primeiro aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido ao seu estado de saúde delicado. 
No mesmo ano, tendo já recuperado a mobilidade, porém com limitações e tendo que usar frequentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego nas suas viagens aos EUA revelando o seu talento ao mundo e encantando a todos com a sua forma de ser irreverente e única.
Em 1932 ela sofre o segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (EUA), e a sua mãe morre de  no dia 15 de Setembro do mesmo ano. Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com a sua irmã mais nova Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera separam-se e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com quem tem um caso, mas  ela e Rivera acabam por reconciliar-se e voltam a morar juntos no México.
Em 1936 novas cirurgias no pé além de persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade. Em 1937, Frida conhece Leon Trotski que se refugia na sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova. Trotsky foi o seu mais famoso caso de amor.
Em 1938, Fria Kahlo conhece André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta pela sua obra e lhe apresenta Julian Levy, coleccionador e dono de uma galeria em Nova Iorque, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939.
A exposição foi um sucesso absoluto e posteriormente ela realizou exposições em Paris onde conheceu grandes artistas como Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes da sua morte, que ela consegue realizar uma exposição das suas obras na Cidade do México.
Ainda em 1939 Frida e Diego separam-se novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a  casar-se a 8 de Dezembro do ano seguinte.
Em 1942 ela começa a escrever o seu famoso diário onde descreve sobre todas as suas dores e pensamentos num emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores.
De 1942 a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La Esmeralda”, mas a sua saúde cada vez pior  obriga-a a leccionar em casa. Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o Prémio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas.
Na noite de 13 de Julho de 1954 Frida Kahlo é encontrada morta na sua cama. A versão oficial divulgou que ela teve morte por embolia pulmonar, mas as suas últimas palavras no seu diário foram: “Espero a partida com alegria…e espero nunca mais voltar…Frida.”

Fontes: Infoescola
www.museofridakahlo.
           Infopédia
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Frida Kahlo Diego Rivera 1932.jpg
Frida Kahlo e Diego Rivera
Arquivo: Frida Kahlo (auto-retrato) jpg.

Auto Retrato - Frida Kahlo



Sem comentários:

Enviar um comentário